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Artigos

Nelson Cadena
 A mãe da gula
Foto: Acervo pessoal

A mãe da gula

Andei revisitando os sete pecados capitais, os que o Papa Gregório I publicitou, dizem que inspirado nos oito pensamentos malignos que o monge Evágrio Póntico listou no século IV do cristianismo. Não com a intenção de corrigir meus erros, levar uma vida virtuosa. Já passei dessa fase. Alguns me parecem pecados, apenas no dia seguinte. Sei que o arrependimento é um ato de generosidade do tipo não vou pecar mais, juro! Pelo menos nesta semana. Na próxima, talvez, a depender da oportunidade. 

Multimídia

Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia

Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia
O deputado estadual Adolfo Menezes opinou sobre o uso de emendas parlamentares e a contratação de grandes atrações em cidades do interior da Bahia. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (4), o deputado afirmou ser contra o pagamento de altos valores em dinheiro em cidades pequenas. Na ocasião, ele citou como exemplo shows de cantores como Gustavo Lima e Wesley Safadão, que cobram valores superiores a R$ 1 milhão.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

rdd

RDD revela 'receita' do tempero baiano na música e anuncia parceria com Karol Conká e Rincon Sapiência em projeto solo
Foto: @matheusl8

Açúcar, tempero e tudo que há de bom. Para quem gosta de cultura pop é fácil saber qual receita vai sair dessa lista de ingredientes, As Meninas Super Poderosas. O mesmo vale para "dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles e um pão com gergelim". Não precisa falar o nome, mas todo mundo já sabe no que essa mistura vai dar. E ainda leu enquanto cantava.

 

Se você chegar em uma casa de temperos, com absoluta certeza, você encontrará com facilidade o mix chamado "tempero baiano", que é um dos mais populares da culinária brasileira, junto com o 'Edu Guedes' e o 'Ana Maria'.

 

Mas qual o segredo para ele ser um dos favoritos? Para o cantor e produtor musical RDD, integrante do ÀTTØØXXÁ, entender o que compõe essa mistura única é uma missão que necessita de aprofundamento, mas, muitas vezes, o segredo está justamente em não ter apenas fórmula fechada. Na música, o diferencial está justamente na singularidade de cada produto.

 

Foto: @tscampelo

 

O artista, que inicia uma nova fase da carreira, sem precisar deixar a banda que o tornou conhecido em todo o país, decidiu que 2026 seria o ano ideal para apresentar ao público o tempero de sua música solo, provando que a música baiana não é uma trava e sim uma mola, impulsionando o artista e possibilitando misturas interessantes.

 

Após lançar, a faixa 'Energy', que compõe a lista de músicas do seu primeiro álbum solo, o artista bateu um papo com o Bahia Notícias sobre o futuro e a cena baiana. Ao site, RDD explicou o motivo de ter esperado alguns anos até conseguir trabalhar na própria carreira.

 

"Eu estava querendo muito trazer uma nova visão para o meu 'trampo', para ir além. Eu amo minha identidade e gosto muito de fazer música baiana, mas também queria me explorar de outras formas. Por isso, esse disco foi gestado por anos. A galera me conhece muito pelas misturas de pagodão, arrocha e samba-reggae, que são minhas tradições. Neste disco, estou me aventurando além disso, aproveitando viagens que fiz mundo afora para ver como minha música se encaixava em outros espaços. Tenho produções de 2017 que sairão agora."

 

 

O intercâmbio musical já deu certo no primeiro lançamento. 'Energy', que conta com participações de Anik Khan e Maui, desafiou RDD a misturar melodias inspiradas no R&B, com o afrobeats e o funk brasileiro.

 

"Eu estava no Rio de Janeiro para gravar com Thiaguinho para o disco do ÀTTØØXXÁ quando o Raoni veio com os acordes dessa música. 'Energy' descreve um estado máximo de paixão; ela surgiu de forma natural enquanto fazíamos as harmonizações", revela o produtor.

 

A música integra o álbum 'Hot Sauce', em tradução literal para o português, molho de pimenta, algo característico da Bahia. Além dessa faixa, o projeto conta com um feat. especial com Karol Conká e Rincon Sapiência, spoiler adiantado por RDD ao BN.

 

"A produção, para mim, é algo que não desconecta nunca da minha vida. Eu não consigo realmente desvencilhar uma produção vai pra cá [ATTOOXXA ou outros projetos] e outra para lá. Eu acho que naturalmente elas vão ganhar no seu caminho. O single do lançamento do disco, vai ser uma música na pegada do afrobeat, é um beat meu que, meio daquele período ali de 2015, 2017. Tem música com Karol Conká e Rincon Sapiência."

