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O hotel seis estrelas, que será construído no Palácio Rio Branco, localizado na Praça Tomé de Sousa, contará com uma estrutura de grande porte após a construção. Com investimento previsto de R$250 milhões, o equipamento de luxo de Salvador, deve contar com cerca de 90 quartos, conforme revelou o grupo responsável pela parte técnica, nesta segunda-feira (1º).
O edifício adquirido em janeiro de 2022, pela empresa francesa ‘BM Empreendimentos’, recebeu a assinatura da ordem de serviço, nesta segunda. Durante o evento, a Secretaria de Turismo (Setur), apontou que a obra deve ficar pronta no período de 36 meses.
Em entrevista ao Bahia Notícias, Daniel Sande, CEO do grupo André Guimarães, que atua como braço técnico e investidor, explicou que o projeto busca integrar o patrimônio com os padrões de um hotel seis estrelas. A expectativa é que a entrega do local gere desenvolvimento econômico no entorno e que a preservação seja o diferencial do empreendimento.
“Eu digo que a retroalimentação do entorno com esse equipamento também vai gerar muita riqueza e muito retorno. Quando o equipamento vem, o entorno vai melhorando. E aí precisa do poder público para complementar com infraestruturas e segurança, que já estão acontecendo. Então, hoje a gente anda nessa região com muita tranquilidade”, afirmou.
O representante do grupo disse ainda que o equipamento juntará a modernidade com preservação histórica do local.
“Nós achamos fundamental preservar. O diferencial do nosso projeto vai ser o modelo, esses pré requisitos do hotel seis estrelas aliado com a história, com a preservação. Então, nós não encaramos essa preservação como uma mera obrigação, mas sim como objetivo do projeto. Então isso muda um pouco o cenário, porque quanto mais a gente puder preservar”, contou.
O governo da Bahia e representantes da empresa francesa ‘BM Empreendimentos’ assinaram, nesta segunda-feira (1º), a ordem de serviço para o início das obras que transformarão o Palácio Rio Branco, localizado na Praça Tomé de Sousa, em um hotel de seis estrelas.
O local é a antiga sede do governo estadual da Bahia. A construção atual é de 1919, e seu nome é uma referência ao Barão do Rio Branco. Durante o evento oficial de assinatura, o Bahia Notícias conversou com o secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar, que celebrou o andamento do acordo.
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— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) June 1, 2026
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O edifício foi adquirido em janeiro de 2022, pela empresa francesa ‘BM Empreendimentos’. De acordo com a licitação, o imóvel estará sob posse da empresa por 35 anos. “O Palácio Rio Branco é um patrimônio histórico da Bahia, foi a primeira sede do governo português no nosso Estado.É um prédio icônico para a sociedade baiana e a sua restauração e requalificação seguirá todas as normas dos órgãos de controle de patrimônios históricos brasileiros e do Estado da Bahia”, disse o gestor.
Para Bacelar, apesar do viés de interesses privados, essa licitação ainda teria um “viés social”. “Tudo isso para que a gente conserve as características originais deste prédio, que foi reformado no início do século XX, e que agora, com essa restauração, vai ser devolvido aos baianos, mas também vai servir à atividade econômica turística, e com isso, com um viés social, empregando baianos, gerando emprego e gerando renda”, garante.
De acordo com o Governo da Bahia, as obras se concentram na recuperação, revitalização e operação do imóvel com a finalidade de instalação de um empreendimento hoteleiro de nível superior, que contará também com o Memorial dos Governadores do Estado (museu de acesso ao público), com um grande acervo de valor histórico.
Sobre o tema, o secretário destaca que “este empreendimento vai ficar à disposição da visitação pública sob a gestão do hotel, não sendo cobrado nenhum acesso aos que quiserem adentrar ao palácio”.

Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias
O Bahia Notícias acompanha o processo de instalação do equipamento desde seu início. Em maio de 2025, após a negativa do Grupo Rosewood em estampar sua bandeira no novo equipamento hoteleiro, a empresa baiana André Guimarães passou a integrar a equipe para participar da revitalização do equipamento.
O Governo da Bahia realizará na segunda-feira, 1º de junho, o evento para a assinatura da ordem de serviço para o início das obras que transformarão o Palácio Rio Branco, localizado no Centro da capital baiana, em um hotel seis estrelas.
O edifício, antiga sede do governo da Bahia, foi adquirido em janeiro de 2022, pela empresa francesa ‘BM Empreendimentos’. De acofrdo com a licitação, o imóvel estará sob posse da empresa por 35 anos.
De acordo com o Governo da Bahia, as obras se concentram na recuperação, revitalização e operação do imóvel com a finalidade de instalação de um empreendimento hoteleiro de nível superior, que contará também com o Memorial dos Governadores do Estado (museu de acesso ao público), com um grande acervo de valor histórico.
O Bahia Notícias acompanha o processo de instalação do equipamento desde seu início. Em maio de 2025, após a negativa do Grupo Rosewood em estampar sua bandeira no novo equipamento hoteleiro, a empresa baiana André Guimarães passou a integrar a equipe para participar da revitalização do equipamento.
Todos os detalhes sobre a reforma no espaço e prazos serão dados no evento de segunda, que contará com a participação de autoridades baianas.
O empresário francês Alexandre Allard contestou o texto que informa que ele teria sido afastado da “empresa que arrematou concessão do Palácio Rio Branco”, em Salvador, e alegou haver “confusão” entre duas companhias citadas no conteúdo: a BM Empreendimentos e a BM Varejo.
Em nota enviada por sua assessoria, Allard afirma que a informação é “incorreta” e sustenta que segue “como a força criadora à frente da BM Varejo”, empresa que, segundo o próprio posicionamento, arrematou a concessão do Palácio Rio Branco.
A manifestação ocorre após a publicação informar que Allard foi afastado do conselho de administração da BM Empreendimentos, controladora do hotel Rosewood de São Paulo, e que o afastamento teria relação com uma disputa societária com o grupo chinês Chow Tai Fook Enterprises (CTF).
O comunicado também aponta que em 2019, ficou decidido, em comum acordo entre Alexandre Allard e seus sócios e investidores, dividir o projeto Cidade Matarazzo, em São Paulo, em duas fases; e criaram a BM Varejo S.A.
Assim, Allard ficou como sócio minoritário da BM Empreendimentos (que é sócia do Rosewood) e majoritário da BM Varejo para onde foram transferidos os ativos que hoje compõem o restante da Cidade Matarazzo, como a Casa Bradesco, o Soho House - ambos inaugurados - e vários outros espaços a serem abertos ainda em 2025.
Por fim, a assessoria enviou também um posicionamento sobre BME e BMV. Confira na íntegra abaixo:
NOTA OFICIAL
A reunião de acionistas da BME realizada hoje, conduzida pela CTF, foi marcada por graves irregularidades societárias e representa um caso emblemático de abuso de maioria. Diante desse cenário, é inevitável que os temas sejam levados ao Poder Judiciário, único foro capaz de assegurar uma análise técnica, independente e pautada no mérito e não na vontade circunstancial de quem detém o controle acionário.
As manobras utilizadas para afastar o Sr. Alexandre Allard do Conselho de Administração afrontam princípios básicos de governança, como o direito de defesa e o devido processo decisório. Apesar dessas tentativas, a CTF não conseguiu concretizar seu objetivo mais amplo: reescrever demonstrações financeiras que foram elaboradas de forma regular, auditadas e aprovadas durante o período em que exercia a administração. Ainda assim, decidiu forçar, sem fundamento técnico consistente, a abertura de uma ação contra ele, uma iniciativa contraditória, que tenta responsabilizar alguém por contas que a própria administração anterior considerou corretas e aprovadas. Tudo isso com o intuito, de impedir que o Sr Alexandre Allard apresente ao conselho da BME o resultado de investigações de irregularidades praticadas por diretores estatutários da BME.
