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A poeta americana Louise Glück foi anunciada pela Academia Sueca como a vencedora do prêmio Nobel de Literatura, de 2020. De acordo com informações da Folha de S. Paulo, a vitória surpreendeu, pois a escritora era um nome pouco cotado nas apostas pelo troféu este ano.
Aos 77 anos, Glück é professora da Universidade Yale, nos Estados Unidos, e já venceu outros prêmios importantes em seu país, a exemplo do Pulitzer e a Medalha Nacional de Humanidades.
Com a vitória da poeta americana, ela figura entre as 16 mulheres dos 116 escritores que já receberam o prêmio. Segundo o jornal, o Nobel de Literatura só foi concedido a uma negra, a também americana Toni Morrison, morta no ano passado. E também apenas um homem negro foi premiado, o nigeriano Wole Soyinka, em 1986.
Poeta e doutora em literatura pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), a professora feirense Nívia Maria Vasconcellos lança, nesta terça-feira (7), o projeto Terza Rima – live de poesia. A iniciativa, cuja estreia vai ao ar a partir das 20h, no instagram da própria idealizadora (clique aqui), consiste em encontros poéticos semanais, abertos para a participação espontânea do público, desde poetas iniciantes, passando por admiradores, até artistas consagrados.
O Terza Rima na verdade teve início em 2019, quando Nívia publicava nas redes sociais materiais enviados por seus seguidores todas as terças-feiras, mas o projeto agora ganha outras formas. “Paralelamente, eu participava de saraus e organiza saraus também. Eu, então, uni um projeto ao outro”, lembra a professora.
A diferença mais marcante do projeto inicial para o novo formato é o fato de agora se dar ao vivo. “Eu diria que tinha organizações diferentes... Era o trabalho com videopoema, tinha gravação, seleção, edição. Agora, ele será ao vivo, vai lidar mais com o inesperado, com o imprevisível. Eu não sei quem poderá solicitar participação e o que a pessoa poderá recitar, então o formato agora é mais espontâneo e escapa a meu total controle”, explica Nívia.
Além do novo desafio da transmissão em tempo real, a feirense destaca ainda outro fator importante que lhe serviu de motivação para a iniciativa, que estreia nesta semana e segue à terças, durante todo o mês de julho. “Além de ser poeta, eu sou professora, educadora. Eu tenho a poesia em meu cotidiano tanto pessoal quanto profissional. Utilizo a declamação como meio de difusão do fazer poético e sempre penso em novas formas de poder disseminá-lo. Nesta situação de pandemia, as lives passaram a ser meios que ganharam bastante notoriedade, pensei então em utilizá-la como instrumento para alcançar mais pessoas”, explica a professora, pontuando também a possibilidade de salvar a live como atrativo, já que é possível atingir o público que não estava online durante a transmissão.
CONHEÇA A IDEALIZADORA DO PROJETO
Nívia Maria Vasconcellos é poeta, contista, letrista e declamadora. Publicou os livros “Invisibilidade” (MAC), “Pra não suicidar (Littera/Mondrongo), “Escondedouro do amor” (Prêmio CDL de Literatura 2008), “A Morte da Amada” (Mondrongo) e “A paixão dos suicidas” (Selo João Ubaldo Ribeiro – Ano II/FGM). Ela lançou ainda o disco “A Vênus de Willendorf” (Mousikê).
Ela tem poemas publicados na Coletânea Prêmio Off Flip (Selo Off Flip) e nas antologias “Arcos de Mercúrio” (DiaboA4), “Sétimo Aeon” (Baile Surrealista), “Cantares de Arrumação”, “Tudo no mínimo” e “Estranha Beleza” (Mondrongo). Atualmente, integra o projeto literomusical Mousikê. Além das atividades artísticas, é doutora em Literatura e Cultura pela UFBA e atua como professora.