 

Ao ser questionado sobre conseguir separar as personas RDD solo e RDD no ATTOOXXA, o artista foi direto. Para Rafa, não existe uma confusão entre os "dois artistas".

 

"O ÀTTØØXXÁ não descreve completamente nenhum dos integrantes. Nós somos além da banda. O RDD surgiu de uma necessidade minha de criar de forma mais descompromissada, produzir faixas com pessoas que eu admirava, como Yan Cloud, Gibi. No grupo, tudo é muito programado e pensado. Na carreira solo, tenho liberdade para fazer a música do jeito que eu quero, além de potencializar a cena dos artistas locais que admiro."

 

 

O músico ainda avalia a carreira solo como uma forma de potencializar a arte criada no estado. Para RDD, o diferencial está justamente no olhar único de cada integrante do ATTOOXXA, por exemplo, e na forma transgressora que a nova geração se apresenta.

 

"Eu apresentei uma visão muito específica de uma música baiana que eu acredito ainda está sendo entendida. Eu acho que a música da Bahia, por ter uma raiz bem fincada na percussão, ela ainda estranha a tecnologia, e eu acho isso realmente muito f*da. Apesar de que eu sou, talvez, um transgressor dessa lei natural da Bahia, eu acredito ter conseguido o respeito de todo mundo porque eu sempre fui muito respeitoso com eles e com a música da Bahia. Acho que meu papel na música da Bahia é simplesmente e somar, e eu considero o Carlinhos Brown um exemplo, ele é esse cara que trouxe essa transgressão toda pra música da Bahia de uma forma genial. Eu acho que a gente [nova geração] trouxe realmente um olhar muito diferenciado das coisas que aconteciam aqui na Bahia."

 

Na brincadeira do açúcar, tempero e tudo que há de bom, o caldeirão baiano fez surgir diversas Meninas e Meninos Super Poderosos. Considerado um estado exportador de talentos, para RDD, a alcunha, apesar de ser boa, por mostrar que aqui tem qualidade, traduz também, um mercado frágil, já que a exportação consiste na saída de mercadorias do território.

 

"Em termos de inventividade, eu acho que a Bahia ainda está tentando se desvencilhar de certa forma de um mercado que foi muito forte do Axé. E as pessoas sempre confundiram quando a gente fazia as críticas pro Axé e falava, ‘Pô, esse formato não existe’. Parece que a gente está falando da música, mas não é da música, entendeu? A música do Axé marcou todas as pessoas que nasceram na Bahia. Mas eu acho que em termos de mercado de indústria, a gente ainda tem resquícios desse pensamento, sabe? Porque a gente vê que os grandes potenciais da Bahia que tem saído, sei lá, desde 2010 por aí, poucos ficam aqui na Bahia. A gente tem o Baiana System que ainda mora aqui, mas você olha para Luedji Luna, Xênia França, Giovanni Cidreira, vários artistas que tiveram que se mudar para São Paulo, muitas pessoas que tem que fazer um êxodo para acontecer."

 

Foto: @tscampelo

 

A carreira solo vem com a preocupação e uma tentativa de mudar o cenário. RDD garante que investir na própria arte como cantor não irá o afastar da produção, nem fazer com que ele se dedique ao que acredita, o apoio a novos artistas. Mas, para o cantor e produtor, é necessário que a força seja coletiva, para que o cenário melhore para a cultura baiana.

 

"Eu acho que isso tem muito de uma falta de carinho no olhar, sabe, para essas pessoas, porque essas pessoas são gênios aqui, desde que nasceram aqui. Ao mesmo tempo que a gente tem um caldeirão de ritmos, de possibilidades aqui criadas a partir do ritmo da percussão, por exemplo, do arrocha e de outros estilos, você vai começando a entender que falta um pouquinho de investimento para quebrar esse ranço da felicidade, porque eu acho que para que a Bahia as coisas tem que ser sempre feliz existem milhão de sentimentos aí pelo mundo lá fora, para gente se explorar. É muito angustiante para mim, ver essa galera não ter como exercer a arte."

 

Para quem ficou em dúvida, o tempero baiano é um mix de especiarias desidratadas, cominho, pimenta-do-reino, coentro, cúrcuma (ou açafrão) e orégano. Isso, na culinária. Na música, o nosso tempero continua sendo um segredo, sem pretensão de ser desvendado, porque, em muitos casos, a delícia está no mistério que faz a arte ser o que é.