Diante de tais irregularidades e do evidente desequilíbrio na condução dos processos decisórios, é natural que as discussões sejam levadas ao Judiciário, onde prevalecem a legalidade, a técnica e a transparência. O Sr. Alexandre Allard sempre pautou sua atuação pela ética, pelo respeito às instituições e pela absoluta conformidade legal. E continuará a fazê-lo, independentemente das sucessivas tentativas de distorcer fatos ou instrumentalizar a governança societária de uma empresa que ele próprio idealizou, criou e transformou em um dos melhores hotéis do mundo."
As indefinições sobre as obras no Palácio Rio Branco, no Centro Histórico de Salvador, seguem ocorrendo. Com a negativa do Grupo Rosewood em estampar sua bandeira no novo equipamento hoteleiro, outra empresa, desta vez baiana, deve participar da revitalização do equipamento: a André Guimarães.
O Bahia Notícias acompanha o processo de instalação do equipamento desde seu início, com estágio atual ainda possuindo um entrave por conta de uma mudança societária no consórcio. O pedido é, justamente, para a inclusão do grupo André Guimarães, que deve executar as intervenções de estrutura no espaço, auxiliando o grupo no processo de revitalização. Segundo informações obtidas pelo BN, a Procuradoria do Estado teria apontado positivamente para a inclusão da nova empresa, sendo o último entrave para o início das obras, com um cronograma esperado para a próxima semana.
Logo após a vitória da licitação, o grupo BMF fez um pedido para modificar o projeto, para ampliar a qualidade do equipamento. O governo da Bahia teria aprovado a mudança, encaminhado para o Iphan aprovar, por conta da inserção do Palácio no polígono do Centro Histórico. Em seguida, outro entrave foi a remoção do acervo do museu dos Governadores, que era de responsabilidade do Estado, também já equacionado.
Com todos os entraves solucionados, o grupo BMF também foi notificado da necessidade de início das obras, como prevê o contrato assinado.
O espaço, construído com a fundação da cidade em 1549, foi adquirido em janeiro de 2022, e, segundo a licitação, estará sob posse do empresariado francês por 35 anos. Em nota, a dona do Grupo Rosewood afirma que “neste momento, o grupo Rosewood Hotels & Resorts não faz parte das negociações, nem participou do processo de licitação” do Palácio Rio Branco.
A reforma do prédio para quaisquer fins ainda não foram anunciadas, mas, segundo apurações do BN, entre as pendências para iniciar as atividades, está a dificuldade financeira para custear o projeto. Alex Allard é conhecido por realizar a restauração de prédios históricos e criar espaços com diversos propósitos, como hotéis cinco estrelas, bares, centros culturais e empreendimentos residenciais de alto padrão.
O grupo ainda estaria buscando o financiamento completo para a intervenção no espaço, justamente tentando viabilizar um aporte mais robusto para conseguir revitalizar o local e colocar em prática o projeto do grupo.
Em contato com o Bahia Notícias, o secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar indicou que o contrato oficial foi feito com a BMF, com a empresa respondendo pelo equipamento e as intervenções no espaço. “Eles têm expertise e já atestaram sua atuação no setor, atuando em diversos equipamentos do nosso país”, indicou Bacelar.
LICITAÇÃO FOI SURPRESA
Nos bastidores do processo de licitação, a expectativa era de uma vitória do grupo Vila Galé, para a implementação de mais um hotel com a marca. Investidores do setor apostavam que o tradicional grupo ficaria a cargo do palácio, porém, não ocorreu. O único licitante no processo foi justamente o grupo BMF, comandado por Allard, o que teria causado estranheza durante o processo.
Apesar disso, o "suspiro de sossego" se deu pelo representante do grupo, com a gestão jurídica ficando a cargo do renomado advogado Celso Castro, com forte atuação no ramo do direito administrativo.
