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A tradicional Festa do Nosso Senhor Bom Jesus do Bonfim, símbolo da identidade e da fé baiana, deu mais um passo na busca para manter o título de Patrimônio Cultural do Brasil. A festa foi registrada no Livro das Celebrações no dia 5 de junho de 2013, e na época, o título destacou sua relevância para a história e a diversidade cultural do país.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) publicou o Parecer Técnico que avalia as transformações do festejo nos últimos anos e recomenda a revalidação do título, destacando que a Festa do Bonfim soube se adaptar aos novos tempos sem perder sua essência.
Entre os pontos apresentados pelo parecer estão o uso estratégico das redes sociais e as transmissões online de missas e novenas aproximaram o público que não pode estar presente fisicamente; a atuação da Polícia Civil, com inteligência preventiva e câmeras de monitoramento, resultou na diminuição da violência durante o famoso Cortejo da Lavagem; e o combate ao preconceito e à intolerância contra as religiões de matriz afro-brasileira, fortalecendo o caráter sincretista da festa.
No documento, o Iphan ainda faz um alerta para o esvaziamento de algumas manifestações culturais que historicamente faziam parte do cenário da festa, como o clássico cortejo de jegues e carroças enfeitadas, e o desfile de grupos tradicionais como os Ternos de Reis, Mascarados, Burrinhas e o Bumba-meu-boi.
Outro ponto citado pelo instituto foram os problemas urbanos relatados pelos fiéis, como a escassez de transporte público nos dias de festa e o uso político do evento por autoridades locais.
O Iphan defende a urgência de um Plano de Salvaguarda focado nas populações mais vulneráveis do festejo como as baianas de acarajé e as barraqueiras. Para a classe, o órgão sugere a criação de uma ajuda de custo para despesas com transporte e a confecção de suas tradicionais indumentárias, além de um fórum permanente de debates.
Já para as barraqueiras, a proposta é integrá-las ao comitê gestor da festa e abrir linhas de financiamento específicas para a compra e montagem de equipamentos modernos. É proposto também ações de Educação Patrimonial nas escolas baianas e a criação de um grupo de trabalho unindo IPHAN, IPAC e Fundação Gregório de Matos.
A população pode analisar o parecer e enviar sugestões ou manifestações ao IPHAN pelos próximos 30 dias.
A Ciranda do Nordeste foi reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil. A decisão foi tomada na manhã desta terça-feira (31), em reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Agora o Brasil tem em sua lista 50 bens registrados como patrimônio imaterial.
A Ciranda do Nordeste é uma manifestação cultural que une música e poesia para embalar uma dança de roda, elemento central de sua expressão. Possui singularidades estéticas, poéticas e musicais que a diferenciam de outras modalidades de Ciranda praticadas no Brasil, como o baile popular de Paraty.
“Com mais um registro, reconhecemos a relevância da Ciranda do Nordeste em âmbito nacional, na medida em que aporta elementos importantes para a memória, identidade e grupos formadores da sociedade brasileira”, declarou a presidente do Iphan, Larissa Peixoto. “Os saberes, modos de fazer e valores dessa expressão coletiva estão sendo constantemente reiterados, transformados e atualizados, o que constitui uma tradição vital enquanto canal de expressão e fortalecimento de laços de pertencimento”, completou.
Durante a 97ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, órgão colegiado composto por representantes de instituições públicas e privadas, bem como por representantes da sociedade civil, foi apresentado parecer do pedido de registro da Ciranda do Nordeste. Por unanimidade, o conselho decidiu pelo reconhecimento do bem como Patrimônio Cultural do Brasil, sendo inscrito no Livro de Registro das Celebrações.
Em reunião realizada nesta quinta-feira (13), em Brasília (clique aqui e saiba mais), o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), aprovou por unanimidade o registro do Bembé do Mercado como Patrimônio Cultural do Brasil.
“Estamos aqui cobertas de emoção. Esse é um momento histórico que a Bahia está vivendo, que o Brasil está vivendo, e a cidade de Santo Amaro também vive. Nós aqui estamos celebrando o momento histórico e de reparação. Pela primeira vez uma celebração de matriz africana entra no livro de registro e celebrações no Brasil. Então, pra nós, para a Bahia, é motivo de muita alegria esse reconhecimento do Bembé do Mercado”, comentou a secretária de Cultura da Bahia, Arany Santana, que representou o governador Rui Costa no evento.

