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O Ministério Público da Bahia (MP-BA) emitiu uma Recomendação ao município de Angical, localizado no oeste do estado, determinando a suspensão imediata de obras de pintura em prédios públicos que utilizem a cor laranja como tonalidade predominante. O documento foi expedido pela 1ª Promotoria de Justiça de Barreiras e é endereçado à prefeita Mônica Maria Rodrigues das Chagas Dias, conhecida como Quinha de Mezo.
A medida tem como fundamento a aparente violação ao princípio constitucional da impessoalidade na administração pública. Segundo o MP, a cor laranja é identificada como símbolo da campanha eleitoral e do partido político (Avante) da atual gestora municipal. A promotoria afirma que uma diligência in loco confirmou que uma escola e uma creche do município foram pintadas parcialmente nessa cor.
O promotor de Justiça, Rodolfo Fontenele Belchior Cabral, argumenta que a utilização de cores ou símbolos que remetam à gestão pessoal ou partidária de um agente político pode configurar "enaltecimento e personalização de atos administrativos". A prática é vedada pelo artigo 37 da Constituição Federal, que proíbe a promoção pessoal de autoridades em publicidade de obras e serviços públicos, e pode caracterizar ato de improbidade administrativa conforme a Lei nº 8.429/1992.
O Ministério Público citou em seu documento decisão anterior do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia (TCM-BA), que já havia deferido medida cautelar no mesmo sentido, determinando a abstenção da pintura com as referidas cores. O TCM entendeu que a predominância do laranja não encontra respaldo proporcional no brasão do município e revela "vinculação indevida à campanha eleitoral".
A recomendação do MP-BA exige que a prefeitura se abstenha de utilizar recursos públicos para inserir símbolos, cores ou slogans em bens e serviços municipais que possam, direta ou indiretamente, promover a imagem pessoal da autoridade ou de seu grupo político. O descumprimento dos termos pode levar o órgão a adotar medidas judiciais cabíveis, além de representar ao Tribunal de Contas para a lavratura de Termo de Ocorrência.
A administração municipal de Angical tem o prazo de dez dias úteis, a partir do recebimento da notificação, para se manifestar sobre o acatamento da recomendação e informar as providências tomadas para seu cumprimento.
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Pérolas do Dia
João Roma
"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo".
Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).