Adquirido pela empresa francesa ‘BM Empreendimentos’, liderada pelo empresário francês Alexandre Allard, há dois anos, o Palácio Rio Branco, no Centro Histórico de Salvador, segue com futuro incerto. Ao Bahia Notícias, nesta terça-feira (06), o Grupo Rosewood negou qualquer negociação para estampar sua bandeira no espaço que é prometido como um hotel da rede, a qual Allard também é sócio.
O espaço, construído junto com a fundação da cidade em 1549, foi adquirido em janeiro de 2022, e, segundo a licitação, estará sob posse do empresariado francês por 35 anos. Em nota, a dona do Grupo Rosewood afirma que “neste momento, o grupo Rosewood Hotels & Resorts não faz parte das negociações, nem participou do processo de licitação” do Palácio Rio Branco.
A reforma do prédio para quaisquer fins ainda não foram anunciadas, mas, segundo apurações do BN, entre as pendências para iniciar as atividades, está a dificuldade financeira para custear o projeto. Alex Allard é conhecido por realizar a restauração de prédios históricos e criar espaços com diversos propósitos, como hotéis cinco estrelas, bares, centros culturais e empreendimentos residenciais de alto padrão.
A última atualização sobre a concessão do Palácio foi que a empresa francesa já teria todas as permissões federais, estaduais e municipais para o início da reforma, equalizando pendências arquitetônicas. No entanto, o grupo estaria buscando um aporte mais robusto para a financiar a revitalização do espaço.
No entanto, o prédio histórico na capital baiana não é o único empreendimento do francês no Brasil. Recentemente, Allard anunciou a revitalização do histórico Moinho Fluminense, no Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. (A reportagem foi atualizada às 20h55)
Confira a nota da BM Empreendimentos na íntegra:
“A BM Varejo Empreendimentos Spe S.A, proprietária da rede hoteleira francesa BMF e liderada pelo empresário Alexandre Allard, adquiriu a concessão do Palácio Rio Branco, de Salvador (Bahia) em janeiro de 2022. Segundo a licitação, o período de concessão do palacete é de 35 anos. Neste momento, o grupo Rosewood Hotels & Resorts não faz parte das negociações, nem participou do processo de licitação.
Situado na Praça Thomé de Sousa, no Centro Histórico da capital baiana, o Palácio Rio Branco foi construído junto com a fundação da cidade, em 1549. Foi a residência e a sede de despachos oficiais dos primeiros governadores do Brasil e vice-reis por quase dois séculos, quando a capital brasileira foi transferida para o Rio de Janeiro, em 1763.
Em 1912, o palacete foi bombardeado a mando do presidente Hermes da Fonseca, em ação para destituir o governador Aurélio Viana. Sete anos depois, foi reerguido e ganhou o nome atual, em homenagem ao barão do Rio Branco, servindo como sede do governo estadual até 1979. Depois, abrigou a Secretaria de Cultura, a Bahiatursa e o Memorial dos Governadores Republicanos da Bahia.
Por não possuir mais traços de sua arquitetura original, o palácio não é tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), mas tem a máxima importância histórica do Brasil.”
Promessas e promessas, mas ainda não houve o tão aguardado início das obras do Hotel Rosewood, no Palácio Rio Branco, em Salvador. O responsável pelo grupo Alex Allard, empresário francês, ainda segue lutando para atuar na capital baiana, em meio a questionamentos e polêmicas nacionais.
De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias com interlocutores envolvidos na negociação com o Palácio Rio Branco, o grupo ainda teria pendências para iniciar as atividades de reforma por alguns motivos, entre eles, a capacidade financeira para custear o projeto. O grupo ainda estaria buscando o financiamento completo para a intervenção no espaço, justamente tentando viabilizar um aporte mais robusto para conseguir revitalizar o local e colocar em prática o projeto do grupo.

