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preconceito no futebol
O Barcelona foi multado pela UEFA em 10 mil euros (cerca de R$ 60 mil) após um incidente envolvendo uma bandeira com símbolo nazista exibida por torcedores durante a derrota para o Monaco, na estreia da Champions League, no dia 19 de setembro. A punição também inclui a proibição da presença de torcedores do Barça no jogo contra o Estrela Vermelha, pela 4ª rodada da fase de grupos, que ocorrerá no dia 6 de novembro.
A decisão foi anunciada na última sexta-feira (27), quando a UEFA oficializou as sanções. Em resposta, o Barcelona divulgou um comunicado em que afirma que devolverá o valor dos ingressos aos torcedores que já haviam adquirido bilhetes para o jogo contra o Estrela Vermelha. O clube também se posicionou contra o ato, repudiando veementemente qualquer forma de violência ou discriminação.
"O FC Barcelona rejeita qualquer tipo de justificação para a violência e, conforme indicado nos artigos 3 e 4 dos Estatutos, esforça-se por proteger e promover a Declaração Universal dos Direitos Humanos contida na Carta Internacional dos Direitos Humanos adotada pelas Nações Unidas", declarou o clube no comunicado oficial.
Após a derrota para o Monaco por 2 a 1 na estreia da Champions League, o Barcelona busca se reabilitar na competição. O próximo desafio da equipe será contra o Young Boys, em partida marcada para a próxima terça-feira (1º), na Espanha.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou a renovação do apoio ao Observatório da Discriminação Racial no Futebol nesta quinta-feira (26). As duas entidades reafirmam o compromisso de trabalhar em conjunto no combate ao preconceito até o fim de 2030. O vínculo anterior tinha encerramento no fim de 2026.
A continuação da parceria foi anunciada em um evento realizado na sede da CBF, no Rio de Janeiro, durante a apresentação do 10º Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol, que existe desde 2014.
"Quero agradecer ao presidente Ednaldo. São dez anos de Observatório, mas a nossa chegada na CBF só se dá em 2022, muitos anos depois da existência do Observatório. Essa aproximação é importante para nós. Não só pela questão financeira, mas por ver na CBF uma parceira", contou Marcelo Carvalho, fundador e diretor executivo do Observatório, no evento.
O presidente Ednaldo Rodrigues, da CBF, reforçou a importância da união entre as entidades. "Acreditamos que somente a cooperação entre os diferentes agentes que integram nossa sociedade poderá assegurar às futuras gerações um mundo em que o respeito e a dignidade sejam valores universais, e não exceções. Por isso, renovamos nossa parceria por mais quatro anos e saudamos o Observatório pelos dez anos de existência, lutas e verdadeiras mudanças que o futebol já experimenta", comentou o mandatário da CBF.
Um relatório foi divulgado apresentando um estudo realizado ao longo de 2023, abrangendo incidentes discriminatórios no futebol brasileiro e envolvendo atletas brasileiros no exterior. Os dados coletados revelaram um aumento de 39% em um ano nos casos de discriminação. Além do racismo, o estudo também identificou outros tipos de discriminação e violência, como abuso sexual, xenofobia, machismo, LGBTfobia, assédio, gordofobia, apologia ao nazismo e política.
"Quando fechamos a parceria com a CBF em 2022, sempre tivemos independência para continuar produzindo esses dados, que vão ajudar a CBF a implementar novas ações. Isso é importante frisar e é o principal fator para a existência do relatório. Não queremos focar apenas na punição, mas sim em analisar os dados e buscar soluções para combater a discriminação", explicou Marcelo Carvalho.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.