Artigos
Cartografia da Erosão Eleitoral
Multimídia
ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
operacao sintonia de gravata
A advogada Fernanda Oliveira Borges foi encontrada inconsciente na madrugada desta quinta-feira (24), no Conjunto Penal Feminino, em Salvador. A jurista encontra-se custodiada no local após ter sido presa no âmbito da Operação Sintonia de Gravata.
De acordo com informações do portal Cleriston Silva, a suspeita é de que Fernanda tenha tentado tirar a própria vida. Ela recebeu os primeiros atendimentos na unidade prisional e foi encaminhada para avaliação médica. Uma escolta policial foi mobilizada para realizar a transferência da investigada ao Hospital Geral do Estado (HGE).
Fernanda está entre as 10 pessoas detidas na operação, que apura um suposto esquema de comunicação ilícita entre integrantes de organizações criminosas dentro e fora do sistema prisional da Bahia.
A advogada tornou-se alvo das investigações após câmeras de segurança registrarem, segundo a polícia, o momento em que ela retirava papéis escondidos em suas vestimentas durante um atendimento prestado a um detento no presídio de segurança máxima de Serrinha.
Conforme os levantamentos policiais, os documentos encontrados teriam relação direta com o tráfico de drogas e a realização de cobranças. O caso segue em apuração pelas autoridades competentes.
A Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) negou, nesta terça-feira (25), os pedidos de habeas corpus apresentados por investigados na Operação Sintonia de Gravata. Com a decisão, os alvos que já estavam presos permanecem custodiados.
A operação investiga um suposto esquema de comunicação entre lideranças de facções custodiadas em unidades prisionais e integrantes que permaneciam em liberdade. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) sustenta que advogados teriam utilizado as prerrogativas profissionais para facilitar a transmissão de mensagens e ordens.
Um dos habeas corpus envolve a validade de gravações realizadas no parlatório do Conjunto Penal de Serrinha. A OAB-BA e o Conselho Federal da OAB questionam o monitoramento por entenderem que conversas entre advogados e clientes foram captadas de forma indiscriminada.
Segundo a entidade, a medida teria alcançado dezenas de atendimentos durante cerca de 60 dias, incluindo diálogos de pelo menos 11 advogados que não eram alvos da investigação original. A OAB classifica a prática como pescaria probatória, enquanto o MP-BA defende que as informações encontradas durante o monitoramento decorreram de serendipidade, ou seja, de um encontro fortuito de provas.
O tema já havia sido analisado em caráter liminar pelo desembargador Baltazar Miranda Saraiva, que manteve a validade das gravações naquele momento. Agora, com o julgamento do mérito, os pedidos foram novamente rejeitados.
INVESTIGAÇÃO
Em julho, a operação resultou no cumprimento de 22 mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Feira de Santana, Serrinha e Barreiras. Entre os presos estão oito advogados. A investigação aponta suspeitas de envolvimento com tráfico de drogas, circulação de armas e articulação de atividades criminosas a partir de unidades prisionais.
A advogada Maria Mariana Batista de Oliveira, presa na última sexta-feira (3), foi alvo inicial e principal nas investigações da Operação Sintonia de Gravata. A ação foi deflagrada para desarticular um esquema de comunicação entre facções como Comando Vermelho (CV), Bonde do Maluco (BDM) e o Terceiro Comando Puro (TCP) com integrantes que atuavam dentro e fora do sistema prisional baiano.
O Bahia Notícias obteve acesso nesta segunda-feira (6), a decisão e a denúncia das investigações efetuadas pelo Ministério Público, por meio do Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MP-BA, em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio da Polícia Civil e da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).
Conforme os documentos, as autoridades chegaram até aos presos após o encontro fortuito de provas. Os órgãos chegaram aos investigados após a justiça autorizou o monitoramento de ligações e de imagens de câmeras de seguranças de presídios da Bahia, como o presídio de Serrinha. O alvo local e inicial nas apurações, que fez com que a polícia chegasse aos outros presos, foi a advogado Maria Mariana Batista de Oliveira.
A captação foi instalada no parlatório do Conjunto Penal de Serrinha, uma unidade de segurança máxima. Na ocasião, foi monitorada as visitas dela a chefes de facções criminosas.
