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Artigos

Bernardo Araújo
Os “meninus” do trio
Foto: Acervo pessoal

Os “meninus” do trio

A poucas semanas do início do Carnaval, sempre me pego pensando: qual será a polêmica de 2026? Porque, convenhamos, em Salvador, polêmica carnavalesca não é acidente — é tradição. Todos os anos, essa cidade vocacionada para os serviços e, sobretudo, para a economia criativa, se prepara para a maior festa do planeta. Pelo menos é assim que nós, baianos, gostamos de dizer, misturando exagero e orgulho na mesma dose.

Multimídia

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador
O secretário municipal de Desenvolvimento e Urbanismo, Sosthenes Macedo, afirmou, nesta segunda-feira (26) durante o Projeto prisma, Podcast do Bahia Notícias, que a Sedur vai priorizar eficiência, atração de investimentos e desenvolvimento urbano com impacto social, mesmo diante das críticas da oposição sobre espigões e áreas verdes em Salvador.

Entrevistas

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
Foto: Fernando Vivas/GOVBA
Florence foi eleito a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2010, tendo assumido quatro legislaturas em Brasília, desde então.

paradesporto

Última Clínica do Paradesporto de 2025 acontece neste sábado, no Imbuí; conheça o projeto baiano anual
Foto: Kaique Xavier / Ascom Sudesb

Salvador sedia, neste sábado (20), a última Clínica do Paradesporto de 2025. O evento acontece no Colégio Estadual Rômulo Almeida, no bairro do Imbuí. O projeto, que ocorre desde 2023, entrará em recesso e voltará a ser realizado em 2026 com novidades e ampliações para outros municípios da Bahia.

 

Neste ano, a clínica passou por cidades como Vitória da Conquista, Paulo Afonso, Juazeiro, Itabuna, Porto Seguro, Irecê, Remanso, Ouriçangas, Anguera e Seabra. Em 2024, o projeto havia passado também por Caetité e Senhor do Bonfim.

 


Foto: Kaique Xavier/Ascom Sudesb

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, o coordenador do Núcleo do Paradesporto da Sudesb (Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia), Adelmare Santana, explicou o principal objetivo da clínica, detalhando a importância de levar o projeto para além da capital.

 

"A proposta é interiorizar as ações, levando o conhecimento técnico e prático das modalidades paradesportivas. Com a ida do projeto ao interior, apresentamos os programas já existentes do Governo do Estado que incluem pessoas com deficiência. Esses atletas, através da vivência das modalidades, podem ser inseridos nesses programas e gerar até uma nova fonte de renda para a família. Às vezes, a informação não chega na ponta do estado por ele ser muito grande. Nossa missão é formar profissionais, orientar familiares e ampliar a participação da pessoa com deficiência no esporte", afirmou o gestor.

 

A última edição do ano terá uma programação diferente, com foco em confraternização para exaltar o crescimento do paradesporto na Bahia. Além disso, novas modalidades serão apresentadas para quem ainda não teve contato com o evento.

 

Foto: Kaique Xavier/Ascom Sudesb

 

Ao BN, Adelmare (popularmente conhecido como Junior) fez um balanço positivo da temporada, na qual ele destacou que houve maior interesse de gestores e da população, além de sucesso nas Paralimpíadas Escolares em São Paulo, com recorde de medalhas no Centro Paralímpico Brasileiro.

 

"O balanço desse ano foi bem positivo. Nós já viemos ampliando esse projeto há alguns anos. Nesses dois últimos anos tivemos uma crescente muito grande, uma adesão maior dos municípios, pelos gestores municipais, e um interesse maior da população. Então, saldo muito positivo. Também tivemos agora a Paralimpíada Escolar. Nós tivemos melhores resultados, tivemos melhores índices, conseguimos ampliar a participação das pessoas com deficiência, principalmente em idade escolar na base, como também batemos o recorde de medalhas dos nossos jovens em idade escolar, no Centro Paralímpico Brasileiro", disse. 

 

O coordenador ressaltou as novidades para a experiência que será retomada em 2026 e as expectativas a serem atingidas na nova temporada. Para a próxima temporada, o foco será ampliado para o público escolar e acadêmico.

