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A 27ª edição da Parada LGBT+ de São Paulo acontece neste domingo e, após celebrar o “voto com orgulho” em 2022, chama a atenção para a luta pela proteção social da comunidade LGTQIAPN+, exigência de direitos negados, além da celebração da diversidade.
O tema escolhido para 2023 é “Queremos políticas sociais para LGBT+ por inteiro e não pela metade”. Com isso, a Parada espera conscientizar a sociedade sobre os direitos da população LGTQIAPN+, por diversas vezes barrados por políticas públicas destinadas exclusivamente para indivíduos heterossexuais e cisgêneros.
“Chegou a hora de a Parada ser um instrumento para evidenciar os diversos dilemas vividos pela população LGBT+, que se encontra em situação de rua, com a falta de moradia e empregos, pobreza e exclusão social”, afirma Claudia Garcia, presidenta da Associação da Parada LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), em entrevista ao Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.
Para Claudia, é fundamental discutir respostas e soluções para a fragilidade da política de assistência social quando se trata do público LGBT+, um grupo que se encontra muitas vezes em situação de vulnerabilidade social.
PROGRAMAÇÃO
Ao todo, 19 trios elétricos participarão da Parada 2023. Eles farão o tradicional percurso entre a Avenida Paulista e a Praça Roosevelt, no centro de São Paulo. Entre os destaques musicais deste ano estão Pabllo Vittar, Daniela Mercury, Pocah, Majur, Thiago Pantaleão, Márcia Pantera e Salete Campari.
A novidade entre os trios será a estreia do carro com as ONGs do movimento de luta contra a Aids.
Outro destaque deste ano será a realização de um FlashMob em homenagem à artista Kaká Di Polly, drag queen que morreu em janeiro deste ano. Di Polly ficou conhecida por se deitar na Avenida Paulista em 1997 para que a primeira Parada Gay acontecesse. No FlashMob deste domingo, todas as drags que estiverem na Paulista vão se deitar à frente do primeiro trio elétrico para um registro fotográfico.
Os organizadores desta edição também anunciaram a acessibilidade na Parada. A Secretaria da Pessoa com Deficiência da cidade de São Paulo, em parceria com a APOLGBT-SP, preparou uma área elevada para pessoas com mobilidade reduzida e cadeirantes. Será um ponto de encontro e descanso. Além disso, poderem se encontrar e descansar. Além disso, será feito o cordeamento para que pessoas com deficiência possam acompanhar a marcha ao longo de todo o trajeto.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.