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pico dos marins
O ex-candidato a prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB), se tornou réu sob acusação de colocar em risco a vida de pelo menos 32 pessoas durante uma expedição em uma montanha no estado de São Paulo, o Pico dos Marins, que fica no interior paulista. A viagem ocorreu em janeiro de 2022.
Segundo publicação da Folha de São Paulo, a Justiça de SP aceitou a denúncia do Ministério Público estadual e determinou que o influenciador seja intimado da decisão e apresente uma resposta no prazo de dez dias.
Na decisão, a juíza Rafaela D'Assumpção Cardoso Glioche afirma que há ao menos quatro elementos que justificam a instauração do processo criminal: época crítica para a realização de expedições no Pico dos Marins, condições climáticas adversas, com chuva, neblina e rajadas de vento, roupas inapropriadas e ausência de guias para orientação.
Marçal coordenou uma expedição ao Pico dos Marins nos dias 4 e 5 de janeiro de 2022, com o argumento de que o grupo precisava completar a escalada para vencer na vida. Naquelas datas, diz a denúncia, as condições climáticas eram adversas.
Na madrugada do dia 4, às 4h, um dos seguidores decidiu pedir socorro e fez contato via rádio com o com o guia. Às 6h, o Corpo de Bombeiros iniciou a busca do grupo, encontrando 14 pessoas, distantes 1,5 km do cume do Pico dos Marins, depois de duas horas de caminhada.
Procurada por meio da assessoria de Marçal, a defesa não se manifestou até o momento.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.