Foto: Divulgação
Allard é conhecido no setor por realizar a restauração de prédios históricos e criar espaços com diversos propósitos, como hotéis cinco estrelas, bares, centros culturais e empreendimentos residenciais de alto padrão. A última atualização sobre o Palácio foi que a rede hoteleira francesa BMF, de propriedade do também francês Alexandre Allard, já teria todas as permissões federais, estaduais e municipais para o início da reforma, equalizando pendências arquitetônicas. Todavia, a questão financeira seria o problema.
Além disso, o entrave interno na empresa passa por sua participação societária. Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, Allard teve sua participação societária reduzida no hotel Rosewood porque ainda não injetou cerca de R$ 100 milhões, valor correspondente à sua parte em um empréstimo feito pelo dono da rede, o grupo chinês CTF (Chow Tai Fook Enterprises Limited).
O percentual correspondente a Allard já foi diluído de 40% para 35% em sua participação no empreendimento no fim de 2024, por não arcar, à época, com um pagamento inicial de R$ 60 milhões para pagar as obras do luxuoso seis estrelas construído na complexo Cidade Matarazzo.
A disputa, inclusive, apresenta denúncias de Allard contra seus sócios, com acusação de espionagem e usurpação de direitos autorais de elementos artísticos e arquitetônicos envolvendo o hotel de luxo Rosewood, localizado na região central da capital paulista. O caso foi parar na Justiça: a juíza Laura de Mattos Almeida, da 29.ª Vara Cível de São Paulo, autorizou uma perícia no prédio. Segundo a defesa de Allard, os sócios também tentaram diluir sua participação acionária no empreendimento.
O hotel Rosewood, inaugurado em 2022, é controlado pela BM Empreendimentos, composta por Allard e a holding Chow Tai Fook Enterprises Limited (CTF), sediada em Hong Kong.
Em nota ao BN, o grupo Rosewood Hotels & Resorts Indicou que o "BM Varejo Empreendimentos Spe S.A, proprietária da rede hoteleira francesa BMF e liderada pelo empresário Alexandre Allard, adquiriu a concessão do Palácio Rio Branco, de Salvador (Bahia) em janeiro de 2022. Segundo a licitação, o período de concessão do palacete é de 35 anos".
"Neste momento, o grupo Rosewood Hotels & Resorts não faz parte das negociações, nem participou do processo de licitação. Situado na Praça Thomé de Sousa, no Centro Histórico da capital baiana, o Palácio Rio Branco foi construído junto com a fundação da cidade, em 1549. Foi a residência e a sede de despachos oficiais dos primeiros governadores do Brasil e vice-reis por quase dois séculos, quando a capital brasileira foi transferida para o Rio de Janeiro, em 1763.
Em 1912, o palacete foi bombardeado a mando do presidente Hermes da Fonseca, em ação
para destituir o governador Aurélio Viana. Sete anos depois, foi reerguido e ganhou o nome atual, em homenagem ao barão do Rio Branco, servindo como sede do governo estadual até 1979. Depois, abrigou a Secretaria de Cultura, a Bahiatursa e o Memorial dos Governadores Republicanos da Bahia. Por não possuir mais traços de sua arquitetura original, o palácio não é tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), mas tem a máxima importância histórica do Brasil", completou.
FOCO NO RJ
O empresário também tem um novo foco de atuação: o Rio de Janeiro. Recentemente, Allard anunciou a revitalização do histórico Moinho Fluminense, no Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. O comunicado foi feito durante a Brazil Emirates Conference, realizado pelo LIDE em Dubai. No ato, o francês também revelou onde de fato atua.
“Eu não vendo turismo. Eu vendo luxo. Vendo emoção, momentos de vida — e o Brasil tem tudo isso como nenhum outro lugar do mundo”, comentou.
