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O empresário Carlos André, preso nesta segunda-feira (23), no condomínio de luxo Alphaville 1, seria responsável por uma planilha de R$ 170 milhões operada pela organização criminosa. A soma incluía entidades, pessoas vinculadas e possíveis contratos nos estados de São Paulo, Maranhão, Pará e Piauí.
Segundo as investigações, o empresário era citado pela sigla “CA”, em e teria recebido propina de mais de R$ 1,7 milhão através da BRA Teles, uma empresa fantasma usada pelo grupo criminoso. Só em agosto do ano passado, Carlos André recebeu depósito da mesma empresa no valor de R$ 150 mil.
Ainda segundo informações, o empresário teria ainda influência sobre Antônio César Lima Costa, funcionário da Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer do Município de Salvador. Em uma das situações, ao ser comunicado por um dos irmãos Parente que determinado contrato – que beneficiaria a entidade criminosa – iria se encerrar, Carlos André responde que era muita “ousadia” do servidor e que ele tomaria um “esporo”.
Na decisão que autorizou a prisão preventiva de Carlos André na segunda fase da Overclean, a Justiça Federal afirma que o empresário “desempenha importante papel dentro da Organização Criminosa, na medida em que, além de destinatário de quantias com grande expressividade econômica, figura como responsável por contratos em diversas unidades da federação, com ingerência, ainda, em órgãos públicos, interferindo, inclusive, em decisões administrativas de encerramento de avenças que beneficiam os irmãos Parente”, diz trecho da sentença.
Além de empresário, Carlos André foi prefeito de Santa Cruz da Vitória, no Médio Sudoeste da Bahia.
O empresário Carlos André – apontado como operador do esquema de desvios de verbas em emendas parlamentares e ligado a Alex Parente, dono da Allpha Pavimentações e Serviços de Construções, pivô da operação Overclean – foi preso no condomínio Alphaville 1, em Salvador.
Ele é um dos quatro detidos na manhã desta segunda-feira (23) no âmbito da segunda fase da Operação Overclean, que apura desvios de verbas públicas em contratos de licitações.
Também foram presos o vice-prefeito de Lauro de Freitas, Vidigal Cafezeiro Neto; além do secretário de mobilidade de Vitória da Conquista, Lucas Dias; e um policial federal, suspeito de repassar informações à organização criminosa. (Atualizado às 7h48)
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Otto Alencar
"A única observação feita pelo senador foi que, historicamente, as chamadas chapas ‘puro-sangue’ não obtiveram êxito eleitoral".
Disse o senador Otto Alencar (PSD) ao criticar a possibilidade de formação de uma “chapa puro-sangue” do PT na Bahia e fez referência ao histórico eleitoral desse tipo de composição, citando as eleições de 2006, quando uma chapa majoritária ligada ao carlismo acabou derrotada.