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O ex-deputado baiano Jean Wyllys usou as redes sociais nesta quarta-feira (13) para criticar a entrevista de Juliano Cazarré à Globonews, que aconteceu na noite de terça-feira (12).
Jean afirmou que já recebeu inúmeros convites para entrevistas, porém negou todas elas, citando uma suposta "posição criminosa e anti-civilizatória" à qual não poderia ser comparado. O baiano seguiu afirmando que não acredita que deva abrir espaço para discursos preconceituosos da mesma maneira que se abre espaço para as vítimas e para especialistas. "Por que dar igual espaço aos delírios machistas de um ator reacionário e fanático religioso e ao saber de uma psicanalista com algum prestígio?", disparou Wyllys.
Jean seguiu fazendo um apelo, afirmando que deve existir uma certa restrição a pessoas que propagam esse tipo de discurso: "Se queremos avanços democráticos, ampliação de direitos e garantia de dignidade humana, devemos começar levantando um cordão sanitário contra red pills, nazistas, racistas, homofóbicos e misóginos em nossos espaços; e não convidá-los a tomar parte num entretenimento vulgar feito a partir de agendas sérias".
"Eu me respeito e jamais vou me rebaixar a servir de escada para reacionários burros, analfabetos políticos e outros vigaristas que desejam validar suas posições na esfera pública 'debatendo' comigo!", finalizou o ex-deputado.
Toda a polêmica se iniciou com a participação do ator Juliano Cazarré no programa Globonews Debate, para discutir o papel do homem na sociedade, considerando o vídeo controverso lançado pelo ator em suas redes, onde foi comparado a discursos machistas.
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Pérolas do Dia
Ronaldo Caiado
"Vocês que têm essa capacidade toda e sensibilidade de serem mães, criar os filhos, os nossos lares, estruturar as nossas famílias. Esta é a verdade, o verdadeiro poder da mulher. A nossa formação no dia a dia é a cultura brasileira. Nós somos muito mais uma criação matriarcal, como a grande protetora é o nosso lar".
Disse o ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (União), ao afirmar que as mulheres exercem um papel central na proteção das famílias e possuem mais influência do que os homens nas decisões tomadas dentro do lar. As declarações foram feitas durante sua participação no Congresso da Confederação de Irmãs Beneficentes Evangélicas Mundial (Cibem), realizado no Riocentro, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.