RDD traz cultura baiana em novo EP 'Salcity Sounds Vol 2'
Foto: Divulgação

O produtor RDD lança nesta sexta-feira (8), nas principais plataformas digitais, seu novo EP “Salcity Sounds VOL 2”. Com algumas temáticas românticas e menções ao afropop, o trabalho que sai pela Map Music com distribuição da Altafonte, conta com participações de Diggo & Duquesa, Gibi, Larissa Luz, Luccas Carlos, Nêssa e Tassia Reis.


“Subida”, novo single de Karol Conka, que entrou para a tracklist do game FIFA 22 foi seu último lançamento, mas, a pedido dos fãs, o artista iniciou a criação do EP. “No começo do ano fiz uma enquete perguntando o que meus fãs mais queriam ouvir de mim. A resposta foi praticamente unânime: músicas românticas e de afrobeat”, lembra RDD.


Com cinco faixas, o novo trabalho tem uma pegada excitante e com diferentes traços de afrobeat, pagodão, reggaeton, funk 150 bpm, entre outros.

 

 

'Cheirin': RDD lança single inspirado nas festas de paredão da Bahia
Foto: Divulgação

Após o lançamento de dois singles e produção na faixa "Me Gusta" (de Anitta, Cardi B e Mike Tower), RDD segue com sua mistura de ritmos contemporâneos. Nesta sexta-feira (30), o produtor lançou mais uma faixa do "Salcity Sounds".

 

Desta vez, a música é "Cheirin" e tem a participação de Raoni Knalha, companheiro de RDD no Àtooxxá. Nela, ele flerta com ritmos e BPMs mais lentos, com referências do pop, do reggaeton, do bregafunk e do samba reggae.

 

A dupla se inspiroua nas músicas tocadas nas festas de paredão na Bahia. "Esta é a primeira faixa que lanço com uma pegada mais caliente e acredito que algumas outras virão. Ela traz uma mistura de ritmos e claro que muito da Bahia que habita em nós dois", conta RDD. Acho que a galera vai curtir este fogo bem perspicaz que 'Cheirin' tem", aposta o produtor.

 

Um clipe visualizer feito com cores, efeitos e imagens sexys acompanham o lançamento. Outras duas faixas deste projeto internacional (clique aqui e veja mais) também estão disponíveis nos aplicativos de música: "We go Hard", com Agent Sasco e Dfideliz, e "Prepara" com Mano John e Fashion Piva.

 

RDD lança 'Prepara', mais um single do projeto 'Salcity Sounds'
Foto: Divulgação

Após produzir "Me Gusta" para Anitta, Cardi B e Mike Towers e participar da live do Major Lazer com o seu DJ set, RDD lançou mais uma música do projeto solo "Salcity Sounds", "Prepara". 

 

Com participações dos MCs baianos Mano John e Fábio Piva, a faixa dá segmento ao trabalho, lançado com "We Go Hard", fruto da parcerias com Agent Sasco e Dfifeliz (veja aqui). Ela é a segunda música da nova fase de RDD, anteriormente conhecido como Rafa Dias. 

 

Nessa etapa, ele se se propõe a exportar as sonoridades da música preta contemporânea de Salvador para todos os cantos do mundo (saiba mais aqui). Essa é a a primeira vez que ele canta numa faixa, mostrando também seu lado intérprete.

 

Junto com o lançamento, "Prepara" ganhou um lyric video com imagens de foliões dançando no Carnaval da Bahia. "A onda principal desta faixa é a mistura do pagode com o trap aliada ao solinho. Talvez essa seja a principal comunicação da música baiana atual para a esfera popular", afirma RDD. "Sigo pavimentando o caminho tijolo a tijolo. Com fé em Jah o momento do auge ainda vai chegar", completa o artista.

 

Produtor de 'Me Gusta' e Àttooxxá, Rafa Dias diz pensar pagodão como ritmo mundial
Foto: Reprodução / Instagram @rafadiasdays

Fazer uma música mundial sem sair de Salvador. Há 10 anos na estrada, Rafa Dias tem mostrado que isso é possível. Parceiro de projetos recentes como "Me Gusta" (com Anitta, Cardi B e Myke Towers), lançada nesta sexta-feira (18), e "Só Pra Te Machucar" (Ludmilla e Major Lazer), anunciada para o próximo mês, o produtor, DJ e integrante do grupo Àttooxxá bota na pista o Salcity Sounds.

