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A ex-coordenadora de Infraestrutura e Rede Física (CEIRF) da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Poliana Dias Santos, também foi alvo de uma ação de busca e apreensão nesta quarta-feira (2), ao lado do ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) e engenheiro, Sérgio de Oliveira Silva.
Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, a advogada era responsável pelas obras e projetos de modernização de prédios vinculados à SSP-BA, por meio da gestão de ações de planejamento, licitações, contratos e execução de obras de reestruturação das forças de segurança da Bahia.
A ação contra Poliana ocorre no âmbito da operação contra a empresa Pejota Construções e Terraplanagem Ltda. Na última segunda-feira (31), a ação foi realizada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco). A Polícia Civil (PC-BA) cumpriu um mandado de busca e apreensão contra os proprietários da Pejota por possíveis crimes na cidade de Feira de Santana.
A ligação da servidora com o caso é devido a sua passagem pela Conder durante o período da gestão de Sérgio Silva, até 2021. Caso opte por colaborar ativamente com a investigação, a coordenadora pode apresentar uma delação premiada sobre as ações da Conder em relação a Pejota.
Uma reportagem do Bahia Notícias mostrou que a Pejota Construções e Terraplanagem obteve contratos de mais de R$ 282,74 milhões com o Governo do Estado entre os anos de 2017 e 2021.
As informações apuradas pelo Bahia Notícias no Portal da Transparência demonstram que, especificamente, durante as gestões do petista como secretário de pastas do governo do estado, um montante de R$ 232,51 milhões foi desembolsado pelo Executivo estadual para a Pejota - cerca de 82% do total destinado desde 2017 no pagamento de serviços prestados pela firma. (Atualizada às 14h28 para corrigir que Poliana Dias Santos era coordenadora e já não ocupa mais a função na SSP-BA)
Confira a nota na íntegra:
A Sra. Poliana Dias Santos, diante da publicação de notícia que, além de apresentar informações desatualizadas acerca de sua situação funcional, a vincula a uma suposta possibilidade de celebração de acordo de colaboração premiada, vem a público prestar os seguintes esclarecimentos.
Em primeiro lugar, Poliana recebeu com surpresa e indignação a notícia da investigação e da medida de busca e apreensão realizada no dia 31 de agosto de 2026. Sua defesa técnica acompanhará atentamente o procedimento e, tão logo tenha acesso integral aos elementos que fundamentaram a medida, adotará todas as providências necessárias ao esclarecimento dos fatos, com a confiança de que eventuais inconsistências serão devidamente demonstradas no exercício do contraditório e da ampla defesa.
É necessário esclarecer, ainda, que não corresponde à realidade qualquer especulação acerca da realização de delação ou colaboração premiada por Poliana Dias Santos. Não houve, por parte dela ou de sua defesa, qualquer manifestação, iniciativa ou tratativa nesse sentido.
Cumpre esclarecer também que Poliana Dias Santos não exerce atualmente a função de coordenadora da Coordenação Executiva de Infraestrutura da Rede Física (CEIRF) da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), tampouco ocupa qualquer outro cargo ou função pública ou integra atualmente os quadros do serviço público. As referências feitas na matéria dizem respeito a funções por ela exercidas no passado e não refletem sua atual situação profissional.
De todo modo, o simples fato de ter exercido, anteriormente, funções públicas não autoriza conclusões antecipadas acerca de sua participação em eventuais irregularidades, muito menos permite atribuir-lhe responsabilidade penal com fundamento exclusivamente nos cargos ou funções que desempenhou.
Poliana Dias Santos reafirma sua absoluta disposição em colaborar com o regular esclarecimento dos fatos pelos meios legalmente previstos, confiante de que o adequado exame das circunstâncias e dos elementos relacionados às imputações será suficiente para demonstrar sua posição e esclarecer, em seu devido tempo, os fatos que lhe são atribuídos.
Nesse contexto, repudia de forma expressa as especulações acerca de uma suposta delação ou colaboração premiada, jamais por ela cogitada, proposta ou anunciada, bem como ressalta a necessidade de que informações relativas à sua situação funcional sejam veiculadas de forma atualizada e precisa.
Por fim, confia no trabalho das instituições e está segura de que, ao término das apurações, os fatos serão devidamente esclarecidos e a verdade prevalecerá.
(Atualizado às 18h11 com a nota da defesa de Poliana na íntegra)
A Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) na Bahia formalizou dois novos contratos de manutenção rodoviária que somam mais de R$ 100 milhões. Os contratos têm início nesta sexta-feira (28) com previsão de ser encerrados em abril de 2029.
Segundo o Dnit, as ações visam a recuperação de trechos da BR-110 e BR-324, no estado. Na primeira as obras devem ser feitas em 113,8 quilômetros.
O contrato, firmado com a empresa CBV Construtora Ltda, prevê a execução de serviços de manutenção entre a ponte sobre o Rio São Francisco [divisa da Bahia com Alagoas] e o entroncamento com a BA-392, em Antas, no Nordeste baiano. O valor pago será de R$ 52 milhões.
Já o segundo trecho a ter manutenção fica na BR-324 e compreende 61,10 km. O contrato, assinado com a Pejota Construções Ltda, contempla serviços de manutenção no trecho entre a BA-420 [acesso a Santo Amaro, no Recôncavo] e Salvador. O valor pago será de R$ 49,9 milhões.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar a aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo Alban, a medida representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos.