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Artigos

Ângelo Pitombo
O novo marco na relação Fisco-Contribuinte
Foto: Divulgação

O novo marco na relação Fisco-Contribuinte

Em meio a um contencioso tributário que, somadas as esferas administrativa e judicial, já ultrapassa R$ 5 trilhões, cenário que revela profunda insegurança jurídica e persistentes divergências na interpretação das normas, o Brasil convive, há décadas, com um ambiente de elevada litigiosidade fiscal. É nesse contexto que a Lei Complementar nº 225/2026, ao instituir o Código de Defesa do Contribuinte, surge como medida estruturante destinada a enfrentar e atenuar esse quadro, promovendo maior equilíbrio, previsibilidade e racionalidade na relação entre Fisco e sociedade.

Multimídia

Jerônimo garante que chapa não está definida apesar de fala de Wagner

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Durante entrevista ao Projeto Prisma, no Bahia Notícias, nesta quinta-feira (26), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) negou que a chapa majoritária para as eleições deste ano já esteja definida. A declaração chega após o senador Jaques Wagner (PT) anunciar a chapa majoritária completa da base governista para a disputa das eleições de 2026.

Entrevistas

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”

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Foto: Fernando Vivas/GOVBA
Florence foi eleito a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2010, tendo assumido quatro legislaturas em Brasília, desde então.

patrimonio imaterial do estado da bahia

“Amor, saudade e traição”: Arrocha pode ser reconhecido como Patrimônio Imaterial do Estado da Bahia
Fotos: Divulgação | Montagem do Bahia Notícias

O fenômeno musical que se tornou o arrocha era inimaginável para os seus criadores no final dos anos 90, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Cada vez mais incorporado ao maior Carnaval do mundo e também ultrapassando as barreiras regionais, o ritmo que vem conquistando o país pode ganhar um importante reconhecimento, se tornando Patrimônio Imaterial do Estado da Bahia.

 

O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) apresentou um Projeto de Lei (PL) para que o ritmo baiano seja reconhecido como Patrimônio Imaterial pela sua “relevância histórica, social e cultural”. A proposta foi enviada à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nesta quinta-feira (14) e ainda passará por análise das comissões temáticas antes de ser votada em plenário.

 

Na justificativa, o parlamentar exalta alguns dos fundadores do arrocha, como as rainhas do gênero, Nara Costa e Nira Guerreira, a banda Asas Livres e os cantores Pablo, e Silvanno Salles, Segundo Hilton, os artistas foram responsáveis por difundir a cultura baiana por todo país, como letras que falaram de “amor, saudade e traição”.

 

“Apesar de inicialmente não contar com a cobertura da grande indústria fonográfica, o Arrocha se espalhou por meio de produções independentes, CDs informais e apresentações em praças públicas, conquistando rapidamente seu espaço popular. Artistas como Nara Costa, Pablo (Asas Livres), Tayrone, Silvano Salles e Nira Guerreira ajudaram a projetar o ritmo em toda Bahia, no Nordeste e no país, embalando multidões com letras que falam de amor, saudade, traição e ‘sofrência’, que virou marca do gênero”, disse o deputado.

 

Hilton destaca que o arrocha também possui influência no empoderamento cultural e a atividade econômica do estado. Para o parlamentar, o reconhecimento serviria para valorizar um estilo musical que “nasceu das bases populares”.

 

“O Arrocha é de grande importância para o empoderamento cultural e econômico na Bahia, gerando emprego, movimentando espaços de lazer e fortalecendo a identidade local. Reconhecê-lo como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia significa valorizar uma expressão musical que nasceu das bases populares e segue pulsante, reinventando-se e influenciando outros estilos musicais”, ressaltou Hilton.

 

O ARROCHA
De acordo como o professor, doutor e mestre em Etnomusicologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Aaron Lopes, o arrocha é descendente musical do bolero, ritmo de origem cubana que era muito reproduzido no estado desde o início do século 20 nas festas de seresta e boêmia.

 

“O arrocha surge como uma variação de estilização do bolero, a partir de variação rítmica, novas sonoridades e repertório fundamentalmente romântico”, diz o professor.

 

A pesquisadora, Dayanne Souza Figueiredo, da Universidade Federal da Sergipe (UFS), aponta que a origem do ritmo foi no município de Candeias, localizado na RMS, entre o final dos anos 90 e inícios dos anos 2000, durante as festas de seresta na cidade. Segundo ela, o arrocha possui fortes raízes periféricas, o que explica, a priori, a rejeição que o gênero enfrentou durante seus primeiros anos.

 

“A relação entre o arrocha e o preconceito se manifesta, inclusive, nos comentários de redes sociais. Como exemplo, cito uma publicação na página do programa ‘Música Boa Ao Vivo’, no Facebook, que anunciava a participação do cantor Pablo com a banda Aviões do Forró e a dupla sertaneja Zezé di Camargo & Luciano. Nos comentários dessa publicação, havia a pergunta: ‘Mas onde está a música boa?’. Essas críticas podem ser simplesmente consideradas como opiniões pessoais sobre gosto musical? A associação entre o arrocha, o brega e o funk vai além de semelhanças históricas. As críticas a esses ritmos denotam algo mais do que apenas preferências musicais subjetivas, sugerindo a presença de preconceito”, questiona Dayanne na pesquisa “Arrocha: O ‘novo’ ritmo nordestino - uma discussão sobre desvalorização social”.

 

Atualmente o gênero conta com a ascensão de novos nomes, como o caso dos sergipanos Natazinho Lima, Nadson O Ferinha e Simone Morena. Mas calma, na Bahia ainda temos os pioneiros Pablo e Silvanno Sales, além do surgimento de Theuzinho, Toque Dez, Kart Love Thiago Aquino, Anna Catarina, Raquel dos Teclados e uma infinidade de artistas para “arrochar”.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Lero tentou arriscar, mas o tiro saiu pela culatra. Enquanto isso, parece que só o Cacique ainda tenta sustentar o discurso de chapa do amor. O Galego já parece mais interessado em Harry, enquanto o Correria teve que engolir um elogio pro Cacique. No fim das contas, o povo tem que lembrar que toda aposta tem um vencedor e um perdedor. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Luiz Inácio Lula da Silva

Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: José Cruz/Agência Brasil

"Cuba não está passando fome porque não sabe produzir, porque não sabe construir sua energia. Cuba está passando fome porque não querem que Cuba tenha o que todo mundo deveria ter direito". 

 

Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao afirmar que a crise alimentar em Cuba não é resultado de incapacidade produtiva, mas consequência de decisões políticas que, segundo ele, impedem a ilha de ter acesso ao que deveria ser um direito básico.


 

Podcast

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O deputado federal Leo Prates (PDT) é o entrevistado do Projeto Prisma na próxima segunda-feira (2). O programa é exibido ao vivo no YouTube do Bahia Notícias a partir das 16h.

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