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rafael guanaes
A dez jogos do fim, a mudança de comando costuma ser uma tática utilizada no futebol brasileiro para reverter resultados negativos. Entre as equipes que aparecem na segunda metade da tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, apenas Mirassol e Vitória não trocaram de treinador em 2026.
Prestes a completar um ano liderando a comissão técnica do Leão, Jair Ventura chegou a Salvador em setembro de 2025 com a missão de manter o Vitória na Série A do Brasileirão. A meta foi cumprida na última rodada, após vencer o São Paulo por 1 a 0 no Barradão.
Além da garantia de permanência na elite do futebol nacional, Jair guiou, em 2026, a equipe rubro-negra até a final do Campeonato Baiano, venceu a Copa do Nordeste após 16 anos e caiu nas quartas de final da Copa do Brasil, tendo eliminado Flamengo e Athletico-PR pelo caminho.
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Apesar dos momentos de instabilidade vividos durante a temporada, o Vitória deve seguir com Ventura até, pelo menos, o final do ano. Após a demissão do treinador ter sido cogitada devido à eliminação para o Vasco na Copa do Brasil, o diretor de futebol do Vitória, Sérgio Papellin, garantiu que ele permanece no comando da equipe e afirmou que o treinador conta com a confiança da diretoria.
"Continua tranquilo. O Jair tem a confiança de todo o grupo aqui, os funcionários do clube, o pessoal do departamento de saúde e performance, todo mundo confia muito nessa comissão técnica. O grupo de jogadores é muito comprometido com ele”, afirmou Papellin na época.
LADO DO MIRASSOL
Vivenciando um calendário a que não estava acostumado, o Mirassol faz uma temporada histórica para o clube, o que lhe rendeu oscilações no campeonato de pontos corridos.
Tendo disputado a Copa Libertadores até as oitavas de final e a Copa do Brasil até a 5ª fase, o Mirassol se preocupa com a 15ª colocação, mas confia no trabalho que Rafael Guanaes está desenvolvendo no clube desde março de 2025 para a sequência da temporada.
SUBSTITUIÇÕES REALIZADAS
Apesar dos momentos vividos por cada clube, apenas Botafogo, Grêmio, Remo e Internacional, entre os que integram a segunda metade da tabela, fizeram mudanças após a pausa para a Copa do Mundo. Corinthians, São Paulo e Chapecoense trocaram antes da parada, enquanto o Vasco fez a alteração durante a Copa do Mundo.
A demissão mais recente do campeonato foi a do Inter, anunciada no último domingo (20), após a derrota por 1 a 0 para o São Paulo, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, mantendo a equipe na 18ª posição com 28 pontos. Confira as mudanças abaixo:
- Botafogo: Franklin Carvalho -> Rodrigo Bellão (interino) -> Tite (pós-Copa)
- Chapecoense: Fábio Matias -> Rafael Lacerda (pré-Copa)
- Corinthians: Dorival Jr. -> Fernando Diniz (pré-Copa)
- Grêmio: Luís Castro -> Renato Gaúcho (pós-Copa)
- Internacional: Paulo Pezzolano -> Pablo Fernández (interino) (pós-Copa)
- Remo: Léo Condé -> Thiago Carpini (pós-Copa)
- São Paulo: Roger Machado -> Dorival Jr. (pré-Copa)
- Vasco: Renato Gaúcho -> Pedro Emanuel (durante a pausa da Copa)
OUTROS TIMES QUE NÃO MUDARAM DE TÉCNICO
Além de Vitória e Mirassol, apenas outras cinco equipes - das 20 que disputam o Brasileirão em 2026 na primeira metade da tabela - também não mudaram o comando técnico. São elas:
- Athletico-PR (Odair Hellmann);
- Bahia (Rogério Ceni);
- Coritiba (Fernando Seabra);
- Palmeiras (Abel Ferreira);
- Red Bull Bragantino (Vagner Mancini).
CONFIRA A TABELA ATUALIZADA DO BRASILEIRÃO
Autor do gol que definiu o empate por 2 a 2 entre Mirassol e Vitória, Edson Carioca explicou a provocação direcionada a Zé Vitor nos minutos finais da partida deste domingo (13), no Maião. Em entrevista ao “Os Pernettas”, com Gustavo Fidélis, o atacante afirmou que sua reação aconteceu depois de o volante rubro-negro, segundo ele, ter desmerecido o técnico Rafael Guanaes e integrantes da comissão técnica do clube paulista.
Edson marcou aos 45 minutos do segundo tempo, após passe de Shaylon, e correu na direção de Zé Vitor durante a comemoração. O atacante recebeu cartão amarelo pela atitude. Pouco depois, Mateus Silva também foi advertido após se envolver em uma confusão com o jogador do Mirassol.
