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Artigos

Fatima Suarez
A dança como território de liberdade e transformação social
Foto: Ives Padilha/ Divulgação

A dança como território de liberdade e transformação social

Muitas vezes a dança é vista apenas como expressão artística, mas a verdade é que ela é, antes de tudo, um poderoso instrumento de transformação social.  O corpo que dança é um corpo que conquista sua própria voz. O movimento fortalece a disciplina, desenvolve a autoconfiança, cuida da saúde mental, promove a inclusão e resgata a cidadania em comunidades vulneráveis. 

Multimídia

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes

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Durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do projeto Vota BN, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que o Senado Federal não pode atuar como um "puxadinho" do Poder Executivo e declarou que não pretende exercer um mandato "chapa-branca" para o governo de plantão.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

patrimonio imaterial do estado da bahia

“Amor, saudade e traição”: Arrocha pode ser reconhecido como Patrimônio Imaterial do Estado da Bahia
Fotos: Divulgação | Montagem do Bahia Notícias

O fenômeno musical que se tornou o arrocha era inimaginável para os seus criadores no final dos anos 90, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Cada vez mais incorporado ao maior Carnaval do mundo e também ultrapassando as barreiras regionais, o ritmo que vem conquistando o país pode ganhar um importante reconhecimento, se tornando Patrimônio Imaterial do Estado da Bahia.

 

O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) apresentou um Projeto de Lei (PL) para que o ritmo baiano seja reconhecido como Patrimônio Imaterial pela sua “relevância histórica, social e cultural”. A proposta foi enviada à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nesta quinta-feira (14) e ainda passará por análise das comissões temáticas antes de ser votada em plenário.

 

Na justificativa, o parlamentar exalta alguns dos fundadores do arrocha, como as rainhas do gênero, Nara Costa e Nira Guerreira, a banda Asas Livres e os cantores Pablo, e Silvanno Salles, Segundo Hilton, os artistas foram responsáveis por difundir a cultura baiana por todo país, como letras que falaram de “amor, saudade e traição”.

 

“Apesar de inicialmente não contar com a cobertura da grande indústria fonográfica, o Arrocha se espalhou por meio de produções independentes, CDs informais e apresentações em praças públicas, conquistando rapidamente seu espaço popular. Artistas como Nara Costa, Pablo (Asas Livres), Tayrone, Silvano Salles e Nira Guerreira ajudaram a projetar o ritmo em toda Bahia, no Nordeste e no país, embalando multidões com letras que falam de amor, saudade, traição e ‘sofrência’, que virou marca do gênero”, disse o deputado.

 

Hilton destaca que o arrocha também possui influência no empoderamento cultural e a atividade econômica do estado. Para o parlamentar, o reconhecimento serviria para valorizar um estilo musical que “nasceu das bases populares”.

 

“O Arrocha é de grande importância para o empoderamento cultural e econômico na Bahia, gerando emprego, movimentando espaços de lazer e fortalecendo a identidade local. Reconhecê-lo como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia significa valorizar uma expressão musical que nasceu das bases populares e segue pulsante, reinventando-se e influenciando outros estilos musicais”, ressaltou Hilton.

 

O ARROCHA
De acordo como o professor, doutor e mestre em Etnomusicologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Aaron Lopes, o arrocha é descendente musical do bolero, ritmo de origem cubana que era muito reproduzido no estado desde o início do século 20 nas festas de seresta e boêmia.

 

“O arrocha surge como uma variação de estilização do bolero, a partir de variação rítmica, novas sonoridades e repertório fundamentalmente romântico”, diz o professor.

 

A pesquisadora, Dayanne Souza Figueiredo, da Universidade Federal da Sergipe (UFS), aponta que a origem do ritmo foi no município de Candeias, localizado na RMS, entre o final dos anos 90 e inícios dos anos 2000, durante as festas de seresta na cidade. Segundo ela, o arrocha possui fortes raízes periféricas, o que explica, a priori, a rejeição que o gênero enfrentou durante seus primeiros anos.

 

“A relação entre o arrocha e o preconceito se manifesta, inclusive, nos comentários de redes sociais. Como exemplo, cito uma publicação na página do programa ‘Música Boa Ao Vivo’, no Facebook, que anunciava a participação do cantor Pablo com a banda Aviões do Forró e a dupla sertaneja Zezé di Camargo & Luciano. Nos comentários dessa publicação, havia a pergunta: ‘Mas onde está a música boa?’. Essas críticas podem ser simplesmente consideradas como opiniões pessoais sobre gosto musical? A associação entre o arrocha, o brega e o funk vai além de semelhanças históricas. As críticas a esses ritmos denotam algo mais do que apenas preferências musicais subjetivas, sugerindo a presença de preconceito”, questiona Dayanne na pesquisa “Arrocha: O ‘novo’ ritmo nordestino - uma discussão sobre desvalorização social”.

 

Atualmente o gênero conta com a ascensão de novos nomes, como o caso dos sergipanos Natazinho Lima, Nadson O Ferinha e Simone Morena. Mas calma, na Bahia ainda temos os pioneiros Pablo e Silvanno Sales, além do surgimento de Theuzinho, Toque Dez, Kart Love Thiago Aquino, Anna Catarina, Raquel dos Teclados e uma infinidade de artistas para “arrochar”.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Fico me perguntando onde o povo tá ganhando voto no shopping, ou em corrida de rua. Porque ir pro interior atravessando os buracos da BR ou pegando fila no ferry ninguém quer. Aí depois é culpa do mundo. Mas pior mesmo é Tente Outra Vez, que gasta sola de sapato e ainda leva bola nas costas da própria equipe. Enquanto isso, AlôPrates busca convites pra caruru. Alguém se habilita? Saiba mais!

Pérolas do Dia

Ricardo Alban

Ricardo Alban
Foto: Gabriel Pinheiro / CNI

"A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro". 


Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar a aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo Alban, a medida representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos.

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal Angelo Coronel (Republicanos) nesta segunda

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Senado e ao Governo do Estado.

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