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A Proquigel paralisou as operações industriais da Unigel Agro – antiga Fafen – em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. De acordo com o Sindiquímica Bahia, na quarta-feira (1º) a direção da empresa emitiu um comunicado ao sindicato informando a decisão. A companhia possui uma outra unidade em Candeias.
A Proquigel alega que a unidade de Camaçari vem operando de forma deficitária desde o final de 2022, “especialmente em razão do alto custo do gás natural fornecido pela Petrobras que torna o preço final do produto acabado (fertilizantes) impraticável face aos preços praticados no mercado internacional”. A fábrica produz fertilizantes nitrogenados da Petrobras.
No comunicado, a companhia ainda afirma que durante todo o período de operação deficitária, a Proquigel buscou “incontáveis vezes” a Petrobras para encontrar uma forma de reduzir o preço do gás natural, mesmo sendo um ajuste temporário, que “chegasse a um patamar razoável e que viabilizasse a operação da Unigel Agro BA”.
“Mas até a presente data nenhum esforço foi feito pela Petrobras, a qual mantém, até a presente data, preços insuportáveis e infinitamente superiores aos praticados no mercado internacional”.
Ainda, conforme a Proquigel, outra solução proposta à Petrobras foi a formalização de um Contrato de Tolling. “O que permitiria a continuidade da operação da Unigel Agro BA. Mas, da mesma forma, até a presente data, a Petrobras não aceitou tal solução apresentada”.
Antes de tomar a decisão de paralisar, a Proquigel também diz ter buscado o governo federal, por intermédio de Ministérios e secretarias, com o objetivo de alcançar “algum mecanismo legislativo” que pudesse reduzir o preço do gás natural para tornar viável a operação da fábrica baiana. “Mas infelizmente não obteve nenhuma medida ou solução, mesmo que temporária”.
“Ou seja, além de estar suportando uma operação deficitária desde o final de 2022, a Proquigel envidou todos os seus esforços na busca de soluções que viabilizassem a continuidade da operação industrial, mas infelizmente não obteve êxito, o que infelizmente leva a Proquigel ao encerramento das operações industriais da Unigel Agro BA (FAFEN-BA)”.
Fechada durante o governo de Michel Temer, em 2016, tanto em Camaçari quanto na cidade de Laranjeiras, em Sergipe, as plantas da antiga Fafen foram arrendadas pelas Unigel por 10 anos.
Segundo o sindicato, as duas unidades já estão paradas devido ao aumento no preço do gás natural e a redução dos preços da ureia
DEMISSÕES
Ao todo são 384 trabalhadores envolvidos na produção da unidade, entre 264 funcionários diretos e 120 indiretos. De acordo com o comunicado enviado ao sindicato, eles cumprirão aviso prévio trabalhado de 30 dias.
O Sindiquímica afirma que já vinha buscando o diálogo com representantes da Petrobras, do governo da Bahia e do governo federal, cobrando o retorno das operações da fábrica e a garantia da manutenção dos postos de trabalho.
“São trabalhadores especializados, alguns vindos de outros estados ou de outras indústrias da Bahia, que investiram na formação profissional e organizaram suas vidas e das suas famílias a partir da expectativa gerada pelo trabalho na Unigel. Cerca de 30% dos funcionários realizaram qualificação no Senai Cimatec e desempenham o primeiro emprego”, diz a nota do sindicato.
A diretoria do Sindiquímica Bahia garante estar buscando, junto à assessoria jurídica e a mobilização da esfera política, a cobrança por soluções que possam garantir a manutenção dos postos de trabalho e a renda dessas famílias de trabalhadores.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.