 

Para isso, o artista diz pensar no seu trabalho a partir da junção do groove baiano - presente em ritmos nossos como o arrocha, o samba-reggae e o pagodão - com gêneros tocados em todo o globo. Nessa nova empreitada, o baiano assina com um acrônimo: RDD. A partida foi com "We Go Hard", junto com o MC jamaicano Agent Sasco - que já trabalhou com Kanye West e Kandrick Lamar - e o paulista Difideliz.

 

"É meu projeto solo agora. Acabei de estrear com 'We Go Hard' e Salcity Sounds é como eu tô chamando essa fusão de ritmos que eu tô pegando a raiz aqui da Bahia. A intenção é de levar esse nosso groove para outras esferas, outros lugares. Essa primeira música mostra um pouco de como existe uma interação com a música jamaicana, mas a gente busca fazer uma conexão com o afropop, afrobeat, o reggaeton e dancehall. Daqui a alguns aninhos a gente vai ver como isso está se espalhando pelo mundo", promete RDD.

 

 

A parceria com Anitta, explica ele, veio ainda como um fruto do Àttooxxá. Com produção musical assinada por ele e contando com um time de peso que inclui outro colega do grupo, o Chibatinha, "Me Gusta" surgiu da vontade da "Patroa" em mesclar ritmos latinos e mostrar o pagodão para o mundo. "A gente recebeu o convite para participar e dar essa cara da Bahia dentro da música. Nos sentimos muito honrados de ter feito parte disso e todo mundo vai ver como essa música vai chegar ao topo das paradas, porque ela é a cara da América Latina como um todo", comenta.

 

"A gente já se conhecia, já vinha trocando mensagens sobre fazer parcerias, produções e tal. Calhou que ela tava programando esse novo passo na carreira dela, indo para o mundo, e havia esse desejo de apresentar a música brasileira e mostrar essa nova fusão com a música latina com o que já entrou no pop americano, o que já rodou por lá. Na época que a gente começou a produzir nem sabiámos dos feats ainda (com Cardi B e Myke Towers) e foi a cerejinha do bolo ali", afirma Rafa Dias, falando ainda sobre o contato que tiveram com Ryan Tedder, cantor da banda estadunidense OneRepublic e que também é um dos produtores musicais da faixa.

 

Além de acumular hits do verão baiano como "Faz a Egypsia", "Tá Batenu" e "Elas Gostam", premiada como a música do Carnaval de 2018, o Àttooxxá de RDD, Chibatinha, OZ e Raoni já rodou pelo circuito de festivais do país. Sobre essa cena, o produtor disse acreditar que em dois anos todos os grandes festivais do Brasil já tiveram o grupo nas suas line-ups. "Devemos 'zerar' os festivais daqui a dois anos quando essa pandemia acabar, botar o Lollapalooza e o Rock In Rio no currículo".

 


RDD no clipe de "Faz a Egypsia", do Àttooxxá | Foto: Reprodução / Instagram
 

Ele diz que, quando começaram, o som feito por eles era à frente do seu tempo e agora vê que "a galera está começando a digerir e vindo no embalo, entendendo a linguagem". "A gente acha muito legal, essa galera que tá vindo nova e que tá começando a entender essas novas visões da música baiana", ressalta animado.

 

Em 2018, em entrevista ao Bahia Notícias, os integrantes do Àttooxxá comentaram o rótulo de "pagode do futuro" que receberam na época (veja aqui). Sobre esse contexto, RDD diz que, apesar de estarem na vanguarda, esse futuro ainda não é uma realidade. 

 

"Devemos ver isso mudar. Daqui a uns três ou quatro anos já deve ter começado a existir mais [um cenário mais amplo ritmicamente no gênero musical]. 'A Travestis', por exemplo, já é um projeto que trabalha dentro de uma linguagem digital. Apesar de respeitar muito o ritmo do pagodão, acho que a gente sempre trampa com a visão de como o pagodão pode soar no mundo. Tenho 10 anos trabalhando com essa visão", reflete.

 

Para além das modificações da forma como é pensada a estrutura ritmica, Rafa diz desejar também que haja uma inclusão diversificada de talentos como a própria "A Travestis" e "A Dama". "Quem vai para os shows dos projetos que eu faço parte vê que nosso público é a junção de todas essas tribos que você imaginar. Isso acontece porque a gente abraça todo mundo e vive sem esse peso do preconceito, tentando ao máximo mudar nossa mentalidade e torcendo para que isso aconteça no mundo, para que ele seja um pouco menos odioso e mais amoroso", aponta.


