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regulacao na bahia
Ferramenta criada para democratizar o acesso da população a serviços e atendimentos de saúde, a Regulação de pacientes na Bahia se tornou um dos assuntos mais debatidos no setor do estado. O sistema, criado para administrar vagas hospitalares e demandas relacionadas a internação, atendimentos e procedimentos de pacientes dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), utiliza diferentes critérios internacionalmente determinados.
O instrumento surgiu por conta da ausência de um meio para organizar, gerir e destinar os pacientes às unidades de saúde. Anteriormente, pessoas que precisavam passar por algum tipo de cirurgia, atendimento especial ou tratamento em determinados hospitais, precisavam rodar e “bater de porta em porta”, em ambulâncias ou pessoalmente, para encontrar uma vaga. No entanto, muitas vezes, esses enfermos encontravam vagas somente em unidades de saúde que não correspondiam ao perfil do tipo de atendimento necessário para a sua demanda.
Depois do surgimento da regulação, as demandas desses pacientes passam por diferentes análises, critérios e avaliações para identificar quais pacientes precisam de atendimento prioritário. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), os casos dessas pessoas são avaliadas conforme a “gravidade clínica, potencial de risco, agravos à saúde ou grau de sofrimento”.
A pasta ainda explica que os equipamentos hospitalares seguem protocolos internacionais, a exemplo do Protocolo de Manchester, no qual classifica o paciente como Emergência (Vermelho), Muito Urgente (Laranja), Urgente (Amarelo), Pouco Urgente (Verde) e Não Urgente (Azul), para definir quando, como e para onde esses pacientes vão.
Diante da complexidade e para um melhor entendimento sobre a regulação baiana, a reportagem procurou um dos responsáveis pela implantação de regulação na Bahia, o médico Paulo de Tarso, com o objetivo de entender melhor como funciona a ferramenta e a sua história no estado.
Ao BN, o intensivista em pediatria revelou que o modelo de regulação baiana foi iniciado em 2003, em uma quinta-feira de Carnaval de Salvador. Sua participação ativa foi iniciada no processo, após demanda do gabinete do secretário da Saúde da época, que determinou um prazo para montar a Central Estadual de Regulação.
O procedimento foi iniciado como um plano piloto regulando apenas o serviço de emergência hospitalar e algumas emergências de pronto atendimento.
“Era um modelo de um projeto que foi se ampliando. Começamos com o Hospital Geral do Estado, Hospital Ernesto Simões, na época, o Hospital São Jorge, as unidades de emergência de Cajazeiras 8 e a unidade de emergência de São Caetano. Tínhamos hospitais onde a gente poderia encaminhar os pacientes, que era o Hospital Martagão Gesteira, o Hospital Santo Antônio, o Hospital Carvalho Luz. Posteriormente foi ampliado para o Hospital Espanhol, Português e Santa Isabel. Encaminhamos pacientes dessas emergências para esses leitos que eram cativos exclusivos da central de regulação”, explicou De Tarso.
O coordenador de urgência e emergência do Ministério da Saúde daquela época disse que a plataforma na Bahia ocorreu em meio ao desenvolvimento da regulação no Brasil, que se iniciou na década de 90 com a implantação do serviço de pré-hospitalar móvel. O sistema inicialmente era atendido por bombeiros e com participação de um médico, sendo focado apenas em casos que envolvessem trauma.
“O modelo evoluiu para a regulação de interunidades, onde uma central médica regulava pacientes já em serviços de saúde que necessitam ser transferidos para outro serviço de urgência mais adequado. Criamos ainda um outro modelo regulatório, uma outra central que regulava um paciente que está em um serviço de saúde, mas que a rede estadual não conseguia conciliar. Ele ligava para uma central que também tinha um médico que via o que o paciente tinha e avaliava qual outro serviço de saúde poderia resolver esse problema”, contou.
O professor de medicina afirmou que, posteriormente, o sistema foi expandido para regular hospitalizações, começando especificamente com pacientes em emergências com AIDS grave que precisavam de leitos, durante um boom de casos na época. Este procedimento regulatório foi se consolidando e ganhando corpo em todo o país.
