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Artigos

Vinicius Assis
O Brasil dos juros altos e os impactos silenciosos na economia da Bahia
Foto: Divulgação

O Brasil dos juros altos e os impactos silenciosos na economia da Bahia

Enquanto grande parte do mercado celebra as taxas históricas oferecidas pelo Tesouro Direto, existe uma discussão que precisa ir além da rentabilidade dos investimentos. Quando títulos públicos passam a pagar perto de IPCA + 8,2% ao ano, estamos diante de um fenômeno que beneficia investidores, mas que também produz efeitos relevantes sobre a economia real.

Multimídia

Vereador Randerson Leal fala sobre autoria do projeto da faixa azul na Bonocô: “Quando o filho é bonito, todo mundo quer ser pai”

Vereador Randerson Leal fala sobre autoria do projeto da faixa azul na Bonocô: “Quando o filho é bonito, todo mundo quer ser pai”
Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (13), o vereador Randerson Leal (PDT), ao ser questionado a respeito das diferentes versões sobre a autoria da faixa exclusiva para motocicletas na Avenida Bonocô, assegurou que a lei é sua e pontuou planos futuros.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

patrimonio imaterial do estado da bahia

“Amor, saudade e traição”: Arrocha pode ser reconhecido como Patrimônio Imaterial do Estado da Bahia
Fotos: Divulgação | Montagem do Bahia Notícias

O fenômeno musical que se tornou o arrocha era inimaginável para os seus criadores no final dos anos 90, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Cada vez mais incorporado ao maior Carnaval do mundo e também ultrapassando as barreiras regionais, o ritmo que vem conquistando o país pode ganhar um importante reconhecimento, se tornando Patrimônio Imaterial do Estado da Bahia.

 

O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) apresentou um Projeto de Lei (PL) para que o ritmo baiano seja reconhecido como Patrimônio Imaterial pela sua “relevância histórica, social e cultural”. A proposta foi enviada à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nesta quinta-feira (14) e ainda passará por análise das comissões temáticas antes de ser votada em plenário.

 

Na justificativa, o parlamentar exalta alguns dos fundadores do arrocha, como as rainhas do gênero, Nara Costa e Nira Guerreira, a banda Asas Livres e os cantores Pablo, e Silvanno Salles, Segundo Hilton, os artistas foram responsáveis por difundir a cultura baiana por todo país, como letras que falaram de “amor, saudade e traição”.

 

“Apesar de inicialmente não contar com a cobertura da grande indústria fonográfica, o Arrocha se espalhou por meio de produções independentes, CDs informais e apresentações em praças públicas, conquistando rapidamente seu espaço popular. Artistas como Nara Costa, Pablo (Asas Livres), Tayrone, Silvano Salles e Nira Guerreira ajudaram a projetar o ritmo em toda Bahia, no Nordeste e no país, embalando multidões com letras que falam de amor, saudade, traição e ‘sofrência’, que virou marca do gênero”, disse o deputado.

 

Hilton destaca que o arrocha também possui influência no empoderamento cultural e a atividade econômica do estado. Para o parlamentar, o reconhecimento serviria para valorizar um estilo musical que “nasceu das bases populares”.

 

“O Arrocha é de grande importância para o empoderamento cultural e econômico na Bahia, gerando emprego, movimentando espaços de lazer e fortalecendo a identidade local. Reconhecê-lo como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia significa valorizar uma expressão musical que nasceu das bases populares e segue pulsante, reinventando-se e influenciando outros estilos musicais”, ressaltou Hilton.

 

O ARROCHA
De acordo como o professor, doutor e mestre em Etnomusicologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Aaron Lopes, o arrocha é descendente musical do bolero, ritmo de origem cubana que era muito reproduzido no estado desde o início do século 20 nas festas de seresta e boêmia.

 

“O arrocha surge como uma variação de estilização do bolero, a partir de variação rítmica, novas sonoridades e repertório fundamentalmente romântico”, diz o professor.

 

A pesquisadora, Dayanne Souza Figueiredo, da Universidade Federal da Sergipe (UFS), aponta que a origem do ritmo foi no município de Candeias, localizado na RMS, entre o final dos anos 90 e inícios dos anos 2000, durante as festas de seresta na cidade. Segundo ela, o arrocha possui fortes raízes periféricas, o que explica, a priori, a rejeição que o gênero enfrentou durante seus primeiros anos.

 

“A relação entre o arrocha e o preconceito se manifesta, inclusive, nos comentários de redes sociais. Como exemplo, cito uma publicação na página do programa ‘Música Boa Ao Vivo’, no Facebook, que anunciava a participação do cantor Pablo com a banda Aviões do Forró e a dupla sertaneja Zezé di Camargo & Luciano. Nos comentários dessa publicação, havia a pergunta: ‘Mas onde está a música boa?’. Essas críticas podem ser simplesmente consideradas como opiniões pessoais sobre gosto musical? A associação entre o arrocha, o brega e o funk vai além de semelhanças históricas. As críticas a esses ritmos denotam algo mais do que apenas preferências musicais subjetivas, sugerindo a presença de preconceito”, questiona Dayanne na pesquisa “Arrocha: O ‘novo’ ritmo nordestino - uma discussão sobre desvalorização social”.

 

Atualmente o gênero conta com a ascensão de novos nomes, como o caso dos sergipanos Natazinho Lima, Nadson O Ferinha e Simone Morena. Mas calma, na Bahia ainda temos os pioneiros Pablo e Silvanno Sales, além do surgimento de Theuzinho, Toque Dez, Kart Love Thiago Aquino, Anna Catarina, Raquel dos Teclados e uma infinidade de artistas para “arrochar”.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Vem aí a estreia das campanhas políticas de 2026, mas, antes de conhecer o elenco, é preciso entender o enredo. Aqui na Bahia, os ventos bons parecem mudar de lado. É o que prova a relação de Card e Pernambucano estar mais tranquila que a de Galego e Correria. Mas ninguém vive mais leve atualmente do que Ottinho - ou mais pesado, a depender do ponto de vista. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Flora Gil

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Foto: Instagram

"Foi um descanso pra ela". 

 

Disse a empresária Flora Gil, madrasta de Preta Gil, ao comentar sobre sobre a artista nesta segunda-feira (20), data em que marca 1 ano da morte da cantora em decorrência de complicações do câncer.

Podcast

Projeto Prisma entrevista o deputado federal Elmar Nascimento nesta segunda

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O deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (20). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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