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prejuizos
O furto de cabos e equipamentos da iluminação pública gerou um prejuízo superior a R$ 4,2 milhões aos cofres públicos de Salvador em 2025, o que representa um aumento de 57% em relação a 2024, segundo levantamento da Diretoria de Serviços de Iluminação Pública (Dsip) da Prefeitura.
Ainda de acordo com o órgão, a metragem de cabos subtraídos avançou 26,5% no período, passando de 38.177 metros em 2024 para 48.280 metros em 2025.
Os trechos mais afetados se concentram em Brotas, principalmente nas regiões das avenidas ACM, Juracy Magalhães, Vasco da Gama e Bonocô; no Tororó, com foco no entorno do Dique do Tororó; e na área de São Cristóvão, incluindo BA-099, Boquira e o Complexo Viário.
Além do custo financeiro, os furtos provocam instabilidade no fornecimento de iluminação, impactam a mobilidade urbana, comprometem a segurança viária e afetam diretamente a população em bairros com grande circulação de pessoas.
Diante do cenário, a Diretoria de Iluminação tem adotado medidas para dificultar a ação criminosa e mitigar perdas, por meio de obras estruturais antivandalismo, com cabos enterrados em maior profundidade e protegidos por concreto, caixas de passagem concretadas e seladas, substituição do cobre por alumínio, instalação de grades galvanizadas em passarelas, travamentos mecânicos, sistemas antifurto e monitoramento por câmeras em trechos críticos.
Além disso, operações de fiscalização também foram ampliadas, com destaque para a Operação Metallis, realizada em parceria com a Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Civil Municipal e outros órgãos, com foco na repressão ao furto e à receptação de materiais metálicos em ferros-velhos e depósitos de sucata.
O diretor de Iluminação Pública, Ângelo Magalhães, destaca que os furtos geram perda financeira ao erário e de oportunidades de desenvolvimento para a população. “Cada metro de cabo furtado e cada equipamento que precisamos repor significam dinheiro público sendo gasto para refazer algo que já estava funcionando. Esses mais de quatro milhões de reais poderiam estar aplicados na ampliação de áreas iluminadas, modernização de parques e avenidas e implantação de novos projetos”, afirma.
Ainda segundo o diretor, a população pode ser uma aliada importante no enfrentamento desse problema, sobretudo com denúncias feitas sob anonimato, por meio dos canais oficiais de atendimento - o Disque Salvador 156, o portal Salvador Digital (falasalvador.ba.gov.br) e o WhatsApp de emergência da Dsip: (71) 9946-3923, disponível para situações críticas, como apagões e postes danificados.
Um dos locais mais afetados pela falta de energia com as fortes chuvas foi o Centro Médico Empresarial Labignose, localizado no centro de Feira de Santana. Desde segunda-feira (25), o prédio ficou sem energia por mais de 48 horas, causando prejuízos significativos para os diversos profissionais e pacientes que dependem do serviços
A falta de energia prolongada gerou insatisfação entre os comerciantes, que questionaram a demora da Coelba em solucionar o problema. Segundo os relatos ouvidos pelo Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, as equipes enviadas pela empresa não conseguiram identificar e resolver a causa da falta de energia eficientemente, com quedas recorrentes.
Para Nívia Lacerda, funcionária de um laboratório, relatou que a falta de energia prejudicou o trabalho e causou perdas de produtos. “Perdemos reagentes do laboratório, perdemos clientes porque ficamos fechados. Os reagentes que são refrigerados ficaram fora da geladeira por dois dias e tivemos que descartar”, lamentou.
Tuanny Sampaio, que trabalha em uma clínica de estética, também relatou prejuízos significativos. “Perdemos 20 pacientes nesses dois dias e tivemos perdas de insumos, como botox, no valor de aproximadamente R$ 10 mil”, disse.
Desde o fim de semana, fortes chuvas atingem a região de Feira de Santana, causando diversos transtornos à população. A queda de postes e a interrupção no fornecimento de energia elétrica são os principais problemas enfrentados pelos moradores. Com os prejuízos sofridos, os comerciantes estão considerando tomar medidas legais contra a empresa de energia.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.