“Fizemos isso também para a internação. Na época, nós fizemos isso com pacientes que estavam nas emergências com essa patologia grave, que era a AIDS, e que precisavam de um leito. Então, começamos a fazer a regulação deles. Esse modelo foi tomando um corpo em vários lugares do Brasil”, apontou.
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Foto: Divulgação Sesab
TIPOS DE REGULAÇÃO
Outros tipos de regulação também foram surgindo e fazendo parte do sistema, a exemplo de procedimentos ambulatoriais (consultas e exames). O diretor de gestão explanou que, com isso, se firmaram as três grandes centrais de regulação constituídas baseadas na realidade local:
- Urgências
- Internação Hospitalar
- Ambulatorial
No entanto, mesmo com essa divisão, a estrutura da central de regulação é a mesma em todos os lugares do país, onde consiste uma sala com auxiliares e reguladores. A diferença entre as regulações está na tecnologia utilizada, que pode ser através de rede telefônica ou software para gerenciar o fluxo de solicitações.
“O cerne da regulação é o mesmo. É um espaço onde chega uma solicitação de um usuário do SUS, que ele tem uma necessidade urgente, ou uma internação, ou um procedimento ambulatorial para fazer. E ele fica quieto onde ele está, na casa dele e tal. E essa equipe que está na central de urgência, central de leito, central ambulatorial, que vai procurar esse recurso na rede e dar a resposta para ele. Então, é assim que funciona esse modelo de regulação".
Já o funcionamento básico envolve uma equipe central que recebe a solicitação do usuário do SUS e procura o recurso necessário na rede para gerar a resposta.
PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS
O especialista ainda comentou também acerca dos pontos considerados e positivos na atual regulação encontrada. Para ele, o bom funcionamento de qualquer regulação depende da demanda do usuário e da suficiência de recursos disponíveis na rede assistencial.
“Toda regulação em qualquer lugar desse país, ela vai funcionar melhor ou pior de acordo com a demanda que vem do usuário e se existe recurso suficiente. O que informa para uma central de regulação conseguir o recurso é que ela tem nessa rede assistencial preparada de acordo com a necessidade. A pandemia foi um exemplo de como a regulação deu certo, pois todos os setores avisaram sobre a necessidade de ampliação”, observou.
“A regulação na Bahia como em qualquer lugar é extremamente positiva, porque a partir da sua implantação, o paciente não precisa andar mais. O que anda é a informação do que o paciente precisa, e essa equipe que está nessa central, vai buscar o recurso na rede assistencial. O que tem de negativo é que, muitas vezes, a população tem uma necessidade e não tem uma rede assistencial adequada para atender. A gestão não está dando suporte para a central de regulação do acesso a ter os recursos necessários de acordo com a necessidade da população. [...] O modelo funciona, o que acontece é que ele não consegue ser operacionalizado”, concluiu.
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Foto: Divulgação Prefeitura de Mucuri
Durante entrevista coletiva concedida neste domingo (15), a secretária da Saúde da Bahia (Sesab), Roberta Santana, apresentou dados sobre o sistema de regulação no estado, comentou o funcionamento da rede durante o Carnaval e tratou da relação com a Prefeitura de Salvador para ampliar a cobertura da atenção básica.
De acordo com a secretária, houve avanço no tempo de resposta da regulação estadual nos últimos anos.
"Nós saímos de 49% em 2022, pacientes eram atendidos em até 24 horas na regulação. Esse dado hoje, fechamos 2025, 71% dos pacientes que precisam de regulação foram atendidos em 24 horas. Nosso desafio é ampliar cada vez mais para que pacientes sejam atendidos mais rapidamente", disse.
REGULAÇÃO NO CARNAVAL
Questionada sobre o funcionamento da regulação durante o período carnavalesco, Roberta afirmou que a estrutura foi mantida e reforçada.