 

"Sem dúvida, para 2026, as clínicas serão renovadas. É um desejo da secretaria, da nossa diretoria da Sudesb. Com aval do governador Jerônimo Rodrigues, é um tema que tem um apelo gigantesco, a ideia é que nós possamos continuar ampliando, buscando cada vez mais a interiorização, a participação do público diverso, e estar sempre buscando reformular os formatos, sempre buscando evoluir, melhorar, buscando meios de levar o conhecimento sempre com mais detalhe, entendendo o público de cada município, de cada região. Então nós estamos pensando em formatos também dentro da semana acadêmica, dentro das instituições, momentos com as universidades, dentro de feiras de festivais. Discutindo outras possibilidades na qual a clínica pode estar se inserindo além dessa ampliação de números de municípios que a gente busca alcançar em 2026", completou Santana. 

 


Foto: Kaique Xavier/Ascom Sudesb

 

A programação do evento deste sábado vai começar a partir das 8h, com a mesa de cobertura que vai reunir autoridades do Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb). 

 

Além dos profissionais, o evento também contará com os palestrantes Wilson Brito, especialista em Educação Especial e Inclusiva e Neuropsicopedagogia; Ariadne Costa, professora esportiva do Centro de Referência Paralímpico da Bahia; Marconi Andrade, professor esportivo no Centro na modalidade de atletismo adaptado, e Marcio Peruna, técnico de futebol de cegos e goalball no Instituto de Cegos da Bahia.

Bahia fecha Paralimpíadas Escolares 2025 com desempenho histórico e 28 medalhas
Foto: Ascom Sudesb

A Bahia encerrou sua participação na edição 2025 das Paralimpíadas Escolares assinando um capítulo inédito em sua trajetória no esporte inclusivo. Ao longo das duas semanas de competição, realizadas entre 17 e 28 de novembro no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, a delegação baiana conquistou 28 medalhas, seu maior número desde que passou a integrar o evento.

 

Com 27 estudantes-atletas distribuídos em cinco modalidades: atletismo, goalball, tênis de mesa, bocha e parabadminton, o estado se destacou em meio a mais de dois mil competidores de todas as regiões do país. A programação nacional, organizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), contou ainda com outras disciplinas paralímpicas, como basquete 3x3, natação, judô e futebol de cegos.

 

Entre os destaques da campanha baiana está a estreia de Ryan Aparecido Ribeiro, de 14 anos, natural de Licínio de Almeida. Em sua primeira vivência em uma etapa nacional, o jovem mesatenista retornou para casa com duas medalhas de prata, conquistadas nas disputas individual e em dupla.

 

"Foi uma experiência inesquecível. Eu tinha pouco tempo de prática, mas consegui alcançar um resultado que não imaginava. Quero voltar no ano que vem mais preparado", contou o atleta, que concilia o esporte com o sonho de seguir carreira no Direito.

 

O pai, Aparecido Ribeiro, acompanhou tudo de perto e não conteve a emoção: "Ver o sorriso dele no pódio compensa todos os desafios. Ryan sempre foi dedicado, e esse resultado só reforça o quanto ele é especial."

 

Outra novidade do time baiano foi a presença de Carlos Alberto Neto, atleta da bocha, que viveu em São Paulo sua primeira grande competição. Ao lado dele, a mãe, Jucileide dos Santos, experimentou sentimentos parecidoo: "Foi tudo novo para mim. Estar aqui, acompanhar ele de perto… É a realização de um sonho que ele sempre teve."

 

A análise técnica da campanha foi feita por Wilson Brito, chefe da delegação baiana e coordenador do Centro de Referência Paralímpico Bahia. Para ele, os números reforçam um processo contínuo de amadurecimento.

 

"Alcançamos um patamar acima das edições anteriores, que nunca haviam ultrapassado 20 medalhas. Isso é fruto de um trabalho articulado entre escolas, instituições especializadas e políticas públicas de inclusão", avaliou.

 

De acordo com Brito, o estado deve elevar o nível de participação já em 2026. "A projeção é levar pelo menos 50 estudantes-atletas para a próxima edição. Estamos estruturando treinamentos contínuos durante todo o ano."

