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professores mortos em porto seguro
Após dois dias de julgamento no Fórum de Itabuna, no Sul, os policiais militares Sandoval Barbosa dos Santos e Joilson Rodrigues Barbosa foram condenados, cada um, a penas superiores a 38 anos de prisão pelo assassinato dos professores e dirigentes sindicais Álvaro Henrique e Elisney Pereira.
O crime ocorreu em 17 de setembro de 2009, em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento. Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, o júri popular teve início na manhã da terça-feira (5) e foi encerrado na tarde desta quarta-feira (6).

Colegas de vítimas comemoram condenação / Foto: Reprodução / Porto Seguro
Conforme a sentença, cada réu recebeu pena de 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão pelo homicídio de Álvaro Henrique, além de 16 anos, 7 meses e 15 dias pelo assassinato de Elisney Pereira. A pena referente ao caso de Álvaro foi maior devido à consideração de agravantes pelo júri, entre eles o fato de a vítima ter um filho com deficiência que, na época do crime, tinha apenas um ano de idade.
O terceiro acusado no processo, Edésio Lima, apontado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) como mandante do crime, não participou do julgamento. A Justiça reconheceu a prescrição do processo e extinguiu a punibilidade, o retirando da condição de réu.

Edésio Lima / Foto: Reprodução / Radar News
De acordo com as investigações, os professores foram atraídos para uma área rural após receberem a informação de que o filho de Álvaro estaria doente. Ao chegarem nas proximidades do sítio da família, foram surpreendidos por homens armados e mortos a tiros. Álvaro Henrique e Elisney Pereira atuavam como líderes da APLB Sindicato e participavam de um movimento grevista por reajuste salarial e melhores condições de trabalho para a categoria.
Segundo o MP-BA, críticas feitas por Álvaro à gestão do então prefeito de Porto Seguro, Gilberto Abade, teriam motivado o crime.
As investigações apontam ainda que Sandoval Barbosa dos Santos e Joilson Rodrigues Barbosa, que exerciam função de segurança do então prefeito, teriam intermediado a contratação dos executores a mando de Edésio Lima, então secretário municipal de Governo e Comunicação de Porto Seguro.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Bruno Reis
"Essa decisão é da Câmara, dos vereadores. O prefeito é apenas um conselheiro, um orientador. Eu acho que tudo tem sua hora e seu momento. Essa semana nós temos que dedicar energia e foco total nas eleições estaduais e na eleição nacional. Até porque tem muitos vereadores que são candidatos a deputados, e temos projetos importantes para a Bahia e, no momento certo, a gente vai decidir a eleição da Câmara. Essa é a minha opinião, mas é óbvio que essa é uma decisão dos vereadores".
Disse o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União) ao comentar sobre a escolha do próximo presidente da Câmara Municipal de Salvador. Em entrevista ao Bahia Notícias nesta segunda-feira (28), o gestor afirmou que a definição cabe aos próprios vereadores, mas disse que pretende trabalhar pela unidade da base aliada na escolha do próximo comando da Casa.