Em tempos de pandemia do novo coronavírus, mergulhar nas palavras da poesia é mais uma oportunidade de distração e reflexão. Pensando nisso, o escritor conquistense Ualy Castro Matos disponibilizou gratuitamente o e-book “Dévires-poéticos - Poeta Ali Agora”.
Lançado este ano, o livro de poesias conta com mais de 90 criações feitas pelo também psicólogo. A poesia, inclusive, é uma ligação direta com o escritor desde o nascimento, já que seu pai o batizou em homenagem ao poeta baiano Waly Salomão.
Para o autor, “Dévires-poéticos - Poeta Ali Agora” pode “provocar diversos sentimentos”. Segundo Matos, “a poesia nos dá mais sensibilidade para enfrentarmos toda essa situação de pandemia. Porque ela é capaz de reinventar a vida mesmo nos abismos que encontramos vida afora”.
Além do trabalho em formato de e-book, Ualy irá lançar futuramente um CD gravado pelo músico mineiro Lima Júnior, que cantará algumas das poesias que estão contidas no livro do conquistense. “Dévires-poéticos - Poeta Ali Agora” foi disponibilizado com duas capas diferentes, para acessar (clique aqui e aqui).
O poeta Castro Alves será o grande homenageado da quarta edição da Feira Literária de Mucugê (Fligê), que acontece entre 15 e 18 de agosto, no município da Chapada Diamantina.
A solenidade de abertura será realizada às 20h, no Centro Cultural de Mucugê, com a conferência “Castro Alves: o filho da terra em imagens afrofuturistas”, comandada por Edvard Passos, dramaturgo e estudioso da obra do poeta.
Dentre os nomes confirmados para o evento estão Mailson Furtado, vencedor do Prêmio Jabuti 2018; Jarid Arraes, uma das mais jovens escritoras da literatura brasileira contemporânea; Aleilton Fonseca, poeta, romancista e ensaísta;e Noemi Jaffe, autora, professora e crítica literária.
Castro Alves é o homenageado também da terceira edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), que acontece entre os dias 7 e 11 de agosto, em diversos espaços do Centro Histórico de Salvador (clique aqui e saiba mais).
Era o último dia da programação de Carnaval no Largo do Pelourinho quando Damiana Sá interrompeu o encerramento do show das Aya Bass - Larissa Luz, Xênia França e Luedji Luna -, e cantou um rap, mostrando sua arte a plenos pulmões (clique aqui). “Quando subi naquele palco eu não tinha nem noção de quem estava ali. Na verdade foi a primeira vez que vi Larissa Luz. Eu já conhecia Luedji Luna, mas Larissa foi a primeira vez que eu vi”, conta a jovem de 20 anos, nascida na comunidade do Calabar e hoje residente em Campinas de Pirajá, junto com a mãe e o irmão. “Subi e já fui roubando o microfone, praticamente. E aí eu me expressei da forma que era tudo que eu queria, independente das minas. Elas têm o trabalho delas, eu valorizo, mas também valorizo muito o meu. Eu sei que eu sou boa, que meu trabalho é bom, e eu quero que as pessoas me observem e vejam que a favela pode ser transformada também. Que o mundo pode ser transformado”, diz Damiana, que hoje trabalha vendendo suas poesias e canções em ônibus de Salvador, além de bares e no Ferry Boat.
O emocionante e inesperado encontro pode ter rendido bons frutos para a jovem, que canta desde criança e sonha em viver plenamente de sua arte. “Larissa entrou em contato comigo. Ela me pediu uma música, a música que eu cantei, que fala dos orixás. Ela me convidou pra participar do disco dela e tal. Até agora ela não me respondeu, mas o tempo que sabe, os orixás que sabem. O que tem de ser vai ser, e eu não perco a minha esperança”, revela Damiana.