CORPO É O QUE FAZ CONEXÕES COM O MUNDO
"Nossa música baiana tem um total potencial para ser música global porque é muito específica no sentido de que dificilmente você vai encontrar algo parecido em outros lugares. Ela mexe com o corpo, algo inerente a qualquer lugar do mundo. Você escuta a música e já tá balançando. Há muito tempo venho rodando o mundo, já pude fazer algumas turnês e onde a gente passa a primeira impressão, o impacto, é que a galera fica boquiaberta e não sabe o que fazer. Depois, na segunda música, vai se soltando e no fim tá todo mundo metendo dança", brinca Rafa. Para ele, essa característica é o que chama a atenção de nomes como o de Diplo, do Major Lazer, um dos expoentes da música pop internacional.

 

No quesito conexão a experimentação é uma máxima. Além do ponto de vista profissional, ele diz que sempre foi curioso e gostou de fazer um percurso sonoro plural e já comentou em entrevistas sobre a influência de Gilberto Gil, a quem considera ser um "guru".

 


RDD e Rocô, parceiros no duo Ziminino | Foto: Reprodução / Instagram

 

Outro aspecto conectivo do corpo-mundo levantado por Rafa é a ancestralidade. Essa ideia é o que lhe fez se unir a Ricô Santana, baixista da banda OQuadro, no Ziminino. "[O projeto] é o encontro da música ancestral brasileira, sobretudo baiana. Sempre procurei [isso] no meu trabalho, e ele também. Sempre me conecto com essas pessoas que estão muito ligadas à música como algo muito especial, muito elevador, e a gente fez esse trabalho para conseguir dar essa cara para os ritmos matrizes do que a gente entende como música baiana". O objetivo seria fazer uma sonoridade que envolve "um sexto sentido", próxima de um campo relacionado ao "espiritual".

'We go hard': Rafa Dias lança single em novo projeto solo internacional
Foto: Divulgação

Rafa Dias lançou seu novo projeto solo, o "Salcity Sounds". Assinando agora como RDD, o artista busca conectar os ritmos baianos com movimentos culturais e de business da música afro por todo o mundo. O primeiro trabalho dessa nova fase é "We go hard" e já está disponível nas plataformas digitais.

 

Nesta faixa, percussões baianas se misturam com timbres do trap music, e conta com as participações do jamaicano Agent Sasco - que já trabalhou com Kanye West em “Yeezus” e Kandrick Lamar em “To Pimp a Butterfly” - e do paulista Dfideliz.

 

"Logo que ouvi a batida, adorei a energia e o fato de não poder definir um gênero para aquilo", diz. "Eu adoro que precisamos manter a distância do outro, mas podemos colaborar neste momento com um projeto mundial que engloba várias nacionalidades", aponta Sasco.

 

"Sempre trabalhei com a mesma gana e na busca constante por evolução. Procuro sempre seguir meus instintos e neste momento, sinto que estou destravando uma nova porta com novas possibilidades para fazer arte do jeito que acredito", afirma RDD. "Construir pontes entre a cultura negra da Bahia/Brasil com o mundo é algo que estou explorando a fundo", revela o produtor.

 

Fazem parte da carreira de RDD canções como "Elas gostam", com o seu grupo, Àttooxxá, e participações  nos principais festivais do país. Como produtor, colaborou com nomes como Ludmilla, Pablo Vittar, Major Lazer e Anitta, totalizando até agora em mais de 120 milhões de plays/streams em suas produções.

 

O novo projeto do artista ainda prevê uma série de lançamentos com ritmos contemporâneos baianos.

 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Entre a cama de gato que armaram para o Molusco no Senado e recados ao pé do ouvido, o Galego virou protagonista de crise e emendou missão internacional com timing cirúrgico. No meio de tudo isso, o Correria ainda prefere título do passado, enquanto o Pernambucano vem tentando captar os “sinais”. Teve ainda o sincericídio de Elmato e o Mauricinho da Terceira Idade que já trocou a disputa pelo doce sossego do céu de brigadeiro do TCM. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Randerson Leal

Randerson Leal
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

"Trate os 43 vereadores da mesma forma". 


Disse o vereador Randerson Leal (Podemos), líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador ao criticar a Prefeitura de Salvador pelo não pagamento de emendas impositivas a parlamentares da oposição referentes a 2025.

Podcast

Deputado Adolfo Menezes é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira

Deputado Adolfo Menezes é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Adolfo Menezes (PSD) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (4). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias. 

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