Questionado sobre o episódio, Edson disse que a provocação não havia começado com ele.
“Foi uma atitude que partiu dele, desmerecendo o professor e a comissão técnica. Aí, mexeu com um de nós, mexeu com todo mundo. A gente tem que assumir a bronca, assim como o professor assume quando a gente erra. Foi uma atitude que veio da minha cabeça, e eu fiz isso, explicou.
Antes do empate do Mirassol, Zé Vitor chegou a marcar o que seria o terceiro gol do Vitória. Aos 13 minutos do segundo tempo, o volante cabeceou após cobrança de escanteio e viu a bola ultrapassar a linha. O lance, porém, foi anulado após revisão do VAR por impedimento de Luan Cândido, que, no entendimento da arbitragem, interferiu na ação do goleiro Alex Muralha.
No momento da comemoração, Zé se dirigiu aos companheiros e comemorou da mesma maneira que Edson fez ao provocá-lo.
O volante do Vitória defendeu a equipe paulista em 2025, por empréstimo do Maringá, e trabalhou com o técnico Rafael Guanaes, citado por Edson Carioca ao explicar a origem da provocação.
Zé Vitor chegou ao Mirassol em março daquele ano e teve uma passagem curta pelo clube antes de seguir a carreira.
Com o empate, o Vitória chegou aos 33 pontos e terminou a rodada na 12ª colocação, enquanto o Mirassol foi a 29 pontos, em 15º lugar.
O Mirassol terá mudanças para enfrentar o Vitória neste domingo (13), às 16h, no estádio José Maria de Campos Maia, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. O técnico Rafael Guanaes perdeu dois titulares por suspensão: o zagueiro e capitão João Victor e o volante Denilson não poderão atuar diante do Rubro-Negro.
A dupla recebeu o terceiro cartão amarelo na vitória por 2 a 1 sobre o Coritiba, no último fim de semana, e terá de cumprir suspensão automática. As ausências atingem diretamente a estrutura defensiva e o meio-campo da equipe paulista.
Além de ser titular, João Victor é o capitão do Mirassol. O defensor vinha formando a linha de zaga da equipe de Rafael Guanaes e precisará ser substituído diante do Vitória.
O treinador tem Willian Machado e Gabriel Knesowitsch entre as alternativas para reorganizar o sistema defensivo. Ambos já foram utilizados ao longo da temporada.
A baixa acontece justamente em um confronto importante para o Mirassol na luta contra a parte inferior da tabela. A equipe paulista inicia a rodada na 16ª colocação, com 28 pontos.
Se Denilson está confirmado como desfalque, Rafael Guanaes pode recuperar Neto Moura para o meio-campo.
O volante ficou fora da vitória sobre o Coritiba por causa de um edema no músculo adutor da coxa esquerda. Caso seja liberado pelo departamento médico, ele aparece como o principal candidato para assumir a vaga deixada por Denilson.
Neto Moura já estava retornando de suspensão quando sofreu o problema físico e acabou vetado da rodada passada.
Outra preocupação está no gol. Walter ainda se recupera de uma lesão no músculo adutor da coxa direita, sofrida na derrota para o Flamengo, no início de setembro.
O goleiro também não enfrentou o Coritiba e, segundo o ge, o quadro exige um período maior de recuperação. Por isso, sua presença diante do Vitória ainda é considerada mais difícil. Caso siga fora, Alex Muralha deve continuar como opção para a meta do Mirassol.
Assim, os principais problemas de Rafael Guanaes para domingo são:
- João Victor: suspenso pelo terceiro cartão amarelo;
- Denilson: suspenso pelo terceiro cartão amarelo;
- Walter: em recuperação de lesão no adutor da coxa direita;
- Neto Moura: recuperação de edema no adutor da coxa esquerda e possibilidade de retorno.
Mesmo com os problemas para montar a equipe, o Mirassol chega embalado pela vitória de virada por 2 a 1 sobre o Coritiba, no Couto Pereira. O resultado encerrou uma sequência de 109 dias sem triunfos do clube paulista como visitante.
Do outro lado, o Vitória também chega de resultado positivo. O Rubro-Negro venceu o Grêmio por 1 a 0 no Barradão e abriu sete pontos de vantagem em relação à zona de rebaixamento.
Mirassol e Vitória se enfrentam neste domingo (13), às 16h, no Maião. A arbitragem será de Ramon Abatti Abel, de Santa Catarina, com Daniel Nobre Bins no VAR.
