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A torcida por Bahia e Flamengo entrou na manifestação de Caetano Veloso contra as bets. Em vídeo publicado no Instagram, o cantor e compositor reafirmou sua ligação com os dois clubes e se posicionou contra as empresas de apostas.
Na gravação, o artista acompanha a apresentação de peças que associam os escudos das equipes à oposição às bets. “Aqui no Rio, eu sou Flamengo e sou contra as bets”, afirmou. Veja a publicação abaixo:
Durante a conversa, Caetano é questionado sobre qual das duas imagens escolheria se pudesse compartilhar apenas uma. A pergunta dá lugar a uma brincadeira sobre sua preferência entre os clubes. Ao final do vídeo, o cantor reforça: “Eu sou Bahia e sou contra as bets”.
Na legenda, o compositor também lembra que o futebol brasileiro já existia antes das empresas de apostas e reafirma sua posição contrária ao setor.
A publicação ocorre em meio à mobilização de clubes e federações em defesa do mercado regulamentado de apostas. O manifesto divulgado pelas entidades sustenta que mudanças abruptas nas regras poderiam comprometer receitas e investimentos no esporte. O documento reconhece os impactos sociais das apostas, mas defende o reforço da fiscalização, da prevenção e da proteção aos consumidores. Confira o manifesto.
Na Bahia, a Federação Bahiana de Futebol (FBF), o Feira FC e o Vitória aderiram à mobilização. O Flamengo também está entre os participantes. Conforme noticiado pelo Bahia Notícias, até a manhã desta sexta-feira (18), o Bahia não havia divulgado posicionamento semelhante nos canais oficiais consultados.
Os clubes participantes do Super Mundial de Clubes só poderão exibir o patrocinador máster em seus uniformes durante as partidas do torneio. A restrição segue o padrão adotado em outras competições organizadas pela FIFA, que busca evitar conflitos com as marcas parceiras do evento.
O Brasil vai ser representado por Botafogo, Flamengo, Fluminense e Palmeiras, cujos patrocinadores principais são, respectivamente, VBet, Flabet, Superbet e Sportingbet. Apesar da limitação, os uniformes seguirão com os logotipos das fornecedoras de material esportivo.
Até o momento, a FIFA confirmou quatro patrocinadores oficiais para o torneio: Bank of America, Hisense, AB InBev e Coca-Cola. A joalheria Tiffany & Co também foi anunciada como responsável pelo design do novo troféu.
Segundo o portal The Athletic, a entidade planeja fechar até 10 acordos de patrocínio, com valores a partir de US$ 100 milhões por contrato (cerca de R$ 587 milhões). Com o torneio marcado para os Estados Unidos, a FIFA aposta na audiência global e no mercado norte-americano para atrair grandes empresas e fortalecer a competição comercialmente.
Uma das personalidades mais emblemáticas do Carnaval de Salvador, Vovô do Ilê, comentou, nesta sexta-feira (14), sobre um dos pontos que ainda permeiam os blocos afros da Bahia: patrocínios. Questionado pelo Bahia Notícias sobre uma possível melhora no recebimento dos apoios, o presidente do bloco Ilê Aiyê, oriundo da Liberdade e do Curuzu, analisou que houve um avanço nos auxílios de empresas.
No entanto, o porta-voz revelou que, apesar da evolução, a entidade ainda não se sente contemplada, e que as empresas patrocinadoras visualizaram o retorno possível com as bandas afros.
“Tem melhorado, não me sinto contemplado ainda, mas tem melhorado. Agora é uma busca constante. O pessoal que trabalha com a gente, Caderno 2, viagens. Então, nós estamos sempre em busca porque o pessoal sempre acha que é muito dinheiro quando é para bloco afro. Mas eles estão vendo o retorno para blocos como Olodum, Ilê, que viajam muito, que estão levando a marca deles”, disse Vovô durante o lançamento da Noite da Beleza Negra, na Senzala do Barro Preto.
O diretor apontou ainda que a agremiação ultrapassa o período carnavalesco, e que também necessita de um apoio constante dessas organizações.
