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precos abusivos
Produtores de cacau realizaram, nesta segunda-feira (26), mais uma manifestação na região Sul do estado. O protesto, motivado pela queda acentuada no preço da arroba do Cacau, resultou na interdição de um trecho da BA-120, entre os municípios de Gandu e Ibirataia.
O bloqueio começou por volta das 11h, afetando também o acesso às cidades de Nova Ibiá e Apuarema. Os manifestantes utilizaram pneus em chamas e pedaços de madeira para interromper o tráfego nos dois sentidos da rodovia. A pista foi liberada por volta do meio-dia, após cerca de uma hora de mobilização.
Confira em vídeo:
VÍDEO: Queda no preço do Cacau motiva novos protestos na BA-120 em trecho no Sul da Bahia
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) January 26, 2026
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Segundo a categoria ao Giro em Ipiaú, parceiro local do Bahia Notícias, a desvalorização do cacau nacional é uma consequência direta do aumento das importações de amêndoas vindas da África pelas indústrias moageiras instaladas no Brasil.
Os números refletem a gravidade da crise econômica no setor: atualmente, a arroba do cacau é comercializada a R$ 250,00. O valor representa metade dos R$ 500,00 registrados em meses recentes e está muito aquém do ápice alcançado em 2024, quando a arroba chegou a ser vendida por aproximadamente R$ 1.200,00.
Este foi o segundo ato público na região em menos de 24 horas. No domingo (25), produtores já haviam bloqueado a BR-101, na altura do distrito de Itamarati, em Ibirapitanga. A expectativa é que os protestos ganhem corpo nesta quarta-feira (28), com um grande ato programado para ocorrer em Ilhéus.
Entidades do setor, como a Associação do Vale das Três Barras, confirmaram presença e criticam severamente o deságio imposto pelas indústrias.
Em nota, a associação destacou que a importação de cacau de países com baixos padrões de proteção social e trabalhista "desvaloriza o trabalho do produtor rural e ameaça a sustentabilidade do campo". Os produtores reivindicam intervenção governamental para conter a entrada do produto importado e garantir a viabilidade econômica das lavouras brasileiras.
Um total de 315 denúncias sobre a comercialização de produtos com preços abusivos já foram apuradas pela força-tarefa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS), desde o dia 4 de maio. Os estabelecimentos denunciados estão localizados em Porto Alegre, Gravataí, Viamão, Cachoeirinha, Canoas e Alvorada, na Região Metropolitana.
Até o momento, o MP-RS confirma que 65 pontos comerciais foram autuados, a maioria das autuações ocorreu em mercados e postos de gasolina. Em um dos postos, dois funcionários foram presos. A força-tarefa também fiscalizou farmácias, empresas de caminhão pipa e revendas de gás e água. Em algumas, o galão de 20 litros estava sendo vendido a R$ 80.
As reclamações chegaram por meio do canal criado pela instituição – o email [email protected] – para que os consumidores pudessem relatar casos de aumentos ocorridos depois das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. No total, o MP-RS já recebeu 680 denúncias de todo o estado.
Para o promotor de Justiça Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, os números refletem a decisão acertada do Ministério Público de criar um e-mail exclusivo para esse tipo de denúncia. “Percebemos que o consumidor precisa ter um canal rápido para denunciar quando se depara com um produto comercializado acima do preço, ainda mais nesse momento de crise”, diz o promotor.
Também integram a força-tarefa criada pelo MPRS, o coordenador do Centro de Apoio Operacional do Consumidor e da Ordem Econômica, André Marchesan, o promotor de Justiça Marcos Centeno, servidores da instituição, além de integrantes do PROCON Estadual, PROCONs municipais e Delegacia do Consumidor da Polícia Civil (DECON).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Lula vai ficar do lado de criminosos?"
Disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao fazer duras críticas à atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área da segurança pública. Flávio, pré-candidato do PL a presidente nas eleições de outubro, citou o projeto de lei antifacção, aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro e que ainda não foi sancionado por Lula.