Mirando um horizonte de possibilidades futuras, a garota, no entanto, não esqueceu sua origem e o caminho tortuoso pelo qual percorreu. “Quando eu completei 15 anos tive a transformação. Eu era uma pessoa banda voou, de rua, pá. Andei muito na rua em minha vida. Nunca morei na rua, mas já andei muito na rua e me envolvi com certas pessoas”, conta a garota, que aos 14 anos havia deixado a escola, e este ano tenta se matricular na 8ª série. A mudança aconteceu do encontro com Rebeca Teles, uma estudante de Letras. “Ela me ajudou de uma forma... Foi muito louco, porque ela não me falou ou mostrou em um dia. O conhecimento ela me trouxe com músicas, me mostrou várias coisas, Caetano Veloso, Gilberto Gil... Tem uma que ela gosta muito, que era João Bosco. E ela gostava muito dessas músicas de MPB, e aí me mostrava tudo que ela conhecia”, lembra. “Ela falava também sobre as aulas dela, me ensinou gramática tradicional, universal, tudo que ela tinha ela levava pra mim, me explicava as coisas. E foi dessa forma que eu fui me descobrindo. Quando eu vi eu já estava escrevendo”, conta a jovem poeta.
A primeira composição de Damiana remonta um dos episódios mais tristes de sua vida, a morte do tio, Dimas Sá. “Quando eu tinha 13 anos ele morreu. Ele começou a usar crack, andava ali na Gamboa, e chegou um momento, quando eu tinha 13 anos, que mataram ele. Foi louco, e aí foi também que eu fiquei desbandeirada, muito confusa na minha cabeça, triste. Eu fiquei na rua mais ainda, eu dei uma sumida, tanto que minha mãe ainda me procurou no Juizado de Menores. Na verdade eu estava em uma casa, trancada, depressiva”, relembra Damiana. “Fui e escrevi uma música em homenagem a ele, contando um pouco da história, até a decadência, dele morrer. E aí eu comecei a escrever e sigo até hoje”, diz a jovem, atribuindo à amiga a responsabilidade por ter lhe despertado. “Ela foi tirando as grades dos meus olhos, me mostrando que o mundo não é só isso, malandragem, viver na rua e tal. Hoje eu consigo ter consciência racional de todo tempo que eu perdi”, explica.

Com "Favela", Damiana participou do livro “Poéticas periféricas: novas vozes da poesia soteropolitana”
Hoje, com a noção do próprio potencial, Damiana Sá aposta em seu sonho. “O importante é a gente ir atrás, acreditar. Não é fácil, o trabalho no ônibus mexe com energia, com a sua energia e a do público. Então, você precisa ter uma boa energia, porque senão você não consegue transformar as pessoas, se transformar. A gente consegue aos pouquinhos”, explica a jovem, que foi selecionada para participar do livro “Poéticas periféricas: novas vozes da poesia soteropolitana”, obra com textos de poetas e poetisas da periferia de Salvador. “Fui contemplada pra sair no livro, com uma poesia. E é muito gratificante pra mim, que passei tudo isso, e hoje sou feliz com o que eu faço, de verdade. Eu adoro fazer poesia”, diz Damiana, que agora pretende retomar os estudos, por considerar fundamental para sua arte. “Meu sonho mesmo é isso, a poesia, a escrita. Quero transformar minha comunidade, porque nem todo conhecimento realmente chega na favela. A gente vive em um ambiente muito fechado, muito alienado. Então você é submissa àquilo. Têm muitas pessoas que não têm tanta oportunidade. Quero mudar tudo, quero levar felicidade pra minha família, esse é o meu sonho, e cantar meu rap, porque eu também sou rapper, eu escrevo, sou compositora”, diz a jovem.
A Cia. de dança Deborah Colker apresenta no próximo final de semana (10 e 11 de março) o espetáculo “Cão sem plumas”. A apresentação é baseada no poema homônimo de João Cabral de Melo Neto (1920-1999). A montagem se apresenta no Teatro Castro Alves e conta com o patrocínio da Petrobras desde.
