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religioes de matriz africana
A tradicional Festa da Boa Morte em Cachoeira, no Recôncavo, se encerra nesta segunda-feira (17). Reconhecida como patrimônio cultural imaterial do Brasil, a celebração combina elementos de religiões de matriz africana e tradições da Igreja Católica.
Iniciada na última quinta-feira (13), a programação terá nesta segunda [por volta das 18h] distribuição do caruru na sede da Irmandade da Boa Morte, além da apresentação do Samba de Roda Filhos da Barragem, informou o g1.
Organizado pela Irmandade da Boa Morte, o evento é mantido há mais de 200 anos por uma organização formada historicamente por mulheres negras com mais de 40 anos.
Além de ser uma das principais manifestações religiosas e culturais da Bahia, a Festa da Boa Morte está relacionada à história de resistência de mulheres negras que atuaram pela liberdade de pessoas escravizadas.
Não há uma data exata para o surgimento da irmandade. Pesquisadores apontam que os primeiros registros relacionados ao grupo remontam a 1810, em Salvador, quando era formado por mulheres negras escravizadas originárias de diferentes regiões do continente africano.
A irmandade atuava, entre outras frentes, na compra de alforrias para pessoas escravizadas. O grupo acabou sendo alvo de perseguições e foi extinto em Salvador.
Algumas das integrantes se deslocaram para Cachoeira, que vivia um período de crescimento econômico, e retomaram a irmandade no Recôncavo por volta de 1840.
A dança afro, manifestação cultural e artística ligada às religiões de matriz africana, deve se tornar patrimônio cultural imaterial de Salvador. Isso é o que propõe o projeto de lei (PL) n° 118/2026, que tramita na Câmara Municipal de Salvador (CMS). A partir do reconhecimento como patrimônio cultural imaterial, a legislação indica que a Prefeitura de Salvador deve adotar medidas para registrar e documentar os saberes e práticas da dança afro e promover a sua preservação.
O texto, protocolado pelo vereador Silvio Humberto (PSB), descreve que a dança afro é “um conjunto de expressões corporais, artísticas e culturais de matriz africana, desenvolvidas no Brasil a partir da diáspora africana, caracterizadas pela integração entre movimento, música, religiosidade, ancestralidade e identidade cultural”.
Relembrando o histórico da diáspora africana na Bahia, em especial em Salvador, o vereador destaca a atuação de líderes culturais como Raimundo Bispo dos Santos, conhecido como Mestre King, na promoção da dança afro como “instrumento de resistência, afirmação cultural e reconstrução identitária, mantendo viva a conexão com a ancestralidade africana”.
Silvio Humberto cita, na justificativa do projeto, que “ao som dos atabaques, estabelece-se uma relação simbólica entre o corpo, o sagrado e a coletividade, revelando uma linguagem que transcende o movimento físico”.
Caso aprovado, o projeto aponta que o Executivo Municipal deve ser responsável por: promover a preservação, valorização e difusão da Dança Afro em Salvador; incentivar a realização de eventos, oficinas, cursos e apresentações relacionadas a esta manifestação cultural; apoiar grupos, artistas, mestres e pesquisadores da Dança Afro; fomentar a inserção da Dança Afro em projetos educacionais, culturais e esportivos; e registrar e documentar manifestações, saberes e práticas relacionadas a este patrimônio.
Conforme o texto, ações de preservação a serem realizadas pela Prefeitura de Salvador podem contar com a parceria de instituições públicas e privadas, universidades, grupos culturais e entidades da sociedade civil.
O texto, protocolado na última quinta-feira (30), ainda deve passar pelas comissões internas da Câmara Municipal antes de ser avaliado em votação no plenário.
Durante a gravação do novo DVD da Timbalada, intitulado “Universo Timbalada”, o cantor Denny Denan falou sobre os 40 anos do Axé Music e a forte conexão do estilo musical com as religiões de matriz africana.
Em coletiva de imprensa, Denny destacou a importância das raízes culturais da Bahia: “Todas as bandas e estilos musicais da Bahia vieram das religiões de matriz africana. Foram eles que trouxeram essa questão do tambor para a nossa Bahia e daqui para o mundo. Então, a gente tem, sim, dentro desse DVD, a própria Timbalada que nunca deixa de ser percussiva”, afirmou.
O artista também comentou sobre a revitalização sonora promovida pela banda ao longo dos anos. Segundo ele, o som característico da Timbalada surgiu a partir das alterações feitas por Carlinhos Brown nos instrumentos, especialmente no timbal. “A revitalização vem através do timbal. Carlinhos veio e disse: ‘vamos colocar em pé para ser tocado com as duas mãos’”, explicou.
Denny reforçou a singularidade da sonoridade da banda, destacando sua força e identidade: “Onde você ouvir a Timbalada, você vai saber que é a Timbalada”, declarou.
UNIVERSO TIMBALADA
A gravação do DVD, realizada no Candyall Guetho Square, reuniu fãs e convidados, consolidando o legado de 33 anos da banda como referência mundial em percussão.
O repertório apresentou canções inéditas, como “Fervo na Cidade”, além de clássicos da banda. O show contará com participações especiais de João Gomes, Jorge Vercillo e Jota.Pê. O grupo Afrocidade e o cantor Alee, ambos de Camaçari, também marcarão presença.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.