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quilombola quingoma
O Quilombo Quingoma se mobiliza contra decisão da Justiça Federal em proibir a realização de obras em apenas 288 hectares do território tradicional quilombola. A comunidade alega que a área total é de, na verdade, 1.225 hectares, em Lauro de Freitas. O território está em processo de identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação em favor dos quilombolas.
A decisão é da 14ª Vara Federal Cível da Bahia e determina também que a prefeitura de Lauro de Freitas deve fixar placas indicativas na área delimitada, comunicando, à sociedade em geral, a proibição da realização de quaisquer obras ou serviços.
A comunidade afirmou também que o quilombo é povoado por 578 famílias com mais de 3.500 pessoas no território. A decisão aponta que, de acordo com um laudo, há cerca de 2.037 residências não quilombolas na região.
A área a ser demarcada representa cerca de 22% de todo o território do município. A decisão aponta também que, de acordo com o Incra, existem condomínios e projeto Minha Casa/Minha Vida no território.
O documento esclareceu que não há desconhecimento de que a comunidade de Quingoma é uma comunidade tradicional situada no centro geográfico do município, que se encontra certificada como comunidade remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares desde 2013 e que busca a regularização fundiária do seu território junto ao Incra desde 2015.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.