SERVIÇO:
O QUÊ: Espetáculo de Dança - 'Cão sem plumas'
QUANDO: Sábado e Domingo, 10 e 11 de Março, às 21h e 18h, respectivamente
ONDE: Sala Principal do Teatro Castro Alves - Campo Grande
VALOR: A partir de R$80,00 (inteira)
A Fundação Gregório de Mattos (FGM) abre a programação de 2018 com “Gregórios”, uma série de ações em homenagem ao poeta que dá nome à instituição. As atividades, que celebram ainda os 30 anos da fundação, começam no dia 5 de janeiro, às 18h30, com a inauguração de uma estátua em fibra de vidro, confeccionada pelo artista plástico baiano Tati Moreno. Em tamanho real, a obra conta com um dispositivo vocal, que, ao ser acionado pela presença humana, declama poesias de Gregório de Matos na voz do ator Jackson Costa.
Em seguida, na Galeria da Cidade, do Teatro Gregório de Mattos (TGM), se dá a abertura da exposição interativa “Gregórios”, ambientada num circuito dinâmico e criativo, com a vasta obra creditada a Gregório de Mattos. A exposição ficará aberta ao público até maio, com visitação de quarta a domingo, das 14h às 19h. Como legado, galeria ganhará um Memorial com parte do acervo exposto.
Já na Sala Tabaris, nos dias 5, 6 e 7, Ricardo Bitencourt e o músico Leonardo Bittencourt sobem ao palco com o espetáculo “Boca a Boca : um solo para Gregório”, em uma narrativa contemporânea, com recital de poesias do Boca de Brasa em formato de show de rock. Em cena, Ricardo Bitencourt interpreta poesias e fala sobre a vida e a obra de Gregório de Mattos.
SERVIÇO
O QUÊ: Abertura da exposição GREGÓRIOS
QUANDO: 5 de janeiro – 18h30 – Inauguração da estátua – na sequência, abertura da exposição
20h – Apresentação gratuita do espetáculo “Boca a Boca : um solo para Gregório”, com Ricardo Bitencourt e o músico Leonardo Bittencourt.
ONDE: Teatro Gregório de Mattos
O QUÊ: Espetáculo Boca a Boca : um solo para Gregório, com Ricardo Bitencourt e o músico Leonardo Bittencourt.
QUANDO: Dias 6 e 7 de janeiro, às 19h
ONDE: Sala Tabaris - Teatro Gregório de Mattos
VALOR: Ingressos a preços populares
O QUÊ: Gregórios - exposição interativa sobre vida e obra de Gregório de Mattos Guerra
QUANDO: 5 de janeiro até 31 de maio – de quarta a domingo, das 14h às 19h
ONDE: Galeria da Cidade - Teatro Gregório de Mattos
VALOR: Aberto ao público
Nos dias 14 e 15 setembro, a poeta e performer Maria Rezende aporta em Salvador, no Poró Restaurante & Bar, para curtíssima temporada do espetáculo “Carne do Umbigo: um recital de poemas contemporâneo”. O projeto multimídia, pensado e dirigido pela própria poeta reúne textos dos seus três livros Substantivo Feminino (2003), Bendita Palavra (2008) e Carne do Umbigo (2015). Na ocasião, os livros serão lançados no espaço, que fica no histórico Santo Antônio Além do Carmo, com sessão de autógrafos após o espetáculo, que está marcado para as 20h30. A poesia de Maria Rezende fala do universo feminino atual, lançando um olhar para a cidade e também para dentro da própria poeta. Maria Rezende é poeta, performer e montadora de cinema e televisão. Além da vida literária e cinematográfica, Maria também é celebrante de casamentos. A função, que ela já exerce informalmente há dez anos, em casamentos de amigos, acabou virando trabalho, e hoje ela realiza cerimônias personalizadas e cheias de poesia.