"Bom, primeiro falar que eu tive na regulação, a gente mantém toda a estrutura e inclusive com reforço, a gente sabe que os pacientes que precisam de atendimento no circuito, ele tem um atendimento direto que a gente chama de 'vaga zero', alinhado com a SAMU, então eles são encaminhados diretamente para os hospitais de referência, que a gente já deixa isso pactuado no planejamento. Mas a rede toda continua funcionando. Então a regulação, onde eu estive lá, 582 pacientes, até o horário que eu fui, que eram às duas da tarde, já tinham sido regulados com transferência de UTI aérea, transferência transferência UTI terrestre, tudo isso é assegurado. Então, a gente tem um trabalho importante na regulação. O que eu espero é que a gente coloque para a população de forma muito consciente o que é o tamanho da regulação. São 532 profissionais trabalhando na retaguarda para garantir. E os dados mostram isso, a gente reduziu significativamente o tempo de espera na tela da regulação", disse e continuou.
"71% dos pacientes em 2025 foram regulados em 24 horas. Nosso desafio é aumentar para 90 para 100% e garantir o atendimento cada vez mais rápido. Um desafio importante, principalmente com as especialidades de oncologia, a gente tem deficiência no interior, mas o governador tem feito uma expansão da rede, oito novos hospitais sendo construídos e um trabalho em parceria com os municípios no fortalecimento da prevenção que as pessoas adoeçam cada vez menos. Observe que o ponto da regulação, ela é muito presente nos grandes municípios. E falando nisso, eu tô falando que eu espero que efetivamente a regulação incomode ao ponto de fazer com que um gestor construa mais hospitais, porque é responsabilidade dele também", declarou.
A secretária afirmou que o governo estadual construiu 12 novos hospitais e destacou a necessidade de fortalecer a atenção básica, especialmente nos grandes municípios.
"Quando eu tô falando de um município pequeno, é esse cuidado eu tenho maior, porque eles têm um subfinanciamento. Nós temos do SUS também, mas para o governador é prioridade. Ele construiu 12 novos hospitais. Então, quem fala da regulação precisa entender o que é o processo regulatório, mas sobretudo cuidar para que pessoas adoeçam menos. Então, esse é um papel do município. Eu vou falar do município de Salvador, eu tô falando aqui, 40% da população de Salvador não tem um posto de saúde. Ele vai para onde? Para o hospital? Ele vai adoecer, porque ele não tem o remédio para diabetes, ele não tem o remédio para hipertensão, vai ter AVC e vai parar onde? Na tela da regulação. Então, a quem incomoda, efetivamente, o que eu falo, que o dado da gente é com o povo. E o compromisso do governador é esse. A gente tem reafirmado isso, quando nós entregamos 12 novos hospitais. E o que eu espero é que a gente possa conjuntamente sentar com os municípios e construir uma política pública de saúde integral que garanta a integralidade da assistência, porque é isso que o sistema único pede. E o governador tem se colocado a disposição de todos os municípios, grande e pequenos para pegar na mão e a gente caminhar junto. O que a gente quer é um fortalecimento. A regulação eu tenho clareza do que nós estamos fazendo de forma estratégica, importante, ampliando rede, reconhecimento dos relatórios do Tribunal de Contas. Eu vi a oposição falando: "Há um crescimento de pessoas indo para a regulação". Isso é fato e a responsabilidade é do município, principalmente dos maiores, de garantir essa redução", afirmou.
"E o que nós mostramos, o que o relatório mostra também é um crescimento da rede assistencial que o governador Jerônimo tem mantido em Salvador, eu mantenho 17 sete hospitais junto com maternidade, junto com o governador. E isso é prioridade de governo, porque a saúde é prioridade do governador Jerônimo Rodrigues".
INTEGRAÇÃO COM A PREFEITURA
Sobre a relação institucional com a Prefeitura de Salvador, a secretária afirmou manter diálogo técnico com a gestão municipal e anunciou a previsão de novas unidades básicas de saúde na capital.
"Bom, o governador abriu esse espaço quando teve com o prefeito Bruno Reis. Eu tenho uma boa relação com o secretário Rodrigo, na técnica tratamos os assuntos que interessam, é importante, tratamos da regulação, tratamos de unidade básica de saúde, dentro de um projeto de ampliação do PROSUS, acordo de empréstimo que o governador Jerônimo conseguiu junto à Assembleia Legislativa. Nós temos previsão de construir até sete novas unidades básicas, uma unidade básica que o município está propondo com Policlínica, com com mais acesso a exame, mais especialidade, a gente tem total interesse que isso aconteça".