 

O coordenador do Núcleo de Paradesporto da Sudesb, Adelmare Júnior, também acompanhou o grupo na capital paulista e destacou a ampliação do programa:
“Triplicamos o número de participantes em comparação ao ano passado. O esporte escolar é o alicerce do alto rendimento paralímpico, e queremos fortalecer essa base.”

 

A equipe baiana contou com mais de 40 integrantes, entre atletas, professores, oficiais e, pela primeira vez, profissionais de saúde — médico e fisioterapeuta. As viagens, uniformes e equipamentos foram financiados pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Educação e da Setre/Sudesb.

 

MEDALHAS DA BAHIA – CAMPANHA 2025

Atletismo
    •    Kethiley Emamuely (Remanso) – ouro (100m, 60m e 200m)
    •    Kaylana Santana (Jequié) – ouro e duas pratas
    •    Davy de Jesus (Salvador) – ouro (lançamento de pelota) e duas pratas
    •    Samuel Almeida (Juazeiro) – prata e bronze
    •    Davi Lucas Barboza (Jequié) – prata

Goalball
    •    Tiago Reis (Jequié), Rafael Bitencourt (Salvador) e João Gabriel dos Santos (Salvador) – bronze

Tênis de Mesa
    •    Ryan Aparecido (Licínio de Almeida) – duas pratas
    •    Lisandro Jean Silva França – dois bronzes
    •    Kael Silva Santiago – dois bronzes
    •    Miguel Pereira Paim – bronze
    •    Lavínia Vitória – bronze

Parabadminton
    •    Jonas Gustavo – ouro e bronze
    •    William Matheus – prata (categoria A)
    •    Samuel Lucena – bronze (categoria A)
    •    Ana Luiza Mesquita – bronze (categoria B)

Bocha
    •    Stephany Luna – ouro
    •    Cauany Vitória Almeida – bronze

Esporte como inclusão social: Conheça o Programa Paradesporto em Rede da Ufba
Foto: Raiane Carvalho e Rodrigo Behrens

Para além dos exorbitantes salários da minoria dos jogadores de futebol e da exigente competitividade presente na rotina dos atletas de alta performance, o esporte carrega consigo, essencialmente, o poder de fomentar a coletividade e proporcionar um mundo melhor. 

 

Criado em junho de 2023, na Universidade Federal da Bahia, o Programa Paradesporto em Rede da Ufba, em Salvador, constrói, através de aulas de judô e jiu-jitsu, janelas de oportunidades de prática esportiva e socialização para mais de 40 pessoas com deficiência intelectual e visual.

 

Atualmente, o projeto, que é uma iniciativa do Ministério do Esporte via Secretaria Nacional do Paradesporto, tem alunos dos 3 aos 30 anos de idade e conta com oito monitores, sendo quatro deles bolsistas, todos estudantes do curso de Educação Física da Ufba. Além disso, o Paradesporto em Rede conta com o apoio de estudantes de outros cursos de graduação, tais como o Bacharelado Interdisciplinar em Saúde e o Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades, que colaboram como monitores voluntários.

 

O Paradesporto em Rede da UFBA começou a atuar em junho de 2023 (Foto: Raiane Carvalho e Rodrigo Behrens)

 

O coordenador do projeto é Rafael Kons, faixa preta pela Confederação Brasileira de Judô, Doutor em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina e professor adjunto da Universidade Federal da Bahia. Em conversa com o Bahia Notícias, Kons falou sobre a importância social da iniciativa e os impactos positivos do programa, que também atua em núcleos no Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Goiás.

 

“A socialização é o ponto chave do projeto! Conseguimos identificar uma conexão extremamente relevante entre os alunos, e uma relação excelente no processo de ensino-aprendizagem entre aluno-professor. Ainda, os valores repassados das artes marciais são peças-chave para um bom desenvolvimento social do praticante, dentro e fora dos tatames”.

