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pagodao baiano
A "Dança dos Famosos 2026" começou em grande estilo nesse domingo (23). O primeiro estilo escolhido para os participantes dançarem foi o pagodão baiano, levando a energia da Bahia para a pista de dança do "Domingão com Huck". Fato esse que foi comemorado por Tony Salles, depois de ter dois sucessos de sua carreira na atração.
"Panamera" e "Perna Bamba", sucessos de Tony Salles que marcaram o Carnaval de Salvador, foram duas das músicas escolhidas pelos grupos A e D que se apresentaram na abertura do quadro do 'Domingão'. "Eu vivi para ver isso. Hoje A Dança dos Famosos no Domingão do Huck colocou na prova 2 músicas minhas. Eitaaaa, meu Deus. Que sensação maravilhosa de ver isso", escreveu o artista nas redes sociais.
Outros nomes da música baiana também tiveram músicas escolhidas para a estreia da temporada da atração, como Xanddy Harmonia e Ivete Sangalo.
A próxima edição do Salvador Fest, que ocorrerá no dia 14 de setembro, no Wet Eventos, anunciou suas novas atrações, nesta quarta-feira (4). Os novos confirmados são reforço para o pagodão baiano e o arrocha no evento.
Entre os anunciados estão O Kannalha, Xanddy Harmonia, Robyssão, Oh Polêmico e Bob na Voz, além do show de Natanzinho Lima. O evento já havia confirmado shows de Léo Santana, Tony Salles, Pagodart e Matuê.
Os ingressos para o Salvador Fest estão sendo vendidos na loja do Bora Tickets, no 2º piso do Shopping da Bahia ou através do site. O Salvador Fest contará três setores: Arena. Camarote Open Bar e FrontBack – onde o público tem vista privilegiada para o palco e poderá ver os artistas mais de perto.
SERVIÇO
O que: Salvador Fest
Quando: 14 de setembro
Onde: Wet Eventos
Atrações já confirmadas: Léo Santana | Tony Salles | Pagodart | Matuê | O Kannalha | Robyssão | Xanddy Harmonia | Bob na Voz | Natanzinho Lima | Oh Polêmico
Vendas: Loja do Bora Tickets, no 2º piso do Shopping da Bahia
Presente no Festival de Verão Salvador 2024 na noite deste sábado (27), a drag queen baiana Nininha Problemática falou sobre o veto ao pagodão baiano como música do Carnaval. Segundo a artista, este é veto é uma atitude racista, que exclui parte da cultura baiana.
"O pagodão faz parte da cultura baiana, faz parte da musicalidade regional essa invenção pra mim é racismo velado. Porque é a música de preta música e da periferia e as pessoas não querem deixar a gente tocar nos eventos públicos, não querem pagar pra ter, mas não deixam de ouvir", alegou.
Em seguida, ela revelou que os artistas da periferia precisam ter espaço. "Seja nos grandes festivais pagos pela prefeitura, pagos pelo governo do Estado ou nos eventos privados porque a gente é a cara da cidade", finalizou.
O Kannalha, O Poeta, O Polêmico, A Dama, O Biruta, O Maestro, O Erótico, O Mago, O Karrasco... Além do swing baiano em comum, é nítida a utilização do artigo antes do nome artístico escolhido pelos cantores da chamada “nova geração do pagode baiano”.
Mas se a utilização do artigo antes de nome próprio não faz parte do vocabulário baiano, o que explica a tendência no gênero musical?

Foto: A Dama, O Maestro e O Biruta / Montagem BN
Em conversa com o Bahia Notícias, o professor Matheus Oliver, doutor em Linguística pela Universidade Federal da Bahia, explica que há as duas possibilidades no português brasileiro e a tendência de usá-las ou não.
“O português que chegou aqui no último ano do século XV, em 1500, não usava artigo diante de nomes próprios. Os portugueses não usavam isso, é uma inovação pós-chegada de Portugal ao Brasil”, conta o professor.
De acordo com Oliver, os primeiros dados de uso do artigo antes do nome próprio no português europeu são do século XVII. Atualmente, o português europeu sempre usa o artigo.
Apesar de incomum no dialeto nordestino, Oliver reforça que, no Brasil, o uso do artigo virou uma marca a partir da década de 1970 com a presença parcial no dialeto dos habitantes dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
“No Nordeste isso não é uma regra, o uso não é muito grande. De pouquíssimos anos pra cá, a gente tem visto essa tendência, tanto na oralidade das pessoas, quanto em músicas”, analisa Oliver.
A hipótese levantada por Matheus, em parceria com o doutor em Linguística pela Unicamp, Victor Veríssimo, é de que o uso do artigo aparece para imitar o que a sociedade tende a visualizar como norma de prestígio.
“Desde os anos 1960, a linguística já sabe que uma das coisas que fazem com que uma variação seja usada por um outro dialeto é o prestígio social. E Rio de Janeiro e São Paulo têm prestígio social”, explica Oliver.
O professor ainda exemplifica os jornais televisivos como parte influenciadora do dialeto durante as tentativas de fazer com que o jornalismo se aproxime da oralidade. Quando o eixo Rio-São Paulo utiliza massivamente o artigo diante do nome próprio, as afiliadas começam a usar também, às vezes inconscientes daquilo que é considerado a norma de maior prestígio da sociedade brasileira.
“Além disso, ainda vem youtubers, influenciadores... Com a expansão da internet no Brasil inteiro, os mais famosos são do eixo Rio-São Paulo. Então as pessoas tendem a imitar, a colocar no seu próprio padrão de fala, conscientemente ou não, esse tipo de variação”, opina Oliver.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar a aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo Alban, a medida representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos.