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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

pgfn

Corinthians fecha acordo com a União e projeta redução de R$ 200 milhões em dívida bilionária
Foto: PH Drone / Corinthians

A diretoria do Corinthians calcula que o acordo firmado com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para regularização de débitos fiscais resultará em uma redução aproximada de R$ 200 milhões na dívida bruta total do clube, atualmente estimada em cerca de R$ 2,8 bilhões.

 

A negociação envolve uma dívida de R$ 1,2 bilhão com a União e prevê desconto de 46,6% sobre juros, multas e encargos. Com isso, o Corinthians pagará R$ 679 milhões ao longo de um período de dez anos.

 

Em comunicado oficial, o clube explicou que “parte desse desconto já existia na transação anterior, portanto a redução no passivo atual do clube será de aproximadamente R$ 200 milhões”.

 

De acordo com o último balancete divulgado, referente a novembro de 2025, o Corinthians possui uma dívida de R$ 2,151 bilhões. Ao somar os R$ 661 milhões relativos ao financiamento da Neo Química Arena, o montante chega a aproximadamente R$ 2,8 bilhões.

 

Ainda segundo o clube, o acordo representa um avanço no processo de reorganização financeira. “É um avanço relevante no processo de reestruturação financeira do clube, ao proporcionar maior previsibilidade ao fluxo de caixa e contribuir diretamente para a busca por saúde financeira e equilíbrio fiscal”, destacou o comunicado.

 

Com a formalização da negociação, o Corinthians informou que passa a reunir as condições necessárias para obter a Certidão Negativa de Débitos (CND), documento essencial para a regularidade institucional e ampliação de oportunidades administrativas e comerciais.

 

“Trata-se de uma conquista muito relevante para o Corinthians. É mais uma vitória fora de campo, que reforça nosso compromisso com a responsabilidade financeira e cria bases sólidas para um futuro mais previsível e sustentável”, afirmou o presidente do clube.

 

ENTENDA O ACORDO
O Corinthians fechou um acordo de transação tributária com a PGFN para quitar uma dívida considerada irrecuperável, formada ao longo de quase 20 anos. Do total de R$ 1,2 bilhão, R$ 1 bilhão refere-se a débitos não previdenciários, R$ 200 milhões a débitos previdenciários e R$ 15 milhões ao FGTS.

 

O pagamento será feito em 120 parcelas para os débitos não previdenciários e 60 parcelas para os previdenciários. Em relação ao FGTS, o clube optou pela modalidade oferecida pela Caixa Econômica Federal, com desconto superior a 30% e parcelamento em até 60 vezes.

 

Já os créditos de contribuição social serão quitados à vista, com desconto de 70%. A expectativa é que, com as parcelas mensais, a dívida renegociada seja integralmente quitada em até dez anos.

 

Como garantias do acordo, o Corinthians ofereceu os valores a receber da loteria Timemania e o Parque São Jorge, avaliado em R$ 602,2 milhões. A PGFN informou que irá acompanhar de perto o cumprimento dos termos, incluindo a manutenção da regularidade fiscal do clube.

Governo prevê recuperar mais de R$ 40 bilhões inscritos na dívida ativa
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) informou que a recuperação de débitos inscritos na Dívida Ativa da União (DAU) deve reforçar o caixa do governo em R$ 46 bilhões no próximo ano. O valor já está incluso à estimativa de receita de R$ 2,7 trilhões prevista no projeto de lei do Orçamento Geral da União de 2024, encaminhado ao Congresso no fim de agosto. As informações são da Agência Brasil.

 

A Dívida Ativa da União representa os débitos de contribuintes que deixaram de ser cobrados administrativamente pela Receita Federal e passaram a ser executados na Justiça pela PGFN. Dos R$ 46 bilhões previstos para serem recuperados, R$ 12 bilhões virão do novo mecanismo de transação tributária em contenciosos, inserido na nova lei que reformulou o sistema de votação do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

 

Criada em 2020 para ajudar empresas afetadas pela pandemia da covid-19, a transação tributária permite que o contribuinte renegocie débitos – tanto com a Receita Federal como com a PGFN – com descontos nos juros e nas multas. A adesão ao programa, no entanto, depende do pagamento de uma entrada e da análise da capacidade de pagamento do devedor, com o governo propondo um plano de pagamento das parcelas. A lei do novo Carf concedeu mais incentivos para tornar esse tipo de mecanismo mais atrativo aos contribuintes.

 

Além dos R$ 12 bilhões de débitos inscritos em dívida ativa, o projeto do Orçamento de 2024 prevê a recuperação de R$ 30,1 bilhões em dívidas com a Receita Federal. O governo conta com o dinheiro para aumentar as receitas em R$ 168 bilhões e tentar zerar o déficit primário no próximo ano, como estabelecido no novo arcabouço fiscal.

 

Segundo a PGFN, a transação tributária está se consolidando como um dos principais instrumentos de recuperação de recursos pelo governo. Para este ano, o órgão tinha estimado em R$ 30 bilhões a receita com a recuperação de débitos inscritos na Dívida Ativa da União. No fim do primeiro semestre, o órgão tinha recuperado R$ 21,9 bilhões, dos quais R$ 10 bilhões vieram de acordos de transação tributária.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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