 

Convicto de que o esporte tem um valor significativo no processo de crescimento e desenvolvimento humano, algo identificado pelos organizadores do projeto em suas diversas experiências pelos estados do Brasil, Rafael, que também é líder do grupo de estudo e pesquisa em lutas da Ufba, conta que uma das missões do Paradesporto em Rede está associada ao fato de oferecer uma modalidade que já pertença ao sistema paralímpico (neste caso, o judô) e uma não pertencente ao sistema (o jiu-jitsu), com a mesma execução se aplicando para os tipos de deficiência.

 

"O esporte associado às artes marciais transmite ainda mais benefícios para o processo de desenvolvimento integral. Valores como disciplina, caráter e educação são critérios pré-estabelecidos na prática das artes marciais. Dentro deste processo, acreditamos que a filosofia e disciplina presentes nas artes marciais auxiliam no crescimento intelectual, moral e espiritual dos praticantes", explicou o coorndenador.

 

Mais de 40 alunos com deficiência intelectual e visual são contemplados com o projeto (Foto: Raiane Carvalho e Rodrigo Behrens)

 

Um dos alunos do Paradesporto em Rede é Julio, de 17 anos, que tem Síndrome de Down e participa do programa desde o início. Filho de Roqueline Socorro, moradora do bairro de Ilha Amarela, no Subúrbio Ferroviário, Julio só tem elogios sobre a experiência de frequentar o projeto.

 

"Tenho tido momentos muito maravilhosos com a prática do judô e mais uma inclusão para o meu desenvolvimento. Os professores nos tratam com amor e dedicação e entendem a nossa maneira de ser. Eu e meus amigos nos damos muito bem”, contou.

 

Torcedor do Bahia, Julio lembra com carinho quando entrou em campo com os jogadores do Esquadrão em comemoração ao Dia da Criança com Síndrome de Down, na Arena Fonte Nova. Feliz com o impacto positivo gerado pelo projeto, Roqueline falou como a vida do seu filho, e dos outros diversos alunos matriculados, mudou para melhor.

 

“O projeto é muito importante na vida do meu filho, no seu desenvolvimento intelectual, firmeza corporal, disciplina e socialização. O esporte trouxe para o Julio, como também para outras crianças, segundo o testemunho de algumas mães, mais controle emocional na escola, com seus colegas, mais obediência aos professores… Os que têm temperamento forte estão mais calmos. Meu filho tem Síndrome de Down, ele é calmo, mas o projeto tem ajudado bastante. Ele ama os professores, que são legais e preparados”, comentou a mãe de Julio.

 

Julio e a sua mãe Roqueline (Foto: Acervo pessoal)

 

Sobre o futuro, perspectivas e metas, Rafael Kons conta que a Secretaria Nacional do Paradesporto tem olhado com carinho para os projetos em execução e, em 2024, já pensa na possibilidade de ampliação do projeto.

 

"Nossa meta é dar seguimento ao trabalho. Oportunizando a participação em eventos como o Festival Paralímpico, festivais esportivos e também manter o foco em auxiliar na melhora do desempenho deles em tarefas diárias! Na perspectiva de manutenção do programa, a Secretaria Nacional do Paradesporto tem olhado com carinho os núcleos já em execução, pensando na possibilidade de ampliação para o próximo ano”, projetou Rafael.

 

Para entrar em contato ou conhecer mais sobre o Programa Paradesporto em Rede da Ufba, você pode ir até o perfil @lutas.ufba, no Instagram, ou mandar um e-mail para [email protected]

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O ditado já indicava a verdade pro Cavalo do Cão e pra Coronel Card, mas ninguém quis ouvir. Inclusive, será que alguém foi pedir conselho pra Baixixa? A grande pergunta é o que vai restar de natural pra essas eleições. E a nova moda já está colocada. Se continuar desse jeito, daqui a pouco só vai ter campanha virtual mesmo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Janja da Silva

Janja da Silva
Foto: Reprodução Redes Sociais


"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".

 

Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país. 
 

Podcast

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O Projeto Prisma desta segunda-feira (2) recebe o historiador Marcos Rezende para falar sobre a tradicional Festa de Iemanjá, data que faz parte do calendário soteropolitano e une sagrado e profano nas ruas do bairro do Rio Vermelho.

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