No ato, foi visto que a advogada conversava com seu cliente preso sobre a preparação de cocaína para venda. Ela foi apontada ainda com um papel de intermediária do Comando Vermelho (CV) após a prisão de outro advogado. Suas condutas incluíram levar recados escritos para o traficante Fábio Panda sobre o acondicionamento de cocaína em "pinos", distribuição e preços de venda.
Enquanto as autoridades colhiam evidências sobre Maria Mariana, o equipamento de escuta capturou a atuação de outros advogados e internos que utilizavam o mesmo espaço para as mesmas práticas ilícitas: servir de elo de comunicação para o crime organizado.
Entre esses estavam o advogado Ícaro Cardoso Viana. Ele foi o principal réu identificado por meio do encontro de provas. As gravações revelaram que ele executava o mesmo "expediente" de Maria Mariana, abusando de suas prerrogativas profissionais para transmitir decisões estratégicas de dentro da prisão para o mundo exterior.
CONTEÚDOS DAS PROVAS COLHIDAS
As provas encontradas pelas autoridades possuíam diferentes conteúdos. No dia 2 de outubro de 2025, a escuta registrou Ícaro recebendo ordens do interno Gledson Bonfim do Nascimento para que uma tia deste buscasse duas pistolas com um comparsa e realizasse a entrega de entorpecentes.
Já no dia 7 de outubro de 2025, ele foi flagrado em reunião com outros detentos da facção BDM (Bonde do Maluco), tratando da distribuição de "material" (drogas) e da urgência em repor estoques de "chá" (maconha). O encontro fortuito permitiu ao GAECO confirmar que a infiltração de advogados no sistema prisional para fins criminosos não era um fato isolado de uma única pessoa, mas sim um método sistêmico utilizado por diferentes facções, a exemplo do Comando Vermelho e o BDM para manter suas cadeias de comando ativas.
Essas evidências captadas por acaso foram consideradas fundamentais para demonstrar que os advogados denunciados atuavam como "engrenagens indispensáveis" ao funcionamento das organizações criminosas.
RELEMBRE A OPERAÇÃO
A operação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), com o apoio da Polícia Civil e da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização, prendeu dez advogados e cumpriu mandados contra 12 detentos na última sexta (3).
Segundo o MP-BA, durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos notebooks, celulares e documentos diversos que poderão contribuir para o aprofundamento das investigações e para a identificação da eventual participação de outros envolvidos.
De acordo com os promotores de Justiça do Gaeco, as investigações identificaram a atuação de facções criminosas estruturadas e com atuação regional, responsáveis pela prática de tráfico ilícito de entorpecentes, circulação de armas de fogo e articulação entre grupos criminosos, com reflexos diretos na segurança pública baiana.
Os elementos reunidos indicam que essas organizações mantinham um sofisticado esquema de comunicação clandestina que permitia a continuidade das atividades criminosas mesmo com lideranças custodiadas em unidade prisional de segurança máxima, por meio de um núcleo externo responsável por intermediar a transmissão de ordens entre integrantes presos e membros em liberdade.
No âmbito das medidas cautelares deferidas judicialmente, foi determinada a indisponibilidade de ativos financeiros dos investigados, até o limite mínimo de R$ 10 milhões, além do bloqueio de veículos, bens imóveis, embarcações e aeronaves dos investigados, com o objetivo de impedir a movimentação de recursos vinculados às atividades ilícitas.
Participaram da operação mais de 100 profissionais, dentre eles promotores de Justiça, servidores e policiais do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MPBA, além de integrantes do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e Departamento de Polícia do Interior (Depin) da Polícia Civil da Bahia, Seap e SSP.
A Operação Sintonia de Gravata integra uma mobilização nacional coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (Gncoc), do Ministério Público brasileiro, com o objetivo de intensificar o enfrentamento às facções criminosas em todo o país.
O décimo advogado alvo da Operação Sintonia de Gravata foi preso na tarde desta sexta-feira (3), em Marcionílio Souza. O suspeito era considerado foragido e foi localizado escondido em uma residência por equipes da Polícia Civil. A captura foi realizada por policiais do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e do Departamento de Polícia do Interior (Depin). Contra o advogado havia um mandado de prisão em aberto.
A Operação Sintonia de Gravata é uma ação integrada da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e da Polícia Civil. A investigação apura o envolvimento de advogados com facções criminosas em tráfico de drogas, aquisição, circulação, posse e guarda de armas de fogo de facções.
