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Em meio à escalada da repressão do governo iraniano sobre os manifestantes que há dias ocupam as ruas de Teerã, que já levou a mais de duas mil mortes, a área externa do governo Lula declarou que acompanha “com preocupação”, a evolução dos acontecimentos naquele país. O Itamaraty declarou também que “lamenta as mortes e transmite condolências às famílias afetadas”.
Os protestos contra o governo do Irã eclodiram no país no final de dezembro, em uma onda de agitação nacional que representa o maior desafio ao regime em anos. As manifestações tiveram início nos bazares da capital, Teerã, inicialmente contra a inflação desenfreada, mas se espalharam pelo país e se transformaram em atos principalmente contra o regime.
As manifestações violentas provocaram a morte de civis, autoridades e integrantes das forças de segurança. Em sua comunicação nesta terça-feira (13), o Itamaraty destaca que “cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país”.
“O Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo”, acrescenta o comunicado do Ministério das Relações Exteriores.
O Itamaraty afirmou ainda que a Embaixada do Brasil em Teerã mantém contato permanente com a comunidade brasileira no Irã, estimada em 85 pessoas. Segundo relatos recebidos pelo Itamaraty de interlocutores naquele país, não há registro até o momento de nacionais brasileiros atingidos ou afetados pelas manifestações.
Enquanto o governo brasileiro pede diálogo e defende a soberania do Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça que cancelou qualquer conversa com autoridades do Irã. O líder norte-americano instou manifestantes a “tomarem as instituições”, em meio aos grandes protestos nas ruas de diversas cidades do país persa.
A psicóloga e consultora Marta Luzbel comemora mais um ano de vida nesta terça-feira (13). Em viagem ao Oriente Médio, a aniversariante agradeceu o encerramento e início de mais um ciclo nos pés da manjedoura onde Jesus nasceu, em Belém, cidade localizada ao lado de Jerusalém, na região montanhosa da Terra Santa, em Israel.
Na companhia do marido, o empresário, sócio da Antena 1 Salvador, do Camarote Ondina e CEO do Bahia Notícias, Ricardo Luzbel, Marta reservou a comemoração para acontecer na última parada da viagem: a França, na Europa. No país francês, a Cidade Luz, Paris, casa da Torre Eiffel e do Museu do Louvre, se transformará no cenário que marcará o começo de mais uma etapa.
Antes de chegarem a Israel e pousarem no lar da Monalisa, a viagem percorreu diversas regiões. O casal visitou Petra, sítio arqueológico localizado no país da Jordânia. O local é conhecido como uma das Maravilhas do Mundo Moderno.
O BN Hall deseja um novo ciclo repleto de felicidades!
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A emissora síria de televisão, Al Jazeera, registrou ao vivo o bombardeio israelense que atingiu o prédio do Ministério da Defesa da Síria nesta quarta-feira (16), na capital Damasco. A explosão no local, que fica próximo ao Palácio Presidencial sírio, atingiu o centro do prédio e deixou destroços e uma grande nuvem de fumaça no local.
? TVs registram ataque aéreo israelense ao Ministério da Defesa da Síria
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) July 16, 2025
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Imagens da programação ao vivo mostram o momento em que os repórteres e uma âncora se protegem dos ataques. De acordo com o Ministério da Saúde sírio, os bombardeios aéreos israelenses em Damasco deixaram pelo menos três mortos e 34 feridos. As informações são do g1.
A ofensiva de Israel faz parte de uma nova frente dos conflitos no Oriente Médio. As Forças Armadas de Israel afirmam que é uma resposta a combates que soldados sírios têm travado com drusos, minoria étnica que vive em regiões tanto de Israel quanto da Síria.
Os militares israelenses disseram que "atingiram o portão de entrada do complexo do quartel-general militar do regime sírio" em Damasco e que continuavam "a monitorar os acontecimentos e as ações tomadas contra os civis drusos no sul da Síria".
O Ministério da Defesa da Síria pediu aos moradores da cidade que permanecessem em casa. Alguns moradores que a Reuters conseguiu contatar por telefone disseram que estavam escondidos em casa com medo, sem eletricidade.
Segundo a mídia estatal síria, TV Elekhbariya, os ataques também atingiram Sweida, cidade no oeste da Síria de maioria drusa onde soldados têm atacado a população local.
As tropas do governo sírio foram enviadas para a região de Sweida na segunda-feira (14) para acabar com os combates entre combatentes drusos e homens armados beduínos, mas acabaram entrando em conflito com as próprias milícias drusas.