Capitão do Mirassol, o zagueiro João Victor criticou a atuação da arbitragem após a derrota por 2 a 1 para o Bahia, na noite deste sábado (11). O jogador contestou especialmente o lance que antecedeu o gol da virada tricolor, apontado pelo elenco paulista como irregular.
A reclamação do Mirassol aconteceu logo após o segundo gol do Bahia e provocou uma longa interrupção na partida. O confronto ficou paralisado por cerca de 10 minutos enquanto atletas e membros da comissão técnica protestavam com o árbitro Paulo Cesar Zanovelli.
Durante o episódio, o técnico Rafael Guanaes e o meia Eduardo, que estavam no banco de reservas, receberam cartão vermelho. Na saída de campo, João Victor afirmou que o time considerou inexistente a decisão que validou o gol e criticou a postura da arbitragem.
"É vergonhoso, a gente sabe que é vergonhoso. Toda vez a arbitragem vem aqui na nossa casa e quer mandar no jogo, e os protagonistas somos nós [jogadores], né?", declarou.
João Victor, do Mirassol, reclama da arbitragem de Paulo Cesar Zanovelli após Mirassol 1 x 2 Bahia
— Jogador caro ????? (@KaueLop64967519) April 12, 2026
????"Falou que era para gente chorar no vestiário. Isso é uma vergonha." pic.twitter.com/Rxpchxtky7
O defensor também comparou o lance que originou o gol da virada com o pênalti assinalado anteriormente para o Bahia após contato com Ademir. Segundo ele, houve falta semelhante sobre Negueba no início da jogada que resultou no segundo gol tricolor.
"E a gente parou o jogo também porque foi o mesmo lance ali no pênalti. Teve a carga no Ademir, ele deu pênalti. Aí teve a carga no Negueba, que estava na frente da bola, e ele não deu a falta. Ele não teve o critério de olhar lá no VAR."
Ainda durante as reclamações, o capitão do Mirassol afirmou que ouviu uma declaração do árbitro direcionada ao elenco.
"E ele falou também que era pra gente chorar no vestiário. Isso é uma vergonha, rapaz", concluiu.
PASSAGEM PELO RIVAL
João Victor é ex-zagueiro do Vitória. Ele chegou ao Leão em 2020, após passagem pelo Santa Cruz, e rapidamente ganhou espaço até ser emprestado ao Guarani. Ele voltou ao Rubro-Negro em 2023, quando integrou o elenco que conquistou o título da Série B, participando de 23 partidas.
Já em 2024, com o Vitória de volta à Série A, o zagueiro perdeu espaço no elenco e atuou apenas quatro vezes antes de ser negociado com o Mirassol.
Rafael Guanaes seguirá no comando do Mirassol em 2026. O treinador de 44 anos decidiu não aceitar a proposta apresentada pelo Botafogo e optou por cumprir o contrato vigente com o clube do interior paulista, válido até 31 de dezembro de 2026. A permanência tem como principal motivação a disputa da próxima edição da Copa Libertadores.
O técnico era o nome preferido da diretoria alvinegra para substituir Davide Ancelotti, desligado do clube carioca nesta semana. Apesar do interesse, Guanaes sinalizou a decisão de continuar no Mirassol, com quem renovou vínculo no fim de novembro.
Na temporada 2025, Guanaes foi eleito o melhor treinador do Campeonato Brasileiro após conduzir o Mirassol à quarta colocação, garantindo vaga direta na fase de grupos da Libertadores. A equipe encerrou a competição com 67 pontos, somando 18 vitórias, 13 empates e sete derrotas.
Estreante na Série A, assim como o próprio clube, o treinador assumiu o Mirassol em março, após o Campeonato Paulista. Sob seu comando, a equipe adotou postura ofensiva desde o início do torneio e terminou o Brasileirão com o terceiro melhor ataque, com 63 gols marcados.
Caso optasse pela saída antecipada, Guanaes, ou o clube interessado, teria de arcar com multa correspondente ao valor integral dos salários restantes até o fim do contrato.
Em 2026, o Mirassol terá calendário cheio, com participações no Campeonato Paulista, Brasileirão, Copa do Brasil, a partir da quinta fase, e na Libertadores, já na fase de grupos. O Botafogo, por sua vez, iniciará sua campanha continental nas etapas preliminares do torneio.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Não dá para jantar antes de almoçar".
Disse o presidente do PL na Bahia, João Roma ao avaliar que a oposição na Bahia saiu fortalecida no primeiro turno das eleições, com a eleição de nomes importantes e o crescimento dos votos de Flávio Bolsonaro no estado. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1), o candidato ao Senado Federal negou, no entanto, que já haja negociações em torno da ocupação de cargos em um eventual governo de Flávio.