Além da prisão dos 10 advogados investigados, a operação também cumpriu 12 mandados de prisão contra detentos que já estavam custodiados no sistema prisional baiano.
Oito advogados foram presos no âmbito da Operação "Sintonia de Gravata", deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia em ação integrada com as Secretarias Estaduais de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e Secretaria de Segurança Pública (SSP), e a Polícia Civil da Bahia.
A iniciativa cumpriu 22 mandados de prisão preventiva em Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Feira de Santana, Serrinha e Barreiras. Também foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Eunápolis.
A operação investiga a atuação dos presos e de um grupo criminoso envolvidos em tráfico de drogas, aquisição, circulação, posse e guarda de armas de fogo de facções. De acordo com a apuração das autoridades, os advogados, mediante abuso das prerrogativas da classe, teriam burlado o isolamento e incomunicabilidade com o meio externo imposto em presídio de segurança máxima, com a finalidade de viabilizar a gestão de facções criminosas por suas lideranças presas, que também foram alvos das medidas.
Os profissionais exerciam papel estratégico sendo responsáveis pela transmissão de mensagens aos detentos, na consolidação de decisões e no acompanhamento das atividades criminosas. O MP-BA apontou que esse fluxo de comunicação permitia os chefes de facções, mesmo presas, participar da gestão do tráfico de drogas, da comercialização de entorpecentes, da aquisição e circulação de armas de fogo, da movimentação de recursos financeiros e da resolução de conflitos internos, evidenciando uma estrutura organizada, hierarquizada e dividida por funções.
O grupo conseguia contornar mecanismos de isolamento previstos no sistema prisional, mantendo ativa uma rede de transmissão de ordens que contribuiu para a continuidade das práticas criminosas e para o fortalecimento dessas organizações.
Segundo o AratuON, os advogados presos foram identificados como Luã Santos da Costa, Tamires Felix Alves Silva, Ícaro Cardoso Viana, Maria Tereza Novaes Martins, Maria Mariana Batista de Oliveira, Izabela da Silva Oliveira, Luan Mascarenhas de Souza, Fernanda Oliveira Borges
Essa última, conforme o Alô Juca, seria a primeira advogada transsexual do estado. Ela já obteve o cargo de presidente da Comissão de Diversidade da seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA).
A OPERAÇÃO
Segundo o MP-BA, durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos notebooks, celulares e documentos diversos que poderão contribuir para o aprofundamento das investigações e para a identificação da eventual participação de outros envolvidos.
No âmbito das medidas cautelares deferidas judicialmente, foi determinada a indisponibilidade de ativos financeiros dos investigados, até o limite mínimo de R$ 10 milhões, além do bloqueio de veículos, bens imóveis, embarcações e aeronaves dos investigados, com o objetivo de impedir a movimentação de recursos vinculados às atividades ilícitas.
Participaram da operação mais de 100 profissionais, dentre eles promotores de Justiça, servidores e policiais do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MPBA, além de integrantes do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e Departamento de Polícia do Interior (Depin) da Polícia Civil da Bahia, Seap e SSP.
A Operação Sintonia de Gravata integra uma mobilização nacional coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (Gncoc), do Ministério Público brasileiro, com o objetivo de intensificar o enfrentamento às facções criminosas em todo o país.
De acordo com os promotores de Justiça do Gaeco, as investigações identificaram a atuação de facções criminosas estruturadas e com atuação regional, responsáveis pela prática de tráfico ilícito de entorpecentes, circulação de armas de fogo e articulação entre grupos criminosos, com reflexos diretos na segurança pública baiana.
Os elementos reunidos indicam que essas organizações mantinham um sofisticado esquema de comunicação clandestina que permitia a continuidade das atividades criminosas mesmo com lideranças custodiadas em unidade prisional de segurança máxima, por meio de um núcleo externo responsável por intermediar a transmissão de ordens entre integrantes presos e membros em liberdade.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Carlos Viana
"Agora, imagina se fosse alguém da direita. Uma cantora fazendo lá o 22 no palco. Seriam pelo menos 24 horas para se explicar, depois multa, prisão, condenação e Deus sabe o que mais de perseguição".
Disse o senador e candidato à reeleição por Minas Gerais, Carlos Viana (PSD) ao afirmar que vai denunciar a cantora baiana Ivete Sangalo por suposta promoção de “showmício” ao declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de um gesto com as mãos. O parlamentar confirmou a denúncia em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (29).