O Ministério das Relações Exteriores, em nota divulgada na tarde desta terça-feira (1º), disse que o governo brasileiro vê com "grave preocupação" a realização de operações militares terrestres do exército de Israel no Sul do Líbano. Na nota, o Itamaraty condena o que chamou de "violação ao direito internacional" por parte de Israel, e exigiu que o governo israelense interrompa imediatamente as incursões terrestres e os ataques aéreos a zonas civis no Líbano.
Apesar de ter sido divulgado já no meio da tarde, o comunicado do Itamaraty não cita a nova etapa dos conflitos no Oriente Médio, agora com o envolvimento do Irã. Nesta terça, as forças militares do Irã realizaram um ataque com pelos menos 180 mísseis contra Israel, e alguns projéteis causaram impacto direto no sul e centro do país, mas não houve feridos até o momento.
O governo do Irã afirmou que atacou Israel em resposta ao assassinato do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah. Já o porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Daniel Hagari, disse que o ataque iraniano terá consequências. Líderes e representantes de governos de todo o mundo se pronunciaram condenando o ataque e a escalada do conflito no Oriente Médio.
No seu comunicado, o Itamaraty reafirma a defesa do "pleno respeito" à soberania e à integridade territorial do Líbano. Segundo o comunicado, o governo brasileiro faz um apelo a todas as partes envolvidas para que exerçam máxima contenção e para que alcancem, com urgência, uma situação de cessar-fogo permanente e abrangente.
"Recordamos a necessidade de cumprimento da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em particular, o chamado à completa cessação de hostilidades entre Israel e o Hezbollah e ao respeito à Linha Azul, bem como conclama a comunidade internacional para que se valha de todos os instrumentos diplomáticos à disposição a fim de conter o agravamento do conflito", afirma a nota do Itamaraty.
O Ministério das Relações Exteriores afirma ainda que a Embaixada em Beirute continua a monitorar a situação dos brasileiros no Líbano, aos quais continua a prestar assistência consular emergencial. O governo brasileiro também reiterou o alerta para que todos deixem as áreas conflagradas, sigam as orientações de segurança das autoridades locais e, para os que disponham de recursos para tanto, procurem deixar o território libanês por meios próprios.
Mais cedo, em rápida entrevista na Cidade do México, ao chegar para a solenidade de posse da nova presidente mexicana Claudia Sheinbaum, o presidente Lula conversou com a imprensa e fez críticas ao governo israelense. O presidente brasileiro disse lamentar profundamente as ações de Israel no Oriente Médio.
"O que eu lamento profundamente é o comportamento do governo de Israel. Sinceramente, é inexplicável que o Conselho da ONU não tenha autoridade moral de fazer com que Israel sente em uma mesa para conversar ao invés de só saber matar", disse Lula.
Até as 18h10 desta terça, o presidente brasileiro ainda não havia se pronunciado oficialmente sobre o aumento da tensão no Oriente Médio com o ataque do Irã a Israel, e a promessa das forças israelenses de contra-atacar.
No contexto dos recentes ataques entre o Irã e Israel, a Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou sua prontidão para resgatar cidadãos brasileiros em áreas de conflito no Oriente Médio. A declaração foi emitida pela FAB neste domingo (14), poucas horas após os ataques iranianos com drones e mísseis. As informações são da Agência Brasil.
Segundo a nota divulgada, a FAB está "preparada e pronta" para responder a qualquer pedido de resgate, desde que acionada pelas autoridades competentes. O comunicado ressaltou a constante disponibilidade da FAB, com suas tripulações e aeronaves, para atuar onde for necessário em prol do Brasil.
Além disso, a FAB destacou sua capacidade de atuação em qualquer momento, não apenas em missões específicas, mas também para atender a quaisquer necessidades que surjam, demonstrando um compromisso contínuo de apoio à sociedade brasileira.
Desde o início do conflito entre Israel e o grupo extremista Hamas, em outubro do ano passado, a FAB tem realizado a Operação Voltando em Paz, que já realizou 13 voos para repatriar cerca de 1,5 mil pessoas ao Brasil. Entre essas pessoas estão cidadãos brasileiros e seus familiares, incluindo residentes da Faixa de Gaza que foram trazidos de volta em três voos específicos.
O grupo extremista Hamas divulgou nesta segunda-feira (16) o primeiro vídeo que mostra uma refém israelense que foi capturada próximo à Faixa de Gaza. O curto vídeo que circulou nas redes sociais mostrou uma jovem chamada Mia Schem, de 21 anos, sendo tratada após ser ferida no braço e posteriormente falando para a câmera.
Mia Schem foi sequestrada por terroristas do Hamas enquanto participava de uma rave no deserto no Kibutz Re'im. Os membros do grupo invadiram a rave e mataram mais de 260 participantes do festival como parte do massacre em que mais de 1.300 pessoas foram mortas em Israel, a grande maioria civis.