O terreno anexo ao Palácio Rio Branco, localizado na Praça Thomé de Souza, no Centro Histórico de Salvador, será desapropriado pela Secretaria de Turismo da Bahia (Setur). O espaço, que tem 1.406,74 m², fica entre a Ladeira da Montanha e a Rua Pau da Bandeira.
O termo de desapropriação amigável foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), nesta terça-feira (12). A medida foi tomada após o governo da Bahia homologar a concessão onerosa do edifício-sede do Palácio Rio Branco. A empresa BM Varejo Empreendimentos Spe S.A, proprietária da rede hoteleira francesa BMF e também do hotel Rosewood, em São Paulo, foi a vencedora da concessão.
A Setur explicou à reportagem do Bahia Notícias que a área já estava prevista para ser desapropriada e que o local vai ser utilizado como ampliação do hotel, que será instalado no Palácio. O lugar contíguo ao prédio faz parte do processo de concessão firmado em janeiro (veja aqui) .
Segundo apuração do BN, o terreno é o que fica embaixo do Palácio e atrás da sede da Secretaria de Cultura do estado da Bahia (Secult-BA). O custo total é de cerca de R$ 135,5 milhões.
É estimado que o hotel localizado no Palácio Rio Branco terá cerca de 75 quartos, sendo 39 dentro do Palácio e 36 na área anexa.
São esperados entre 200 e 300 funcionários que devem trabalhar no empreendimento. O hotel que deve ser de seis estrelas contará ainda com piscina, sauna, salão de beleza, salão de leitura e estacionamento. Vale lembrar que, durante o processo de licitação, o Ministério Público da Bahia recomendou à Secretaria Estadual de Turismo (Setur) que suspendesse imediatamente o processo licitatório do Palácio (lembre aqui).
No entanto, mesmo com a recomendação, a gestão estadual manteve o processo licitatório de concorrência pública do imóvel, localizado no Centro Histórico da capital baiana.

Imagem do Terreno que será desapropiado
Ao Bahia Notícias, a Setur indicou que a área desapropriada "foi prevista no processo de concessão do patrimônio histórico à iniciativa privada, para a implantação de um hotel de luxo no imóvel, mantendo as características arquitetônicas originais do prédio". "O terreno citado será usado para a ampliação do novo empreendimento turístico", disse em nota.
O tão aguardado início das obras do Hotel Rosewood, no Palácio Rio Branco, em Salvador, está mais próximo (relembre aqui). A assinatura da ordem de serviço para as intervenções no espaço deve ocorrer na segunda quinzena de fevereiro, logo após o Carnaval na capital. A expectativa é que a obra tenha início imediato.
A informação foi confirmada pelo secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar, ao Bahia Notícias. De acordo com o gestor, a rede hoteleira francesa BMF, de propriedade do também frânces Alexandre Allard, já possui todas as permissões federais, estaduais e municipais para o início da reforma.
"Eles já estão com todas as licenças, Iphan, Ipac e prefeitura, estão ultimando a contratação da empresa [para execução da obra]. O combinado é de dar a ordem de serviço na segunda quinzena de feveiro, após o Carnaval. Temos um contato constante, por conta dos projetos. Estamos querendo uma solenidade, com Alex [Allard] e o governador [Jerônimo Rodrigues]", disse Bacelar.
Informações de bastidores na gestão estadual e de Salvador indicam que o próprio Alex deve permanecer em Salvador durante um período para "acompanhar" as primeiras etapas da intervenção. O francês teria ligação forte com a cidade, sendo visitante constante. Ao Bahia Notícias, Bacelar ressaltou a relação dele com a capital baiana e comentou que ele foi criado "na África". "Ele me disse que anda em Salvador e lembra da infância e juventude", completou.
A empresa terá que reformar, restaurar e requalificar o prédio, além de se encarregar da conservação e manutenção do Palácio Rio Branco. O governo estadual jutificou que, para a cessão, é necessária a “efetiva utilização econômica, capaz de contribuir ao processo de reurbanização do local”. O custo total é de cerca de R$ 135,5 milhões.