SERVIÇO:
O QUÊ: Espetáculo Carne do Umbigo
QUANDO: Quinta e Sexta-feira, 14 e 15 de setembro, às 20h30
ONDE: Poró Restaurante & Bar - Santo Antônio do Carmo - Salvador
VALOR: R$ 20
Depois de mais de quatro décadas da morte do poeta Pablo Neruda, peritos de diversos países se reunirão em Santiago, no Chile, em outubro deste ano, para definir se o artista foi assassinado na ditadura ou morreu em decorrência de um câncer de próstata. De acordo com informações da Folha de S. Paulo, a notícia foi divulgada pela família do escritor nesta terça-feira (4). Neruda morreu em setembro de 1973, em uma clínica da capital chilena, pouco depois do golpe de Estado de Augusto Pinochet, mas a causa, no entanto, segue sob investigação da Justiça. Em 2011, a versão do assassinato ganhou força, após um assistente pessoal e motorista do escritor ter afirmado que o estado de saúde de Neruda piorou quando lhe deram uma injeção no abdome. Com a denúncia, o juiz responsável pelo caso, Mario Carroza, ordenou a exumação do corpo, em 2013. Na ocasião não foi possível identificar a presença de veneno no corpo, mas em uma nova análise dos restos mortais foi encontrada a bactéria estafilococo dourado (Staphylococcus aureus), altamente infecciosa e que levar à morte.
O poeta lusitano Manuel Alegre é o vencedor da edição 2017 do Prêmio Camões, principal troféu literário da língua portuguesa, que contempla anualmente um autor lusófono pelo conjunto de sua obra. A escolha se deu nesta quinta-feira (9), no Rio de Janeiro, após análise de um júri formado pelos escritores Jose Luiz Tavares (Cabo Verde), Lourenço Joaquim da Costa Rosário (Moçambique), Maria João Reynaud (Portugal), Paula Morão (Portugal), José Luís Jobim de Salles Fonseca (Brasil) e Leyla Perrone Moisés (Brasil). Com a vitória de Manuel Alegre, que recebe 100 mil euros como prêmio, Portugal ganha seu 12º troféu e se iguala ao Brasil no hall de vencedores.
O Prêmio Camões de Literatura foi instituído em 1988 com o objetivo de consagrar um autor de língua portuguesa que, pelo conjunto de sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural de nossa língua comum. A Menção Internacional foi criada pelo Protocolo Adicional ao Acordo Cultural entre os governos brasileiro e português, representados, respectivamente, pela Fundação Biblioteca Nacional e pela Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas/Secretaria de Estado da Cultura de Portugal.
Todos os vencedores
1989 - Miguel Torga, Portugal
1990 - João Cabral de Melo Neto, Brasil
1991 - José Craveirinha, Moçambique
1992 - Vergílio Ferreira, Portugal
1993 - Rachel de Queiroz, Brasil
1994 - Jorge Amado, Brasil
1995 - José Saramago, Portugal
1996 - Eduardo Lourenço, Portugal
1997 - Artur Carlos M. Pestana dos Santos, o Pepetela, Angola
1998 - Antonio Cândido de Melo e Sousa, Brasil
1999 - Sophia de Mello Breyner Andresen, Portugal
2000 - Autran Dourado, Brasil
2001 - Eugênio de Andrade, Portugal
2002 - Maria Velho da Costa, Portugal
2003 - Rubem Fonseca, Brasil
2004 - Agustina Bessa-Luís, Portugal
2005 - Lygia Fagundes Telles, Brasil
2006 - José Luandino Vieira, Angola
2007 - António Lobo Antunes, Portugal
2008 - João Ubaldo Ribeiro, Brasil
2009 - Armênio Vieira, Cabo Verde
2010 - Ferreira Gullar, Brasil
2011 – Manuel António Pina, Portugal
2012 – Dalton Trevisan, Brasil
2013 – Mia Couto, Moçambique
2014 – Alberto da Costa e Silva, Brasil
2015 – Hélia Correia, Portugal
2016 – Raduan Nassar, Brasil
2017 - Manuel Alegre, Portuga
