Artigos
A crise nos preços do cacau e os caminhos possíveis
Multimídia
Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador
Entrevistas
Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
professor de direito
O professor de Direito da USP (Universidade de São Paulo), Alysson Mascaro, é acusado de atrair alunos e ex-alunos da instituição para o seu apartamento oferecendo conselhos acadêmicos com o objetivo de cometer abusos sexuais. Ele também é acusado de assédio moral.
A acusação está presente na investigação do caso conduzida pela direção da Universidade, que contém relatos de alunos. Parte dos estudantes retiraram suas acusações e todos pediram para não terem seus nomes divulgados.
Os estudantes disseram ter sentido medo de prejudicar sua jornada acadêmica e a carreira ao denunciar o professor, assim preferiram não fazer boletim de ocorrência contra Mascaro.
Para Fabiana Marques, advogada do professor, os relatos apresentam fragilidades e não se sustentam. Ela disse que confia na inocência de seu cliente.
DEPOIMENTO
Um aluno, que preferiu não ser identificado, disse ter conhecido Alysson Mascaro em 2022, na USP, na disciplina de filosofia do direito. A aproximação entre os dois teria acontecido logo na primeira aula, após um elogio ao discurso do professor.
Depois do contato inicial, a relação se aprofundou e o estudante diz que começou a se abrir com o professor. Deste modo, foi convidado para uma conversa de orientação acadêmica no apartamento do professor, na República, região central de São Paulo.
Nesse encontro, Mascaro abordou uma necessidade de o ser humano ter tesão na vida, citando a filosofia hedonista de Epicuro, sobre o prazer como finalidade da existência.
Na ocasião, o docente falou do gosto pela pornografia e pela masturbação e, para finalizar, teria passado a boca em seu pescoço e esfregado seu pênis nele.
Com o pretexto de debater assuntos acadêmicos, outros alunos relataram experiências parecidas. Um estudante disse ter sido coagido a ficar de cueca e abraçar o professor, que disse que era o modo como filósofos e seus discípulos se relacionavam na Grécia Antiga.
As vítimas conduzidas a residência de Mascaro declararam terem praticamente abandonado suas carreiras acadêmicas após os episódios.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.