Artigos
A mãe da gula
Multimídia
Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
porto de origem
O cineasta Bernard Attal, junto a Santa Luzia Filmes, lança nesta quinta-feira (5), “Porto de Origem”, um filme documentário sobre a região do Porto de Salvador, que atualmente se tornou quase uma “cidade fantasma”. O longa busca retratar o Comércio, bairro que mesmo com tentativas de revitalização, ainda se encontra esvaziado.
A produção foi inspirada após o cineasta encontrar arquivos legados por sua avó francesa referente a um velho título de investimento no Porto de Salvador, incentivando-o a buscar os segredos do antigo “Porto do Brasil”.
“‘Porto de Origem’ é um filme que eu tinha interesse em fazer há muitos anos. O processo de pesquisa já vínhamos fazendo por conta do Trapiche Barnabé, que estamos reformando. Nessa busca, a importância histórica, sociológica e cultural do Comércio, não só pela Bahia, mas pelo país todo, ficou cada vez mais clara.
Ao todo, o projeto levou cinco anos para ser concluído, tendo início antes da pandemia. No longa, passeando na região portuária, o cineasta observa os traços da sua história, sua arquitetura esplêndida, suas obras de arte, seus negócios tradicionais, suas empresas e a coragem de uma população eclética que resiste.
O filme se constrói a partir de dois eixos narrativos. O primeiro deles parte do fascínio do Bernard pelo antigo “Porto do Brasil”, sua glória passada e também as cicatrizes da escravidão até o declínio que começou na segunda metade do século passado. Já o segundo eixo se concentra em olhar para o futuro, no que o Porto de Salvador pode vir a se tornar a partir de ações de revitalização, transformando-se novamente em um lugar vibrante.
“A condição precária de muitos prédios históricos no Comércio mostra que há muito trabalho a ser feito. A história do Porto de Salvador se inicia no período colonial, desde meados do século XVI, quando os Trapiches eram utilizados para comercializar mercadorias de Portugal e exportar a produção agrícola do Recôncavo. Esse patrimônio único que vai se constituindo ao longo de cinco séculos deve ser a raiz a partir da qual se pode construir um grande futuro, como foi feito em muitos outros portos no mundo”, reforça Attal.
FICHA TÉCNICA
Roteiro e Direção: Bernard Attal
Produção: Gel Santana
Fotografia: Hamilton Oliveira
Montagem: Marcos Lé
Computação Gráfica: Guillaume Roignant
Música: Silvain Vanot
Desenho do som: Haydson Oliveira e Eduardo Ayrosa
SERVIÇO
Filme “Porto de Origem”
Produção e distribuição: Santa Luzia Filmes
Data de lançamento: 5 de dezembro
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.