No vídeo, a jovem Mia Schem disse que foi operada por três horas. “Olá, eu sou Mia Schem. Tenho 21 anos e sou de Shoham. Atualmente estou em Gaza. Regressei no sábado de manhã cedo de Sderot. Eu estava numa festa. Machuquei muito na mão. Fui operada no hospital em Gaza durante três horas”, disse ela.
“Estou sendo cuidada, estou recebendo remédios. Só peço para voltar para casa o mais rápido possível, para minha família, para meus pais, para meus irmãos. Por favor, tire-me daqui o mais rápido possível”, concluiu a jovem.
Zeev Scharfum, avô de Mia Schem, disse às agências internacionais de notícias que a mãe da jovem, Keren Schem, está muito nervosa e pedindo apoio para retirá-la de Gaza.
“Keren está em muito mau estado, está muito nervosa, estamos buscando sustentar-nos, a minha mulher e eu… temos três filhas, uma é mãe de Mia. Estamos tentando pedir apoio em todo o lado que podemos. Vemos as notícias e o que percebemos é que dentro de pouco tempo Israel vai entrar (para Gaza), quem sabe, talvez consigam chegar até eles. É essa a esperança que temos”, acrescentou o avô de Mia Schem.
O Hamas parece ter escolhido Mia Schem para o seu primeiro vídeo de um refém por ela ter dupla cidadania israelita-francesa. As Forças de Defesa de Israel disseram que a família de Schem foi notificada na semana passada de que ela estava detida em Gaza.
A divulgação do vídeo ocorreu no mesmo dia em que o porta-voz militar do Hamas, Abu Obeida, disse que não havia uma contagem definitiva do número de prisioneiros “devido a dificuldades práticas e de segurança”. Obeida afirmou ainda, em um vídeo gravado, que havia entre 200 e 250 em Gaza e que 200 deles estavam nas mãos do Hamas.
Confira:
Hamas divulga primeiro vídeo de uma jovem refém capturada durante o dia dos ataques a Israel
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Em comunicado à imprensa nesta segunda-feira (16), o Ministério das Relações Exteriores confirmou que será realizado na próxima quarta (18) mais um voo de repatriação de brasileiros e animais domésticos que se encontram no momento em Israel. Segundo o Itamaraty, com o novo voo da Força Aérea Brasileira (FAB) que sairá de Tel Aviv, o governo alcançará a marca de 1100 brasileiros repatriados pela operação “Voltando em Paz”.
No comunicado, o Ministério das Relações Exteriores diz ainda que muitos brasileiros também têm conseguido sair de Israel por meio de voos comerciais. “O Ministério das Relações Exteriores mantém a orientação, como tem feito desde a eclosão do conflito, no sentido de que todos os nacionais que possuam passagens aéreas, ou condições de adquiri-las, embarquem em voos comerciais a partir do aeroporto Ben-Gurion, que segue operando”, afirmou o Itamaraty.
A outra situação que envolve cerca de 32 brasileiros que estão na Faixa de Gaza, ainda não tem definição de quando poderá acontecer. Segundo o comunicado do MRE, esses brasileiros se deslocaram para as localidades de Khan Younis e Rafah, nas proximidades da fronteira com o Egito, e aguardam autorização para cruzar a fronteira. O Escritório de Representação do Brasil em Ramala vem mantendo permanente contato com esses brasileiros, e já deixou alguns veículos de prontidão, para quando for possível liberar as pessoas pela abertura da passagem de Rafah.
“O Brasil vem reiterando gestões, em alto nível, com vistas a viabilizar a entrada dos brasileiros e seus familiares diretos no Egito. Aeronave para seu transporte ao Brasil segue em Roma, onde aguarda autorização para resgatar, em território egípcio, os brasileiros procedentes da Faixa de Gaza. O Itamaraty acionou as autoridades competentes para assegurar acolhida e apoio aos brasileiros evacuados de Gaza quando de sua chegada no Brasil”, explicou o Itamaraty.
O governo dos Estados Unidos acusou neste domingo (15) o grupo terrorista Hamas de dificultar o acordo para que a fronteira entre Gaza e o Egito seja aberta para a passagem de cidadãos estrangeiros. De acordo com o conselheiro de Segurança Nacional da administração Biden, Jake Sullivan, tanto o governo egípcio quanto o israelense já concordaram em criar um corredor humanitário para a saída de estrangeiros. Entretanto, segundo Sullivan, o grupo terrorista, que governa a Faixa de Gaza, travou a abertura da passagem.

O secretário de Cultura, Jorge Portugal, com o diretor Aderbal-Freire Filho e a atriz Marieta Severo | Foto: Ailma Teixeira / Bahia Notícias
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.