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polo petroquimico de camacari
O candidato ao Governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) criticou, nesta terça-feira (15), a forma como o Polo Petroquímico de Camaçari foi implantado e defendeu uma discussão sobre mudanças estruturais no complexo. Ele afirmou que o polo foi construído sobre um dos maiores aquíferos do estado.
Segundo Mansur, o reservatório, que possui importância para o abastecimento da região, estaria atualmente comprometido pelas atividades desenvolvidas no complexo industrial. O candidato também questionou a ausência de estudos e da participação de órgãos fiscalizadores durante a implantação.
“A gente sabe da importância econômica que tem o Polo Petroquímico de Camaçari, apesar de hoje não empregar tanta gente como se empregava anteriormente. Mas a construção do Polo de Camaçari foi um equívoco desde o processo da implantação, porque ele foi construído em cima de um dos maiores aquíferos da Bahia. E hoje nós temos um aquífero totalmente comprometido, inutilizado”, afirmou em entrevista à Rádio Sociedade.
O candidato da Federação PSOL/REDE avaliou ainda que a localização das fábricas representa risco de contaminação e disse que o projeto priorizou a geração de emprego e renda sem considerar adequadamente os impactos ambientais. “Foi um Polo construído sem nenhum planejamento, sem nenhuma responsabilidade apenas na linha do desenvolvimento que iria gerar emprego e renda, mas ignorando a parte ambiental”, finalizou.
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) julgará, no próximo dia 4 de novembro, o destino da única indústria de produção de peróxido de hidrogênio do Norte e Nordeste, sediada no Polo Petroquímico de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
A possível paralisação da fábrica, que recebeu investimentos da ordem de 70 milhões de dólares americanos (ou 350 milhões de reais atualmente) e subsídios fiscais do Governo da Bahia, é vista com apreensão pelo setor industrial, pois pode impactar empregos, perda de arrecadação tributária em todos os níveis da Federação e eventual apequenamento do setor químico baiano, com o risco de afastar novos investimentos no Estado.
A Justiça vai julgar o processo que apura denúncias de acusações de usurpação tecnológica contra o Polo Petroquímico de Camaçari, na região metropolitana de Salvador. A denúncia, aberta pela Evonik, multinacional alemã que opera no estado do Espírito Santo, sugere que os métodos de produção de peróxido de hidrogênio estariam sendo utilizadas ilegalmente do Polo de Camaçari.
Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, a ação é parte de um processo iniciado antes mesmo da inauguração da planta de peróxido de hidrogênio em Camaçari. O processo teria iniciado no TJ-BA em 2009, antes mesmo da inauguração do Polo baiano, quando a empresa alemã alegava propriedade industrial da produção de peróxido de hidrogênio. Em 2012, uma decisão em primeira instância autorizou o início das operações da fábrica no mesmo ano, após prova técnica assinada por analistas da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
A produção de peróxido de hidrogênio (H²O²), também conhecido como água oxigenada, consiste em um processo de auto-oxidação da antraquinona, já reconhecido a mais de 100 anos e que não é protegido, essencialmente, por nenhuma patente. Apenas os processos de inovação da prática ou criações de pesquisa, por sua vez, podem ser patenteados.
Com a perda no judiciário baiano, a Evonik ingressou com uma nova ação, de cunho indenizatório no estado de São Paulo, sob os mesmos fundamentos, mas sem sucesso. A gestão do complexo industrial baiano, por sua vez, considera as ações da empresa alemã como “prática anticoncorrencial”, em uma tentativa de garantir um duopólio da produção no Brasil, competindo apenas com a Solvay, que atua no Paraná.
O “duopólio” foi alvo de uma investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), iniciada em 2006, que revelou uma série de acordos entre as empresas Solvay e Degussa Aktiengesellschaft (antiga Evonik), para divisão de mercado de perborato de sódio, composto químico derivado do peróxido de hidrogênio, entre o início de 1999 e o final de 2001. A estratégia consistia em uma troca de posições no fornecimento do composto para a Unilever no Reino Unido e no Brasil. O “cartel” de peróxido de hidrogênio foi condenado pelo Tribunal do Cade em 2012, que aplicou à empresa Peróxidos do Brasil Ltda., subsidiária da Solvay, multas que totalizaram cerca de R$ 150 milhões.
Mediante o histórico, o julgamento pode ser determinante para a manutenção da planta industrial de peróxido de hidrogênio na Bahia. Um possível fechamento da unidade teria impacto direto sobre cerca de 250 empregos na planta, além da arrecadação tributária e o desenvolvimento socioeconômico da região.
O governo baiano divulgou nesta sexta-feira (8) o valor do contrato de venda do espaço ocupado pela antiga Ford comprado pela BYD. O terreno de pouco mais de 468 hectares [468 campos de futebol] – sendo 31,8 hectares de área edificada – fica no distrito industrial leste do polo petroquímico de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
Segundo o contrato de compra e venda, a área, que inclui benfeitorias, foi arrematada pela montadora chinesa por R$ 287,8 milhões. Em agosto do ano passado, a Ford vendeu a área para o governo baiano. No entanto, os valores não foram divulgados. Na tarde da última terça-feira (5), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) assinou, junto com o representante da BYD, Tyler Li, o termo que autorizou o início das obras da empresa na Bahia.
O gesto foi visto como reforço da parceria entre o governo baiano e os chineses diante de outros interessados, como a Lecar, empresa brasileira de carros elétricos, que sinalizou interesse no espaço da antiga Ford.
Nesta quinta-feira (7), a mesma Lecar declarou desistir de recorrer à medida do governo baiano que desclassificou a empresa de disputar a compra do antigo complexo da Ford em Camaçari. A intenção é que a montadora chinesa lance os primeiros veículos entre o fim deste ano e o começo do próximo. (Ataulizado às 11h37)
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas, a de livrar o mundo, a humanidade, do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa. Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exército, nem arsenais, nunca foi tão pequena".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao discursar na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Lula falou de sua indignação diante de um cenário internacional conturbado, e disse que a ONU está falhando em evitar as guerras, mortes e destruição.