"Isso demonstra a forma republicana e democrática que o prefeito Jerônimo Rodrigues hoje conduz e Salvador, a gente está a disposição para discutir. Carnaval mesmo, fizemos um planejamento juntos, resultado do sucesso que nós estamos tendo é fruto dessa política integrada com o município. O que a gente entende que a saúde deve ser preservada da política, que é um pouco que acontece com a regulação, ela é politizada, infelizmente, só quem perde é a população. O que a gente quer é juntar para trabalhar e entregar mais saúde".
A regulação da saúde na Bahia registrou 71% dos pacientes atendidos foram em até 24 horas, no ano de 2025. Em 2022, esse percentual era de 49%. Os números foram apresentados nesta quarta-feira (4), durante reunião da secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, com gestores de hospitais estaduais, quando foram definidas novas estratégias para tornar o fluxo ainda mais ágil e previsível diante do crescimento da demanda.
O desempenho também evoluiu nas demais faixas de tempo. Em 2022, 72% dos pacientes eram atendidos em até 48 horas e 81% em até 72 horas. Em 2025, os percentuais chegaram a 81% em até 48 horas e 86% em até 72 horas, consolidando o avanço do sistema.
“Isso demonstra o trabalho coordenado para atender cada vez mais, em menos tempo, os pacientes de todo o estado. Nos três primeiros anos do Governo Jerônimo Rodrigues, abrimos 1.875 novos leitos na rede estadual e contratamos 3.706 leitos na rede privada, filantrópica e municipal, superando 5.500 leitos no total. Além disso, realizamos, só em 2025, nove mutirões para acelerar demandas de urgência e emergência”, afirmou Roberta Santana, ao apontar que no último ano, foram mais de 320 mil casos resolvidos.
No âmbito da atenção primária, o Estado segue com investimentos em obras, custeio e programas voltados à prevenção e ao controle de doenças crônicas, com volume superior a R$ 2,2 bilhões destinados a novas unidades, fortalecimento da atenção básica e suporte a hospitais municipais em toda a Bahia. Além disso, há novas obras em andamento em diferentes regiões, incluindo unidades em Paulo Afonso, Alagoinhas, Jacobina, Valença e Serrinha.
“Este é um momento importante, em que temos clareza dos avanços na saúde pública da Bahia, principalmente no que se refere à regulação. É mais um ajuste de rota para que a gente possa atender muito mais baianos, com método e colaboração entre as unidades”, afirmou Roger Monteiro, diretor do Hospital Ortopédico do Estado da Bahia.
Para a diretora da Central Estadual de Regulação, Rita Santos, o alinhamento com as unidades fortalece o processo e contribui para reduzir o tempo de espera. “Considerando que a maior parte das regulações ainda é absorvida pela rede própria do estado, fizemos essa reunião com os diretores para intensificar estratégias, reduzir o tempo de espera do paciente e melhorar a resposta do atendimento”, disse.
REGULAÇÃO EM 2025
A regulação de pacientes é um instrumento de organização do acesso no Sistema Único de Saúde (SUS), voltado à gestão de vagas hospitalares e de outras necessidades assistenciais, com base em critérios clínicos. Na Bahia, a Central Integrada de Comando e Controle da Saúde do Estado atua com apoio de tecnologia para agilizar a regulação de leitos e procedimentos. A Central conta com 524 profissionais, sendo 213 médicos.
Entre as demandas do sistema, a remoção de pacientes é um dos destaques. Em 2025, foram registradas 925 remoções por UTI aérea, com média de três por dia. Entre as unidades, o Hospital Ortopédico do Estado da Bahia (HOEB) foi destacado pelo volume assistencial. De acordo com dados do Ministério da Saúde, até o final de janeiro de 2026, a unidade contabilizou 20 mil cirurgias, com redução de até 85% no tempo de espera por procedimentos, com ênfase em fraturas de fêmur e quadril em idosos. O hospital também ampliou a oferta de vagas para a Central Estadual de Regulação.
