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A Prevent Senior fez um acordo para indenizar em R$ 10 milhões um ex-diretor de um de seus hospitais em meio à pandemia da Covid-19. Em uma das cláusulas do acerto, o médico se comprometeu a não fazer críticas sobre a empresa à imprensa e a futuros empregadores.
O beneficiário do acordo, que prevê parcelas mensais de R$ 400 mil, é um médico que passou cinco anos na Prevent Senior, até março de 2020, quando a pandemia se alastrou pelo país. Seu último cargo foi na direção de um dos hospitais da rede Sancta Maggiore que registrou aumento no número de mortes por Covid e foi alvo de um pedido de intervenção da Prefeitura de São Paulo, segundo informações do Metrópoles.
O acordo foi firmado na Justiça do Trabalho. O médico relatou que respondia diretamente ao chamado “pentágono”, um grupo de diretores da cúpula da Prevent Senior. Ele pedia R$ 13 milhões, sob a alegação de que era indevidamente pejotizado, além de não ter recebido horas extras, adicionais noturnos e outras verbas rescisórias.
Em primeiro grau, a Justiça do Trabalho em São Paulo condenou a Prevent Senior em R$ 9 milhões. Em recurso, a sentença foi mantida parcialmente, o que diminui o valor da multa. Mesmo assim, em setembro de 2022, a empresa ofereceu a ele um acordo de R$ 10 milhões parcelados em 25 meses.
Acordos como esse preveem usualmente confidencialidade sobre o próprio acerto entre as partes. Este vai além: impõe ao médico que ele não faça “qualquer comentário crítico, derrogatório ou difamatório” sobre a empresa e sua cúpula e se abstenha de “qualquer comentário negativo para a mídia”, além de “tentar gerar publicidade negativa” sobre a rede médica. Os pagamentos terminam em outubro deste ano.
O médico não chegou a depor nas CPIs da Covid, no Senado, e da Prevent Senior, na Câmara Municipal de São Paulo. Ele esteve próximo da cúpula quando hospitais da rede já eram vistos com desconfiança por investigadores, mesmo no início da pandemia.
Após os escândalos envolvendo a Prevent Senior na CPI da Covid, a organização do festival Knotfest Brasil cancelou a participação da banda comandada por um dos sócios da empresa em sua grade.
"O Knotfest Brasil comunica que a banda brasileira Armored Dawn não fará mais parte do line up do festival a ser realizado em dezembro de 2022", informou o festival, nas redes sociais, na noite desta quarta-feira (29).
A banda em questão tem como vocalista Eduardo Parrillo, cujo nome artístico é Eduardo Parras e é um dos sócios da Prevent Senior, ao lado do irmão, Fernando Parrillo.
A empresa é acusada de promover testes com medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19 em pacientes, coagir médicos para prescrever tratamentos controversos, omitir informações de pacientes e familiares, além de falsificar atestados de óbito para maquiar a quantidades de mortes pelo novo coronavírus em suas unidades de saúde.
Eduardo e Fernando Parrillo são integrantes também da Doctor Pheabes, banda de rock que assina a autoria do hino da Prevent Seniors. Segundo a advogada Bruna Morato, que defende ex-médicos da instituição, os funcionários eram obrigados a cantá-lo para provar lealdade à empresa.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Randerson Leal
"Trate os 43 vereadores da mesma forma".
Disse o vereador Randerson Leal (Podemos), líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador ao criticar a Prefeitura de Salvador pelo não pagamento de emendas impositivas a parlamentares da oposição referentes a 2025.