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patricio abrantes
O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) confirmou a ilegalidade da Concorrência Eletrônica nº 001/2025 da Prefeitura de Brumado, comandada por Fabrício Abrantes (Avante), avaliada em R$ 519,69 mil, referente à contratação da empresa Aguiar Construções Ilimitadas. A decisão foi proferida nesta quarta-feira (20) após relatoria da conselheira Aline Peixoto, que ratificada por unanimidade.
No meio de julho, por meio de medida cautelar, o tribunal já havia determinado a suspensão do certame por conta dos indícios de irregularidades na licitação. A decisão desta quarta, reforçando que o processo apresenta falhas.
As investigações do tribunal apontaram que a Aguiar Construções foi registrada apenas em 17 de setembro de 2024, mas apresentou contratos e atestados técnicos datados de julho de 2023, mais de um ano antes de sua criação legal. Além disso, a empresa apresentou balanço patrimonial apenas do dia de sua fundação, descumprindo a exigência de demonstrações contábeis de um exercício social completo.
“O atestado apresentado informa a execução de serviços em período anterior à existência legal da empresa e ao seu registro no CREA, o que evidencia a impossibilidade de comprovar a efetiva capacidade técnica do contratado”, disse a relatora durante sessão do tribunal.
Segundo o TCM, essas inconsistências configuram indícios de fraude e mostram que a Prefeitura de Brumado pode ter habilitado a empresa sem comprovação adequada de qualificação técnica e financeira. Com isso, o tribunal reforçou a suspensão da licitação até julgamento definitivo do mérito, visando resguardar os cofres públicos.
Conforme a determinação, a obra de urbanização da Avenida Cléio Antônio Diniz, prevista em regime de empreitada global, deverá permanecer paralisada até que as irregularidades sejam devidamente sanadas.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Tânia Scofield
"Na verdade, o que a gente encontra hoje na rua de Salvador é uma faixa de veículo assim, bem acima do necessário. Esse acima do necessário permite inclusive que um carro ultrapasse, porque às vezes tem 3 metros e meio, 3 metros, às vezes 4 metros".
Disse a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, durante entrevista nesta terça-feira (8) ao programa Bahia Notícias no Ar, ao comentar a preocupação de parte dos motoristas com a redução do espaço para os carros nas obras de requalificação da Avenida Lafayette Coutinho, popularmente como Avenida Contorno é uma "percepção um pouco equivocada".