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problemas cardiacos
É chegado um dos momentos mais emocionantes para torcedores da dupla BA x VI: a última rodada do Campeonato Brasileiro 2025. Apesar de objetivos diferentes na competição, a torcida dos dois principais times do estado, compartilham o mesmo sentimento de preocupação com o destino para 2026.
Por enquanto que tricolores demonstram ansiedade com o último jogo que pode definir uma vaga direta na fase de grupo da Libertadores, rubro-negros enfrentam a tensão e estresse com a última partida, que vai estabelecer se o time permanece na Série A ou será rebaixado para a Série B.
Essas angústias e preocupações atreladas aos jogos podem causar alguns danos e problemas na saúde dos torcedores durante essa reta final. Em conversa com o Bahia Notícias, o diretor da Associação Bahiana de Medicina e cardiologista, Mário Rocha, revelou que os jogos mais tensos de final de ano podem impactar a saúde cardiovascular de torcedores com histórico desses problemas.
“Na prática cardiológica, especialmente em períodos de grande decisão, é possível notar um aumento de atendimentos por picos hipertensivos, ou seja, por elevação pressórica, sensação de palpitações, dor torácica durante ou logo após as partidas decisivas. Existem também alguns casos de arritmias e de infarto associado ao estresse do jogo”, disse o especialista.
Segundo o médico, nesta época há uma procura maior em atendimentos de urgência em decorrência da alta tensão que torcedores enfrentam durante as partidas.
“Isso ocasiona uma maior procura dos serviços de emergência durante os finais de campeonato e clássicos de alta tensão. Embora nem todos os casos sejam diretamente relacionados pelo jogo, o estresse emocional intenso é um elemento significativo e reconhecido como fator desencadeante em indivíduos ou pacientes predispostos”, observou.
De acordo com o profissional, além de infarto, arritmia ou AVC existe ainda a possibilidade da síndrome denominada de “coração partido”, que é causada pelo estresse emocional intenso.
“A literatura médica descreve claramente um desencadeamento em que um fator emocional atua como um gatilho para eventos cardiovasculares em indivíduos que são vulneráveis. Jogos tensos, decisões por pênaltis e ambientes de torcida podem aumentar abruptamente a pressão e a frequência, alterar o tônus autonômico, favorecendo arritmias e desencadear ruptura de placas de gordura culminando no infarto, produzindo um quadro que é bastante típico”, explicou Rocha.
“Além dessa situação do infarto, existe a possibilidade do chamado síndrome do coração partido, que é uma condição clínica que é precipitada por um estresse emocional intenso. A emoção do futebol, principalmente na sua reta final, pode sim precipitar eventos cardiovasculares, principalmente em pacientes previamente doentes ou mal controlados”, comentou Mário.
O especialista ainda alertou e deu dicas dos cuidados necessários que os torcedores devem ter com a saúde do coração.
“Nessa reta final para quem já teve problemas no coração, é preciso se cuidar antes do jogo. Tomar os medicamentos habituais, não exagerar nas bebidas alcoólicas, se possível assistir o jogo com alguém de sua confiança e tentar manter a sua calma. Se eventualmente sentir algum sintoma que pareça estranho procurar ajuda”, completou.
A reportagem do BN também conversou com o Oficial Médico do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e ex-coordenador médico do Esporte Clube Bahia, Luiz Sapucaia, que reforça que a condição clínica do torcedor influencia diretamente nos riscos durante uma partida decisiva.
“Depende muito da condição sistêmica desse torcedor. Se é hipertenso, se é cardiopata, se usa medicações regulares. A emoção e a ansiedade são inevitáveis em um jogo final que define o destino dos times. Reduzir a ingesta alcoólica é importante, porque o álcool favorece picos emocionais mais altos. O ideal é que a pessoa esteja com a medicação em dia, alimentação em dia e diminua o consumo de álcool para não exacerbar essas emoções. E tenha fé em Deus, né? Porque nessa hora todo mundo reza um pouquinho”, afirmou.
Sapucaia também explicou que o impacto emocional não atinge apenas a arquibancada — mas também quem está em campo. “Inevitavelmente, há nervosismo. Quando fui médico do Bahia, convivemos muito com isso. Existe um trabalho psicológico muito grande para que o atleta entre em campo o mais controlado possível, mas é difícil. Está em jogo o trabalho do ano inteiro, a família, o salário. Os primeiros cinco minutos são duros, porque é preciso administrar emoção, ansiedade, pressão da torcida e a busca pelo resultado.”
Segundo ele, a juventude do elenco também pesa em momentos como este. “Trabalhamos com atletas muito jovens, muitos deles sem a experiência de uma final complexa como essa. Esses jogadores carregam mais adrenalina e ansiedade, enquanto os mais velhos precisam administrar a própria tensão e ainda ajudar a controlar os mais novos.”
No entanto, são nas arquibacandas que a tensão acontece de forma mais intensa. A torcedora Sineide Araújo, rubro-negra, descreveu o clima entre os adeptos do Vitória às vésperas do jogo decisivo.
“Do ponto de vista do torcedor do Vitória, a palavra é acreditar até o fim. O time já mostrou outras vezes que, mesmo com poucas chances, consegue se reerguer. A chegada de Jair Ventura trouxe ânimo ao elenco e reacendeu a esperança do torcedor. Mas a derrota para o Bragantino, depois de uma boa atuação contra o Mirassol, foi como um balde de água fria.”