O Hospital 2 de Julho foi a unidade que mais recebeu pacientes via regulação em 2025, totalizando 10.104 encaminhamentos. A unidade possui 89 leitos de UTI, sendo 60 destinados a adultos e 29 a pediátricos.
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) realiza mais um mutirão de regulação. Das 7h da manhã até o meio-dia deste sábado (22), 395 pacientes já haviam sido regulados. O mutirão, que segue até o final do dia, visa acelerar as transferências de pacientes e solucionar demandas de alta permanência. O foco são pacientes que precisam de serviços de oncologia, neurocirurgia e cirurgia vascular.
Segundo a pasta, a ação mobilizou médicos reguladores, gestores estaduais e diretores dos principais hospitais. Segundo a Sesab, desde 1º de janeiro deste ano, mais de 42 mil casos foram resolvidos pela Central Estadual de Regulação. As solicitações vieram de unidades de saúde dos 417 municípios baianos. Nesse período, 50% das demandas foram atendidas em até 24 horas e 88% em até 72 horas.
As unidades que mais receberam pacientes regulados incluem o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), Hospital Geral do Estado (HGE), Hospital Geral Santa Tereza, Hospital do Subúrbio e Hospital Estadual Costa das Baleias.
"Nosso foco é acelerar cada vez mais as transferências, garantindo que os pacientes tenham acesso ao atendimento necessário no menor tempo possível. Ainda há desafios, mas avançamos. Em dois anos, abrimos mais de três mil leitos e estamos fortalecendo a rede municipal de saúde, seja com a entrega de equipamentos e mais de 500 ambulâncias para a rede de urgência”, afirmou a secretária de saúde do estado, Roberta Santana.
Na Bahia, a Central Estadual de Regulação (CER) opera 24 horas por dia, sete dias por semana, contando com uma equipe de 220 médicos de diversas especialidades e 190 auxiliares.
Os profissionais avaliam os casos, priorizam as transferências com base na gravidade, coordenam a logística de transporte e comunicação entre os hospitais e garantem que os pacientes sejam encaminhados para o local adequado ao seu tratamento.
O mutirão da Central Estadual de Regulação (CER) da Bahia transferiu cerca de 600 pacientes, no último sábado (4), para unidades de saúde da capital e interior. No geral, até às 18h, 578 pessoas deixaram a lista de espera. A ação contou com a presença da secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana.
"Nesse mutirão, realizamos um trabalho conjunto focado na resolução de problemas relacionados à regulação. Um dos nossos focos foi em pacientes que estão na regulação por necessitarem somente de avaliação por médico especialista ou de algum exame que a unidade em que ele está não possui. Com esse nosso esforço, vamos fazer com que o paciente possa ir a um hospital em que essa demanda possa ser atendida e retorne para a unidade em que estava", afirmou Roberta Santana.
Durante todo o sábado, os profissionais da CER, além de gestores da Sesab, estiveram em contato permanente com diretores de unidades médicas, buscando solucionar a maior quantidade possível de demandas da lista da regulação. Entre as principais unidades de destino para os pacientes estão Hospital Ortopédico do Estado (HOE), Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) e Hospital Ana Nery (HAN).
Somente neste ano, a CER já avaliou mais de 98 mil pacientes, fruto de solicitações feitas por unidades de saúde nos 417 municípios baianos. O mutirão é parte de uma série de iniciativas para acelerar as transferências e melhorar o acesso à assistência de alta complexidade em nosso Estado.
A secretária também destacou a importância da inauguração de um equipamento de grande porte, como o novo Hospital Estadual Costa das Baleias (HECB), em Teixeira de Freitas, na expansão da oferta de serviços de saúde na Bahia. O Governo do Estado investiu mais de R$ 200 milhões para construir a unidade que será inaugurada ainda neste mês e que conta com 216 leitos, sendo 30 de UTI adulto e pediátrica. Mais de 800 mil baianos da região serão beneficiados com a abertura do HECB.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Geraldo Alckmin
"Quem defende ditadura não deveria ser candidato".
Disse o vice-presidente Geraldo Alckmin, durante sua despedida do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços ao indicar ter ficado “honrado” com o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para compor novamente a chapa nas eleições de 2026, e também fazer duras críticas ao principal adversário do atual governo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).