O Palácio Rio Branco já foi sede do governo do estado da Bahia até 1979. Depois, abrigou a Bahiatursa, a Secretaria de Cultura do estado e, atualmente, abriga o Memorial dos Governadores Republicanos da Bahia.
ENTRAVES DESFEITOS
O tradicional ponto no Centro Histórico da capital, erguido no mesmo lugar em que funcionou a primeira casa de governo do Brasil, no século 16, onde funcionou a sede do governo colonial, construída em 1549 a mando do primeiro governador-geral, Tomé de Souza, e de onde o Brasil foi governado por mais de 200 anos.
Interlocutores que participaram da transação indicaram ao BN que alguns "entraves" ocorreram no processo, como as licenças de Iphan e Ipac para a realização da obra. Apesar disso, todas as pendências foram equacionadas, possibilitando algunas alterações no projeto, mas respeitando a história do espaço.
Durante o processo de licitação, o Ministério Público da Bahia recomendou à Secretaria Estadual de Turismo (Setur) que suspendesse imediatamente o processo licitatório do Palácio (veja mais). Apesar disso, o Executivo estadual manteve o processo licitatório de concorrência pública do imóvel, localizado no Pelourinho (relembre aqui).
REDE TRACIONAL NO MUNDO
A estimativa para o hotel localizado no Palácio do Rio Branco será de cerca de 75 quartos, sendo 39 dentro do Palácio e 36 na área anexa. Ao todo, entre 200 e 300 funcionários são esperados para trabalhem no local, que terá piscina, sauna, salão de beleza, salão de leitura e estacionamento. O hotel deve ser um seis estrelas.
Apesar do "ineditismo", Alexandre Allard já atuou em outros espaços hoteleiros, já tendo trabalhado com marketing digital. Marcado por "atuar" em prédios históricos, o grupo já transformou edifícios tombados na Espanha, Itália, Reino Unido e Marrocos, incluindo o hotel Royal Monceau e a Maison Balmain, na França.
No Brasil, o grupo já possui um hotel, o Rosewood São Paulo, que está localizado dentro do Cidade Matarazzo, um complexo transformado de prédios históricos no coração de São Paulo. O local é um dos poucos edifícios históricos remanescentes da área. Além disso, possui uma nova torre vertical com jardim do arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker, Jean Nouvel, com interiores do designer visionário Philippe Starck, também cotados para realizar o projeto em Salvador.
Funcionário de carreira do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o arquiteto João Carlos de Oliveira é, desde 2014, o diretor do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac). Especialista em Conservação e Restauração de Monumentos e Conjuntos Históricos pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), o gestor cedeu entrevista ao Bahia Notícias e falou sobre temas caros ao debate público acerca do patrimônio do estado.
Sempre se referindo a sua atuação no plural e com expressões como "a gente", o arquiteto e servidor federal de carreira procura dar um sentido de compartilhamento da sua gestão à frente do instituto.
Dentre os assuntos debatidos estão a interiorização das ações do órgão estadual - prometido como uma das suas metas quando assumiu a pasta -; as estratégias para driblar os recursos cada ano menores na Lei Orçamentária Anual (LOA) estadual; e a polêmica em torno da destinação do Palácio do Rio Branco, no Centro Histórico de Salvador.
Outra polêmica, essa mais recente, é a em que o Ipac esteve imerso nos últimos meses em relação à realização de shows na área externa do Solar do Unhão, que abriga o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA). A situação foi questionada pela opinião pública e pela imprensa - o que gerou o cancelamento de um show do sertanejo Luan Santana, no início deste mês (relembre aqui). Clique aqui e leia a entrevista completa na coluna Cultura.
O jornalista Emiliano José lança, nesta quinta-feira (15), o segundo volume da biografia de Waldir Pires, pela Versal Editores. O evento de lançamento acontece a partir das 17h, no Palácio Rio Branco, no Centro Histórico de Salvador.