Apesar do retrospecto desfavorável contra o São Paulo, Sineide afirma que a confiança permanece alta.
“O Vitória não vence o São Paulo desde 2016, mas agora é um jogo de vida ou morte. Os ingressos esgotados mostram que a torcida acredita que o time vai entrar no Barradão para buscar o resultado. Sabemos que vai ser complicado, porque o São Paulo também briga por seus objetivos, mas o Vitória precisa vencer para escapar do rebaixamento. A força do Barradão faz a gente acreditar que é possível.”
Do lado tricolor, o sentimento também mistura confiança e apreensão. O torcedor Antônio Neto, criador do canal ECBTV, descreveu como está vivendo os dias que antecedem a partida decisiva do Bahia.
“Do ponto de vista da saúde, está meio conturbado. Ainda existe uma insegurança, naturalmente, por ser um jogo fora de casa, mas o lado torcedor sempre acredita e confia. Conforme os dias vão passando e o domingo se aproxima, a confiança aumenta um pouco mais.”
Para ele, a campanha do Bahia dá motivos para acreditar em uma classificação direta para a Libertadores.
“É importante enaltecer a grande campanha que o Bahia fez, principalmente na Fonte Nova. O sonho da vaga direta existe e realizá-lo seria especial. Espero viver isso no Maracanã, viver essa história e poder contar essa memória no futuro.”
Antônio também espera uma postura diferente da equipe em campo.
“O que a gente mais espera é uma mudança dentro de campo, uma postura diferente do Bahia. Que isso sirva de motivação e mexa com o brio dos jogadores, para que o time possa se superar nas escolhas, nas modificações e na escalação. Precisamos de um jogo diferente do que tem sido a tônica fora de casa.”
Sobre o adversário, ele acredita que o Bahia não encontrará facilidades.
“O Fluminense não vai tratar como um jogo qualquer. Vai ser Maracanã cheio, clima de Libertadores. Espero que o final dessa história seja diferente.”
Todos os jogos da última rodada do Brasileirão 2025 acontecem neste domingo (7), às 16h - com exceção da partida entre o campeão Flamengo e Mirassol, antecipada para o dia anterior. O Vitória encara o São Paulo no Barradão, enquanto o Bahia enfrenta o Fluminense no Estádio do Maracanã.
Um estudo efetuado pela Universidade College London, na Inglaterra, publicado na revista científica The Lancet, mostrou que a semaglutida, princípio ativo de medicamentos como Ozempic, Wegovy e Rybelsus pode ajudar a prevenir ataques cardíacos e outros eventos cardíacos graves.
No mês de maio, uma outra pesquisa tinha indicado que o Wegovy (semaglutida 2,4mg) poderia reduzir em 37% o risco de morte cardiovascular, infarto e acidente vascular cerebral (AVC) não fatais em apenas três meses de tratamento, em pessoas com sobrepeso ou obesidade e doença do coração, sem histórico de diabetes.
No entanto, o levantamento atual, mostrou que a ação pode acontecer independentemente da perda de peso que as pessoas sofrem ao tomá-lo. Segundo O GLOBO, neste estudo foram avaliados dados de 17.604 pessoas com 45 anos ou mais, com sobrepeso e doença cardiovascular, que receberam aleatoriamente injeções semanais de semaglutida ou placebo.
Foi avaliado ainda que essa redução nos eventos adversos graves foi semelhante, independentemente do peso dos participantes no início do estudo. Pessoas classificadas apenas marginalmente como acima do peso, com um índice de massa corporal (IMC) de 27 (o IMC médio para adultos no Reino Unido), tiveram benefícios semelhantes aos daqueles com obesidade que apresentavam os IMCs mais altos.
Os cientistas encontraram uma ligação entre a redução da circunferência da cintura e os benefícios cardíacos. O fator foi responsável por um terço do efeito protetor do medicamento no coração após dois anos.
"A gordura abdominal é mais perigosa para a nossa saúde cardiovascular do que o peso total e, portanto, não é surpreendente ver uma ligação entre a redução da cintura e os benefícios cardiovasculares. No entanto, isso ainda deixa dois terços dos benefícios cardíacos da semaglutida inexplicáveis", explicou o autor principal, professor John Deanfield, do Instituto de Ciências Cardiovasculares da UCL, em comunicado.
De acordo com a publicação, mesmo com os resultados, os autores destacaram que os benefícios desses produtos devem ser ponderados em relação aos potenciais efeitos colaterais. Entre os outros pontos positivos, o medicamento pode contribuir ainda com a saúde cardiovascular, a exemplo do revestimento dos vasos sanguíneos, a redução da inflamação, a melhora do controle da pressão arterial e a redução dos níveis de lipídios (níveis de colesterol e outras gorduras na corrente sanguínea).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Edson Fachin
"Não há democracia sem instituições sólidas e atuantes na linha do que preceitua a Carta Democrática Interamericana. E, no desenho de qualquer democracia constitucional digna desse nome, um Judiciário independente é instituição central".
Disse o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin ao afirmar que a democracia “não é uma dádiva perene” e exige “vigilância ativa e constante”. A declaração foi feita durante a sessão de abertura do 187º Período de Sessões da Corte Interamericana de Direitos Humanos. A sessão realizada no STF reuniu todos os ministros da Corte.