Em homenagem aos 170 anos de Castro Alves e ao Dia da Poesia, Salvador recebe a 14ª edição do Cortejo Poético-Performático Dia da Poesia, com inicio na Praça da Piedade às 9h desta terça-feira (14), em direção à Praça Castro Alves. Participarão do evento poetas, cordelistas, atrizes e arte-educadores, além de estudantes da rede pública de ensino, que recitarão poemas e distribuirão folhetins literários, até o local onde se encontra a estátua do poeta. Chegando ao ponto final, os participantes farão uma roda de poesia e diversos grupos farão performances com o poema “O Livro e a América”, exatamente às 10h, horário de nascimento de Castro Alves. O evento terá ainda uma mesa com um bolo de 170cm, representando a idade do poeta. Durante o cortejo, alguns dos participantes estarão caracterizados de importantes personalidades da literatura baiana: Marcos Peralta representa o poeta Castro Alves; Edilson Dias, o cordelista Cuíca de Santo Amaro; e Douglas de Almeida, o poeta Gregório de Mattos.
Serviço
O QUÊ: Cortejo Poético-Performático Dia da Poesia
QUANDO: Terça-feira, 14 de março, das 9h às 11h
ONDE: Praça da Piedade à Praça Castro Alves
VALOR: Acesso livre
Este ano o município de Cabaceiras do Paraguaçu, no Recôncavo baiano, celebra os 170 anos de aniversário de nascimento do poeta Castro Alves. Nos dias 11 e 14 de março, o Parque Histórico Castro Alves (PHCA), na Fazenda Cabaceiras, local onde nasceu o poeta, recebe diversas atividades artísticas em homenagem ao escritor, a exemplo da 16ª edição do Festival de Declamação de Poemas de Antônio de Castro Alves e do 3º Festival Infantil de Declamação de Poemas de Castro Alves. O evento é uma iniciativa da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC).
Programação:
11 de março – Sábado
10h - 3º Festival Infantil de Declamação de Poemas de Castro Alves
13h - 16º Festival de Declamação de Poemas de Castro Alves
17h - Apresentação cultural – Priscila Sales
14 de março – Terça
5h – Alvorada
8h - Missa Festiva em homenagem ao poeta (Igreja São João Batista)
9h30 - Apresentação dos grupos culturais Boinho de Painho (Cabaceiras do Paraguaçu) e Mascarados de Maragogipe
10h – Abertura da exposição ‘Imagens dos Vaqueiros da Bahia’
10h30 - Sessão Solene em Tributo ao Poeta da Câmara de Vereadores da Cidade de Cabaceiras do Paraguaçu
11h - Premiação dos vencedores do 3º Festival Infantil de Declamação de poemas e do 16º Festival de Declamação de Poemas de Castro Alves
14h – Homenagens ao Poeta – Auditório Pedro Calmon (PHCA)
15h – Apresentação cultural do grupo Samba de Roda de Maragogipe - ASSAMA (com participação dos Mascarados de Maragogipe)
16h - Maratona Castro Alves
20h – Apresentação musical (Praça Castro Alves)
Entretanto, a mineira concorda que, para quem está estreando na literatura, o alcance da internet é uma boa arma para driblar essa disputa por espaço no meio comercial. "Esse aspecto hoje é um pouco contornado pela internet e pela forma como os editores conseguem hoje mostrar o que eles escrevem em blogs, no Facebook, então cabe aos leitores e aos críticos prestar atenção nesses espaços de publicação disponíveis", salienta. Essa foi a solução encontrada por Ângela Vilma (veja mais aqui). A baiana lembra que embora lhe recomendassem o Facebook, por muito ela adiou o compartilhamento de seus poemas na rede social. "Mas depois que eu comecei, eu escrevi mais de 600 poemas lá desde 2013 e eu escrevia porque a resposta vinha, era imediata", comenta, ressaltando que transformou a internet em vitrine da sua obra.
