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religiao de matriz africana
O Terreiro Palácio de Ogum e Caboclo Sete-Serra, em Lençóis, na Chapada Diamantina, foi oficialmente tombado pelo Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional] nesta quarta-feira (26). Fundado em 1949, o espaço é reconhecido como o terreiro de Jarê mais antigo ainda em atividade no Brasil, se tornando patrimônio cultural protegido na esfera federal.
Segundo o G1, o pedido de tombamento foi iniciado em 2007, após uma carta enviada pela Associação dos Filhos de Santo do terreiro ao escritório do Iphan em Lençóis. Levou-se em conta na decisão a relevância cultural, histórica e espiritual do templo, considerado um símbolo da resistência das populações negras e da consolidação dos territórios sagrados dos mesmos.
Com o tombamento, o terreiro passa a ter proteção federal contra demolições e qualquer alteração estrutural só poderá ocorrer com autorização do instituto.

Foto: Reprodução / Iphan
Fundado por Pedro Florêncio Bastos, conhecido como Pedro de Laura, o terreiro conta com a casa principal, chamada pagodô, onde acontecem cerimônias e rituais; e um espaço consagrado aos exus, o caramanchão. Outras áreas distribuídas no terreno se estendem por de 3,8 mil metros quadrados.
O Jarê é uma religião típica da Bahia, surgida na Chapada Diamantina, especialmente em Lençóis e Andaraí. Nasceu da fusão de duas práticas religiosas conduzidas por mulheres africanas escravizadas, vindas da região da Costa da Mina [atual Gana, Benim, Togo e Nigéria].
O terreiro Ilê Obá L´Okê, em Lauro de Freitas, vai lançar nesta quinta-feira (28), às 19h, através de uma live, uma plataforma imersiva para possibilitar uma tour virtual em 360° ao espaço. Além das visitas, a ferramenta digital vai ofertar um curso sobre marketing digital entre os dias 28 e 31 de janeiro.
O lançamento vai contar com a participação da secretária estadual de Promoção da Igualdade Racial, Fábya Reis; do babalorixá do terreiro, escritor e antropólogo, Vilson Caetano; da cineasta Jamile Coelho; e do artista plástico, ilustrador e cenógrafo, Rodrigo Siqueira, axogun do terreiro e autor de obras que compõem o acervo do local.
A iniciativa ainda vai privilegiar os empreendedores negros da Bahia, com a disposição de um catálogo virtual para divulgação das marcas e produtos. As inscrições podem ser feitas pelo site do projeto (clique aqui).
"O Obá L´Okê é um grande centro cultural, um museu, além de ser um templo religioso. Ele possui uma quantidade de [obras no] acervo muito grande que a gente só consegue ver em museus fora do Brasil", comenta Rodrigo Siqueira sobre o repertório do terreiro.
Para Vilson Caetano, "um dos objetivos deste projeto é estreitar a relação entre as pessoas e as religiões de matriz africana, ao mesmo tempo em que visa ajudar estas religiões a enfrentar o racismo que gera ódio e a intolerância com as suas expressões".
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Dr Gabriel Almeida
"Lei brasileira permite a manipulação da Tirzepatida".
Disse o médico baiano Gabriel Almeida ao rebater as acusações de envolvimento em um suposto esquema de produção e venda irregular de medicamentos para emagrecimento.