Bembé do Mercado é realizado no dia 13 de maio em Santo Amaro, no Recôncavo baiano | Foto: Jamile Amine / Bahia Notícias
Também presente em Brasília, a secretária de Promoção da Igualdade Racial, Fabya Reis, salientou a importância do registro, dentro do âmbito da sua pasta, destacando a “capacidade do Bembé do Mercado dialogar interreligiosamente”. Segundo ela, esta tradicional manifestação cultural baiana tem a capacidade de transmitir uma “mensagem de respeito à diversidade, à nossa cultura, e à manifestação, ao direito constitucional de crença”, que está alinhada com as políticas públicas do governo da Bahia, no combate à intolerância religiosa. “Então hoje aqui é enaltecer esses aspectos dessa convivência e desse debate, do respeito interreligioso do Bembé e o próprio reconhecimento da luta da história do povo negro, que resignifica cada vez mais essa resistência por igualdade”, concluiu a titular da Sepromi.
Tombado como Patrimônio Imaterial da Bahia pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), desde 2012, o Bembé do Mercado é realizado há mais de 130 anos em Santo Amaro, no Recôncavo baiano, para celebrar a abolição da escravatura. Considerado o maior candomblé de rua do mundo, esta festa tradicional acontece no dia 13 de maio, reunindo mais de 40 terreiros. Além das celebrações religiosas, o Bembé inclui ainda manifestações culturais como samba de roda e capoeira.
O santo-amarense Caetano Veloso compôs uma canção em homenagem ao Bembé do Mercado:
O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), apresentará, nesta quinta-feira (13), o Dossiê de Registro do Bembé do Mercado – tradicional festa realizada há 130 anos, no dia 13 de maio, em Santo Amaro, no Recôncavo baiano -, que pleiteia a inclusão como Patrimônio Cultural do Brasil.
Durante o evento, que acontece na sede do Iphan, em Brasília, os conselheiros irão avaliar o parecer sobre a celebração afro-brasileira Bembé do Mercado, que teve início em 1889, um ano após a abolição da escravatura, e tem como objetivo rememorar a luta pela liberdade e a resistência dos povos negros, primeiro como escravizados, depois como cidadãos.
O pedido para Registrar a celebração foi apresentado ao Iphan pela Associação Beneficente e Cultural Ilê Axé Ojú Onirè no ano de 2014.“Estou orgulhoso de ver o crescimento dessa celebração já reconhecida tanto pelo município de Santo Amaro quanto pelo Estado da Bahia. Agora esperamos que o reconhecimento seja de todo o Brasil”, diz o presidente da associação, Jose Raimundo Lima Chaves, conhecido como Pai Pote.
Desde 2012, o Bembé do Mercado é reconhecido como patrimônio imaterial pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) (clique aqui e saiba mais).
O terreiro de candomblé Tumba Junsara, que fica no bairro do Engenho Velho de Brotas, em Salvador, foi oficializado como Patrimônio Cultural Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
O local tem quase 100 anos de resistência e representa o legado de religiões de matrizes africanas, como parte da preservação da cultura afro-brasileira, estando entre os mais antigos de tradição angola no Brasil.
Se acordo com o G1, terreiro foi fundado em 1919 pelos irmãos Manoel Rodrigues e Manoel Ciriaco, sendo iniciado em Santo Amaro, no recôncavo. Com o passar dos anos, ele foi trazido para Salvador e mudou de endereço algumas vezes até ser fixado no Engenho Velho de Brotas.
Segundo o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Bruno Tavares, o reconhecimento é importante pois traz um status de proteção ao local. “Não só proteção física do território, mas de permanência desse terreiro no local, e possibilita também investimentos do governo na salvaguarda e preservação desse bem”, afirmou.
Ainda segundo Bruno, o Tumba em destaque por ser um terreiro matriz, que deu origem a outros barracões. “le passa a ter uma posição de destaque à frente dos demais terreiros pelo fato dele ser matricial, que é um dos terreiros matriz, que gerou uma série de outros terreiros espalhados pelo país. Só aqui em Salvador são cadastrados mais de dois mil terreiros”, concluiu o superintendente.
O início da mobilização para o tombamento do terreiro começou há 14 anos. A vitória é celebrada pela mãe de santo Iraildes Maria da Cunha, guardiã das tradições do terreiro. “Para mim foi uma alegria, foi muita emoção. Graças a Deus conseguimos e os inquisses também deu um empurrãozinho para que isso viesse a acontecer”, disse ela.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas, a de livrar o mundo, a humanidade, do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa. Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exército, nem arsenais, nunca foi tão pequena".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao discursar na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Lula falou de sua indignação diante de um cenário internacional conturbado, e disse que a ONU está falhando em evitar as guerras, mortes e destruição.