A sequência completa a narrativa sobre a trajetória de Waldir, iniciada no primeiro livro, lançado no ano passado, que conta desde o seu nascimento, em 1926, até a retomada de seus direitos políticos após o fim do AI-5, em 1978. O segundo volume retoma a narrativa desse ponto, até o ano de sua morte, em 2018, aos 91 anos.
Segundo Emiliano José, a frase do capitulo final “Encerro minha vida parlamentar aos 90 anos, mas, não encerro minha luta. Derrotados são os que deixam de lutar”, sintetiza com perfeição o espírito combativo do político que viveu com intensidade a Era Vargas, o governo João Goulart, o golpe militar de 1964, o exílio, a resistência, a redemocratização, a Constituição de 1988, e teve participação ativa nos governos de Lula e Dilma Rousseff.
Neste novo livro, Emiliano José retoma a história do biografado a partir 1979, abordando momentos como a sua candidatura ao Senado, em 1982, sua atuação na construção do MDB e na campanha das Diretas Já, a eleição para o governo do Estado da Bahia, em 1986, e a renúncia para disputar as eleições presidenciais de 1989. Também são destacadas a sua eleição e reeleição para deputado federal nos anos 1990, e o último cargo público ocupado por ele na carreira política, com o mandato de vereador na Câmara Municipal de Salvador, concluído em 2016.
Abrindo a programação de carnaval, o Centro Histórico de Salvador recebe, nesta quarta-feira (17), a partir das 15h, a Lavagem Cultural da Funceb, cujo cortejo sai do Palácio Rio Branco até o Largo Pedro Archanjo. O tradicional evento que reúne servidores e funcionários da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) será animado ao som do sopro e percussão da Orquestra do Maestro Reginaldo Xangô. Na ocasião, serão também coroados o Rei e a Rainha da festa: Xandy Avião e Paula Sanffer – cantora da Timbalada. Este ano a lavagem terá ainda a participação especial da Deusa do Ébano do Ilê Aiyê, Jéssica Almeida dos Santo, que foi coroada este ano na 39ª edição da Noite da Beleza Negra.
SERVIÇO
O QUÊ: 28ª Lavagem Cultural da Funceb
QUANDO: Quarta-feira, 7 de janeiro, a partir das 15h
ONDE: Cortejo vai do Palácio Rio Branco, na Rua Chile, ao Largo Pedro Archanjo, no Pelourinho
A mostra segue em cartaz até o próximo dia 31 com visitações gratuitas, que podem ser realizadas de terça a sexta, das 10h às 17h30, e aos sábados e domingos, das 9h às 13h. Ela também está disponível para todo o país através do site oficial (spraycabuloso.com.br). Produzida entre março e abril, o trabalho contou com as fotos de Sidney Rocharte e com o cineasta Ailton Pinheiro, que contribuiu para a abordagem multimídia do projeto, que será apresentado ao público na abertura da exposição. Costa também preparou cinco pinturas inspiradas na influência do grafite no corpo e na vida humana para serem apresentadas no lançamento.
Lançamento da Exposição: Tela Viva - Impressões do Graffiti em Corpos Urbanos (Performances dos dançarinos Diorlei Santos, Meirejane Lima, Priscila Sodré, Thiago Cohen, do ator Jhoilson de Oliveira e pocket show com MC Mobbiu)
Data: 10 de maio de 2016
Horário: 18h às 21h
Visitação: De 10 a 31 de maio, de terça a sexta, das 10h às 17h30, sábados e domingos das 9h às 13h.
Local: Salão Nobre do Palácio Rio Branco, Praça Thomé de Souza, S/N - Centro, Salvador
Entrada: Gratuita
Lavagem Cultural da Funceb
Data: 03/02
Local: Palácio Rio Branco
Horário: 15h
Local: Palácio Rio Branco (Praça Tomé de Sousa, Pelourinho)
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.