Artigos
Os “meninus” do trio
Multimídia
Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador
Entrevistas
Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
producao agricola
A produção de cereais, oleaginosas e leguminosas na Bahia encerrou o ano de 2025 com o volume recorde de 12,8 milhões de toneladas. Os dados constam no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo IBGE e analisado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
O resultado representa uma expansão de 12,8% em relação ao total colhido em 2024. O desempenho foi impulsionado pelo aumento da produtividade. A área plantada cresceu 2,8%, totalizando 3,65 milhões de hectares, enquanto o rendimento médio das lavouras subiu 9,8%, atingindo 3,52 toneladas por hectare.
A soja consolidou-se como o principal item da pauta agrícola estadual, com 8,61 milhões de toneladas colhidas, alta de 14,3% sobre o ano anterior. O milho também registrou avanço expressivo de 18,2%, totalizando 2,74 milhões de toneladas. Já o algodão teve um crescimento moderado de 1,4%, somando 1,79 milhão de toneladas, mantendo a Bahia como o segundo maior produtor nacional da fibra.
Confira em setores por números:
- Cana-de-açúcar: 6,24 milhões de toneladas (+12,6%).
- Cacau: 119 mil toneladas (+7,0%).
- Café: 262 mil toneladas (+5,1%), com destaque para o tipo canéfora (+19,3%).
- Fruticultura: A uva registrou salto de 84,4%, enquanto a banana cresceu 4,8%.
- Retrações: O feijão recuou 15,8% e o tomate apresentou queda de 48,4%.
Apesar do recorde em 2025, o terceiro prognóstico do IBGE para a safra 2026 projeta uma redução de 4,7% na produção baiana de grãos. O recuo é atribuído ao menor rendimento esperado para a soja e o algodão, influenciado pela queda nos preços das commodities e pelo aumento dos custos de produção. Estima-se retração na soja (-5,7%) e no algodão (-17,5%).
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresenta projeções distintas para o ciclo 2025/2026, estimando uma produção de 14,5 milhões de toneladas, um incremento de 3,7% sobre o período anterior. A divergência reside na expectativa de ampliação da área plantada em 160 mil hectares, especialmente no oeste baiano, onde o regime de chuvas favoreceu a umidade do solo.
O relatório indica que os elevados volumes de chuva em novembro beneficiaram especificamente os solos dessa região, permitindo que municípios como Correntina e Jaborandi iniciassem o ciclo com umidade favorável, compensando possíveis quedas de rendimento por hectare previstas para a soja.
Segundo a Conab, a soja deve atingir 9,25 milhões de toneladas nesta temporada, embora a produtividade por hectare possa sofrer uma redução de 4,5% devido ao aumento na incidência de pragas e custos operacionais. No caso do milho, a estimativa é de 2,84 milhões de toneladas, com crescimento de 1,3%.
A produção de cereais, oleaginosas e leguminosas deve ser 11,3 milhões de toneladas para 2024, o que representa um recuo de 6,8% na comparação com a safra de 2023 – que registrou o melhor resultado da série histórica. Os dados constam no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativo ao mês de março, com dados sistematizados e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
As áreas plantada e colhida estão estimadas em 3,55 milhões de hectares (ha), com avanço de 0,6% em relação à safra de 2023. Assim, o rendimento médio esperado (3,19 toneladas/ha) da lavoura de grãos no estado da Bahia é estimado em 7,3% a menos na mesma base de comparação.
A produção de algodão (caroço e pluma) está estimada em 1,78 milhão de toneladas, que representa aumento de 2,4% em relação ao ano passado. A área plantada com a fibra aumentou 4,1%, alcançando 379 mil ha em relação à safra de 2023. O volume de soja a ser colhido pode alcançar 7,35 milhões de toneladas, o que corresponde a uma queda de 2,8% sobre o verificado em 2023. A área plantada com a oleaginosa no estado está projetada em aproximadamente 2,0 milhões de ha.
As duas safras anuais do milho, estimadas pelo IBGE, podem alcançar 2,42 milhões de toneladas, o que também representa declínio de 21,7% na comparação anual. Com relação à área plantada, houve queda de 18,5% em relação à estimativa da safra anterior de 698 mil ha. A primeira safra do cereal está projetada em 1,74 milhão de toneladas, 25,8% abaixo do que foi observado em 2023. Já o prognóstico para a segunda safra é de um recuo de 8,6% em relação à colheita anterior, totalizando 681 mil toneladas.
Para lavoura do feijão espera-se avanço de 1,0%, na comparação com a safra de 2023, totalizando 241 mil toneladas. O levantamento tem estimativa de 419 mil ha plantados, 0,5% maior que a da safra anterior. Estima-se que a primeira safra da leguminosa (143 mil toneladas) seja 0,5% inferior à de 2023, e que a segunda safra (98 mil toneladas) tenha uma variação positiva de 3,2%, na mesma base de comparação.
Para a lavoura da cana-de-açúcar, o IBGE estimou produção de 5,54 milhões de toneladas, revelando aumento de 1,4% em relação à safra 2023. A estimativa da produção do cacau, por sua vez, ficou projetada em 123 mil toneladas, apontando um avanço de 2,7% na comparação com a do ano anterior.
Em relação ao café, está prevista a colheita de 270 mil toneladas este ano, 9,4% acima do observado no ano passado. A safra do tipo arábica está projetada em 116 mil toneladas, com variação anual de 15,7%. Por sua vez, a safra do tipo canéfora teve previsão de 153 mil toneladas, 5,1% acima do nível do ano anterior.
As estimativas para as lavouras de banana (920 mil toneladas), laranja (628 mil toneladas) e uva (62 mil toneladas), por sua vez, registraram, respectivamente, variações de 0,7%, -1,0% e -5,4%, em relação à safra anterior.
O levantamento ainda indica uma produção de 925 mil toneladas de mandioca, 1,4% menor à de 2023. A produção de batata-inglesa, estimada em 335 mil toneladas, apresenta acréscimo de 0,9%; e a do tomate, estimada em 182 mil toneladas, aponta alta de 1,5% na comparação com a do ano anterior.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.