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producao ilegal
O herdeiro da fábrica de fogos que explodiu há 25 anos em Santo Antônio de Jesus, na região do recôncavo baiano, foi preso nesta terça-feira (12), durante uma operação do Ministério Público do Trabalho (MPT). Gilson Prazeres Bastos Nunes foi preso durante fiscalização para coibir a produção ilegal desses artefatos.
Na fábrica dirigida pelo suspeito, a Artesanato de Fogos Boa Vista, foi encontrada na propriedade rural, no distrito de Boa Vista, localidade de Ronco d’Água, Santo Antônio de Jesus, quase 300 caixas de fogos de artifício de origens diversas, além de produtos artesanais feitos no local, todos eles contendo a pólvora como integrante. A empresa foi autuada por transporte e armazenamento de material explosivo sem cumprimento de normas de segurança e sem autorização necessária do Exército.

Gilson Nunes, que foi vereador por três mandatos em Santo Antônio, foi localizado e encaminhado para a delegacia. Ele é filho do dono da fábrica que explodiu na região em 1998, quando 60 pessoas morreram após uma explosão na fábrica. Desta vez, a operação montada pelo MPT, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-BA), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA) e o Conselho Regional dos Químicos (CRQ) para combater o armazenamento e a fabricação numa propriedade da mesma família.
Toda a carga de explosivos foi apreendida e encaminhada para o 35º Batalhão de Infantaria do Exército, localizado na cidade de Feira de Santana. O material vai passar por perícia feita pelo Departamento de Polícia Técnica e posteriormente deverá ser destruído.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.