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A Federação Belga de Futebol (RBFA) afirmou nesta segunda-feira que não apoiará uma nova candidatura de Gianni Infantino à presidência da Fifa caso não receba respostas consideradas satisfatórias sobre decisões recentes da entidade. A cobrança envolve o caso do cartão vermelho aplicado a Folarin Balogun na Copa do Mundo e outras questões ligadas à governança da federação internacional.
A Bélgica pediu esclarecimentos à Fifa sobre o processo disciplinar envolvendo Balogun. O atacante dos Estados Unidos havia recebido cartão vermelho, mas teve a suspensão automática suspensa pela entidade, o que permitiu sua presença contra os belgas nas oitavas de final da Copa do Mundo.
O caso ganhou ainda mais repercussão porque, antes da decisão da Fifa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia pedido pessoalmente a Infantino uma revisão da situação do jogador.
Em comunicado, a RBFA afirmou que a entidade máxima do futebol mundial ainda não apresentou uma justificativa adequada para a decisão nem explicou como casos semelhantes serão tratados no futuro.
"É essencial que esses casos sejam tratados de forma transparente e rigorosa, no interesse da FIFA, da boa governança e da credibilidade do futebol internacional, com salvaguardas claras para o futuro", afirmou a federação belga.
A RBFA solicitou que a Fifa inclua o caso Balogun na pauta da próxima reunião do Conselho da entidade, marcada para o dia 15 de outubro.
Além da situação envolvendo o atacante norte-americano, a federação belga também questiona o programa FIFA Forward Enterprise. Segundo a RBFA, várias decisões e avaliações relacionadas ao projeto não foram justificadas de forma suficiente, o que amplia as preocupações sobre transparência e governança dentro da Fifa.
A entidade belga também se posicionou contra a proposta da Fifa de vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo. No comunicado, a federação afirmou seguir comprometida com "um modelo forte, independente e sustentável para o futebol internacional".
A presidente da RBFA, Pascale Van Damme, disse que a federação tentou tratar o tema de forma construtiva com a Fifa, mas ainda não recebeu respostas.
"Minha equipe na RBFA comunicou-se com a FIFA de maneira calma e construtiva, tanto durante quanto após a Copa do Mundo, a fim de obter esclarecimentos sobre o caso Balogun. Dois meses após os acontecimentos, constatamos que nossas perguntas permanecem sem resposta até hoje", afirmou.
"Considerando a importância da transparência e da clareza para todas as partes envolvidas, solicitamos os esclarecimentos necessários e, ao mesmo tempo, desejamos explorar onde são possíveis melhorias nos processos atuais", completou.
A federação belga informou ainda que segue em contato próximo com a UEFA sobre as duas questões e que continuará pressionando por maior transparência nos processos de tomada de decisão da Fifa.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Júlio Pinheiro
“Eu acho que na democracia cabe a representação de qualquer forma, desde que ela seja validada pelas urnas. Eu entendo que a rede social é um instrumento, ela não pode ser a base política, porque a base política ela precisa expressar anseios da sociedade que sejam calcados em coisas concretas, certo?".
Disse o deputado estadual eleito Júlio Pinheiro (PT), ao comentar em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1) nesta segunda-feira (21), sobre a popularização da modalidade de “políticos influencers”, aqueles parlamentares que se elegem com forte apelo das redes sociais e conteúdos virais. Segundo o ex-prefeito de Amargosa, “na democracia cabe a representação de qualquer forma”, mas é necessário avaliar o conteúdo produzido e incentivado pelos candidatos nas redes sociais.