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pobreza menstrual
Uma pesquisa nacional inédita revela que aproximadamente quatro em cada dez alunas brasileiras (37,1%) faltam às aulas todos os meses devido a dores e sintomas relacionados ao ciclo menstrual. O estudo, conduzido pelo Instituto Alana em parceria com o Instituto Equidade.info e divulgado nesta quarta-feira (27), aponta o Nordeste como a região com a maior taxa de menarca precoce (primeira menstruação antes dos 11 anos) do país, atingindo 45,5% das estudantes.
O início precoce do ciclo menstrual está diretamente associado à ocorrência de dores mais agudas na adolescência: entre as estudantes que menstruaram aos 10 anos, 43% relatam cólicas fortes. No Nordeste, a incidência de menarca precoce varia conforme o perfil étnico-racial, afetando 53,9% das alunas brancas e 35,4% das alunas negras.
Essa pesquisa foi realizada em fevereiro deste ano com 2.551 participantes de redes públicas e privadas de ensino, incluindo 770 estudantes que menstruam, além de docentes e gestores escolares. O levantamento foi divulgado pela Agência Brasil e aponta que seis em cada dez estudantes relatam cólicas de intensidade moderada a forte, que exigem medicação e interferem nas atividades escolares diárias.
O prefeito Bruno Reis (União) sancionou a lei que cria o programa "Menstruação sem Neura", que visa facilitar o acesso a absorventes higiênicos por jovens mulheres em situação de vulnerabilidade da capital baiana. A sanção da nova legislação foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) desta terça-feira (13).
Além da facilitação do acesso ao item de higiene básica, a política pública de redução à desigualdade busca promover também ações de conscientização pelo Poder Público Municipal sobre a menstruação junto ao público em situação de vulnerabilidade, situação de rua e extrema pobreza.
Dentre outras medidas, serão desempenhados através do "Menstruação sem Neura", o fornecimento de absorventes, pesquisas para aferição dos lares nos quais as pessoas que menstruam não têm acesso ao material e a elaboração e elaboração e distribuição de material publicitário informativo acerca do assunto, bem como palestras e cursos nas unidades escolares.
O texto ainda prevê que os absorventes serão distribuídos em equipamentos e abrigos de gestão de proteção social e nas escolas, para pessoas nas duas últimas séries do ensino fundamental. A lei deverá ser regulamentada em até noventa dias.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.