“Então eles estão começando a ver, porque eu falo muito que eles [empresas patrocinadores], antes de serem capitalistas, eles são racistas, não querem juntar a marca deles com a negrada. E também, por outro lado, nós, negros, não temos aqui a cultura de boicotar [o mercado local]. Aqui tem esses mercados que todo mundo vai lá e compra, se não botar, se não der [patrocínio]", indicou.
Atualizada as 12h42
Projetos culturais do Brasil podem precisar se readequar caso novos cortes de patrocínios, além dos que já foram anunciados por empresas estatais, aconteçam. O site G1 entrou em contato com oito das principais empresas estatais que patrocinam a cultura para entender de que maneira os cortes de patrocínio podem afetar a produção e o consumo de cultura.
A Petrobras, BNDES, Correios e Caixa afirmaram que estão sendo revisados os contratos vigentes e as políticas de patrocínio. Diferente dos anos anteriores, o orçamento para cultura e novos projetos apoiados em 2019 ainda não foi divulgado. Normalmente, nessa época, isso costumava já ter sido feito.
O Banco do Brasil disse que o seu principal investimento serão os quatro Centros Culturais com R$ 43 milhões investidos, mesmo valor de 2018. Já a Eletrobras pretende lançar dois editais para selecionar projetos culturais e esportivos. O patrocínio, como já acontece, será de forma direta.
O Banco da Amazônia, que foca em projetos locais, negou cortes e informou que houve um "incremento de cerca de 10% em relação ao exercício anterior". E o Banco do Nordeste afirmou que a prioridade no investimento será para o "setor produtivo, que possa contribuir para alavancagem dos negócios, como feiras e exposições".
Os principais projetos culturais patrocinados por empresas estatais nos últimos 5 anos foram a Festa Literária Internacional de Paraty, pela Petrobras e BNDES; a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, pela Petrobras; o Centro Cultural Banco do Brasil, pelo Banco do Brasil; o Festival Folclórico de Parintins, pela Eletrobras; Festival de Cinema de Gramado, pelo BNDES; e o Festival do Rio, pelo BNDES.
BOLSONARO E A CULTURA
Jair Bolsonaro (PSL), durante sua campanha eleitoral, criticou o uso de recursos públicos para financiamento de projetos de arte e cultura, com foco na Lei Rouanet. A questão mais criticada pelo candidato era a captação de recursos por artistas famosos.
"Incentivos à cultura permanecerão, mas para artistas talentosos, que estão iniciando suas carreiras e não possuem estrutura. O que acabará são os milhões do dinheiro público financiando 'famosos' sob falso argumento de incentivo cultural, mas que só compram apoio! Isso terá fim".
Após ser eleito, Bolsonaro voltou a falar sobre o assunto. "Reconheço o valor da cultura e a necessidade de incentivá-la, mas isso não deve estar a cargo de uma petrolífera estatal. A soma dos patrocínios dos últimos anos passa de R$ 3 bilhões. Determinei a reavaliação dos contratos", escreveu o presidente em uma rede social.
PETROBRAS RESPONDE
De acordo com a assessoria da Petrobras, a empresa modifica sua política de patrocínios segundo o novo posicionamento de marca, com foco em ciência e tecnologia e educação, principalmente infantil.
Em 2018, a Petrobras investiu em 28 projetos relacionados à música, cinema, teatro e circo. Entre esses, 18 contratos ainda estão vigentes, com datas de término entre 2019 e 2020. Porém, ainda não existe uma definição sobre a continuidade do apoio.
Segundo a assessoria, ainda não há um parecer sobre a continuação do apoio aos festivais de cinema. A empresa é a principal apoiadora desses festivais, como Festival de Brasília, do Rio e de Vitória.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas, a de livrar o mundo, a humanidade, do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa. Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exército, nem arsenais, nunca foi tão pequena".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao discursar na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Lula falou de sua indignação diante de um cenário internacional conturbado, e disse que a ONU está falhando em evitar as guerras, mortes e destruição.