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religioes de matriz africana
A dança afro, manifestação cultural e artística ligada às religiões de matriz africana, deve se tornar patrimônio cultural imaterial de Salvador. Isso é o que propõe o projeto de lei (PL) n° 118/2026, que tramita na Câmara Municipal de Salvador (CMS). A partir do reconhecimento como patrimônio cultural imaterial, a legislação indica que a Prefeitura de Salvador deve adotar medidas para registrar e documentar os saberes e práticas da dança afro e promover a sua preservação.
O texto, protocolado pelo vereador Silvio Humberto (PSB), descreve que a dança afro é “um conjunto de expressões corporais, artísticas e culturais de matriz africana, desenvolvidas no Brasil a partir da diáspora africana, caracterizadas pela integração entre movimento, música, religiosidade, ancestralidade e identidade cultural”.
Relembrando o histórico da diáspora africana na Bahia, em especial em Salvador, o vereador destaca a atuação de líderes culturais como Raimundo Bispo dos Santos, conhecido como Mestre King, na promoção da dança afro como “instrumento de resistência, afirmação cultural e reconstrução identitária, mantendo viva a conexão com a ancestralidade africana”.
Silvio Humberto cita, na justificativa do projeto, que “ao som dos atabaques, estabelece-se uma relação simbólica entre o corpo, o sagrado e a coletividade, revelando uma linguagem que transcende o movimento físico”.
Caso aprovado, o projeto aponta que o Executivo Municipal deve ser responsável por: promover a preservação, valorização e difusão da Dança Afro em Salvador; incentivar a realização de eventos, oficinas, cursos e apresentações relacionadas a esta manifestação cultural; apoiar grupos, artistas, mestres e pesquisadores da Dança Afro; fomentar a inserção da Dança Afro em projetos educacionais, culturais e esportivos; e registrar e documentar manifestações, saberes e práticas relacionadas a este patrimônio.
Conforme o texto, ações de preservação a serem realizadas pela Prefeitura de Salvador podem contar com a parceria de instituições públicas e privadas, universidades, grupos culturais e entidades da sociedade civil.
O texto, protocolado na última quinta-feira (30), ainda deve passar pelas comissões internas da Câmara Municipal antes de ser avaliado em votação no plenário.
Durante a gravação do novo DVD da Timbalada, intitulado “Universo Timbalada”, o cantor Denny Denan falou sobre os 40 anos do Axé Music e a forte conexão do estilo musical com as religiões de matriz africana.
Em coletiva de imprensa, Denny destacou a importância das raízes culturais da Bahia: “Todas as bandas e estilos musicais da Bahia vieram das religiões de matriz africana. Foram eles que trouxeram essa questão do tambor para a nossa Bahia e daqui para o mundo. Então, a gente tem, sim, dentro desse DVD, a própria Timbalada que nunca deixa de ser percussiva”, afirmou.
O artista também comentou sobre a revitalização sonora promovida pela banda ao longo dos anos. Segundo ele, o som característico da Timbalada surgiu a partir das alterações feitas por Carlinhos Brown nos instrumentos, especialmente no timbal. “A revitalização vem através do timbal. Carlinhos veio e disse: ‘vamos colocar em pé para ser tocado com as duas mãos’”, explicou.
Denny reforçou a singularidade da sonoridade da banda, destacando sua força e identidade: “Onde você ouvir a Timbalada, você vai saber que é a Timbalada”, declarou.
UNIVERSO TIMBALADA
A gravação do DVD, realizada no Candyall Guetho Square, reuniu fãs e convidados, consolidando o legado de 33 anos da banda como referência mundial em percussão.
O repertório apresentou canções inéditas, como “Fervo na Cidade”, além de clássicos da banda. O show contará com participações especiais de João Gomes, Jorge Vercillo e Jota.Pê. O grupo Afrocidade e o cantor Alee, ambos de Camaçari, também marcarão presença.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.