“A Dimensão Necessária”, livro publicado em meados de 2014, é parte de uma coletânea da editora Mondrongo, sediada em Itabuna, no sul da Bahia. “Essa série se dedica a divulgar esses poetas, já conceituados dentro do meio literário, que começaram a divulgar seus livros no final dos anos 1990”, detalha Gustavo Felicíssimo, editor e fundador da editora. A Mondrongo nasceu há quatro anos, em 2011, como um “braço editorial” do Teatro Popular de Ilhéus. Hoje, a editora possui mais de 120 títulos publicados dentre poesias, contos, romance e ficção. Eles contam também com um selo destinado especificamente aos livros infantis.
Com o prêmio de Melhor Livro de Ficção, em 2014, pela União Brasileira dos Escritores, Felicíssimo não poupa elogios à editora. “Você pode não acreditar, mas hoje nós somos uma das três editoras mais relevantes do Estado da Bahia”, afirma. A Mondrongo foi premiada com o livro “Canção de Ninar Estátuas” do autor carioca Luiz Poeta. De acordo com o editor, essa foi uma das poucas obras publicadas de autores de outros estados.

Capa do livro "A Dimensão Necessária" | Foto: Reprodução
No resultado, divulgado nesta quarta-feira (4), no Diário Oficial da União (DOU), há predominância de editoras independentes. Apenas as categorias “Romance”, que elegeu a autora Tércia Montenegro com o livro “Turismo para Cegos” (Companhia das Letras), e “Literatura Juvenil”, que elegeu Mario Teixeira com “A Linha Negra” (Editora Scipione) foram exceções. Os demais eleitos representam editoras menores, como o livro "Sem Vista Para o Mar" (Editora Edith), da autora Carol Rodrigues, premiado na categoria “Conto”. A obra é finalista da categoria no Prêmio Jabuti 2015.Veja a lista de premiados:
Categoria Poesia: João Filho, com a obra "Dimensão necessária", publicada pela Editora Mondrongo
Categoria Romance: Tércia Montenegro, com a obra "Turismo para cegos" publicada pela Editora Companhia das Letras
Categoria Conto: Carol Rodrigues, com a obra "Sem vista para o mar" publicada pela Editora Edith
Categoria Ensaio Literário: Gustavo Bernardo, com a obra "A ficção de Deus" publicada pela Editora Annablume
Categoria Ensaio Social: Marcelo Godoy, com a obra "A casa da vovó" publicada pela Editora Alameda
Categoria Tradução: Guilherme Gontijo Flores, com a obra "Elegias de Sexto Propércio" publicada pela Editora Autêntica
Categoria Projeto Gráfico: Frederico Tizzot, com a obra "A mão na pena" publicada pela Arte & Letra Editora
Categoria Literatura Infantil: Marcelo Lelis, com a obra "Hortência das tranças" publicada pela Editora Abacate
Categoria Literatura Juvenil: Mario Teixeira, com a obra "A linha negra" publicada pela Editora Scipione
Paula Toller apresentou seu quarto disco solo "Transbordada" | Foto: Claudia Cardozo / Bahia Notícias
Confira a galeria de fotos:
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Com vários livros sobre Pessoa publicados, Cleonice, 96 anos, é uma das maiores especialistas no país do autor. Já Bethânia, declama versos do poeta em seus shows há mais de 40 anos.
Serviço
O QUÊ: Lançamento do acervo digital de Damário Dacruz
QUANDO: 15 de junho (sábado), às 20h
ONDE: Pouso da Palavra, Cachoeira
QUANTO: Gratuito
Confira a programação completa do evento:
Festejos de 14 de março:
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.