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O cirurgião torácico Ricardo Sales, idealizador e presidente do Instituto ProPulmão, apresentou dados sobre exames de tomografia nos quais foram identificadas alterações preocupantes. Segundo o médico, das 2.000 tomografias realizadas na Bahia — de uma meta inicial de 3.000 —, cerca de 200 apresentaram achados que exigiam investigação detalhada, resultando na indicação de 46 biópsias.
“Quando fizemos os primeiros exames, realizamos 2.000 procedimentos. Desses, cerca de 200 pessoas apresentaram alterações que precisavam ser melhor avaliadas. Criamos um comitê e indicamos 46 biópsias entre esses 2.000 pacientes. A meta era atender 3.000 pessoas”, explicou em entrevista ao podcast Saúde 360°.
O médico relatou que encaminhou os pacientes para a realização das biópsias na rede pública estadual de saúde. No entanto, a demora no acesso aos procedimentos — que ultrapassou três meses — gerou apreensão na equipe e levou à interrupção do programa de rastreamento.
“Uma boa parte dessas pessoas que indicamos para biópsia começou a aguardar o tempo do Estado. Percebemos que se passou um mês, dois meses, três meses. O tempo estava se esgotando e a ansiedade da equipe era muito grande. Por isso, interrompemos as tomografias ao atingir a marca de 2.000 exames. Tivemos que contratar um hospital privado para realizar as biópsias”, revelou.
Diante da falta de estrutura da rede pública para absorver a demanda, o especialista optou por recorrer ao setor privado para garantir o diagnóstico dos pacientes. Ele ressaltou, ainda, que já havia alertado as autoridades de saúde sobre essa necessidade com antecedência.
“Não estava no meu radar que o Estado estaria tão despreparado para dar segmento a esse fluxo. E não foi por falta de aviso: um ano antes de começarmos as tomografias, estivemos na Secretaria de Saúde apresentando essas demandas”, concluiu.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Paulo Henrique Rodrigues
"O Brasil demorou para fazer políticas para entender que essa grande qualidade artística do nosso povo, um povo criativo, preparado intelectualmente e artisticamente, culturalmente muito rico, poderia significar renda, emprego, geração de uma indústria cultural ou criativa".
Disse o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Rodrigues Pereira ao ressaltar o impacto da economia criativa e a necessidade de estruturar o setor no país. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, o ministro fez um balanço sobre a relação entre cultura e negócios, reconhecendo que o Brasil tardou a transformar seu potencial em força econômica.