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Um homem foi preso nesta quinta-feira (16) em Vitória da Conquista, no Sudoeste, pela Polícia Federal (PF). O homem, que não teve a identidade informada, é acusado de armazenar centenas de arquivos de pornografia infantojuvenil. O mandado judicial foi cumprido no âmbito da Operação Proteção, que combate crimes desde estupro de vulnerável a armazenamento de imagens de abuso sexual infantojuvenil.
Além do mandado de prisão preventiva, os agentes também cumpriram um mandado de busca e apreensão. Conforme a PF, a investigação reuniu elementos que comprovam que o homem detido vinha, desde 2020, armazenando centenas de arquivos de fotos e vídeos contendo cenas de abuso sexual infanto-juvenil.
Ele ainda usava de redes sociais para receber e enviar os arquivos para diferentes países, como Bolívia, Arábia Saudita, Índia, Filipinas, México, Indonésia e Colômbia. Durante a apuração, a PF percebeu que dois arquivos chamaram a atenção, por se tratarem de imagens aparentemente produzidas pelo próprio alvo da operação policial.
A suspeita foi confirmada durante o cumprimento das buscas, tendo sido identificada a vítima e comunicada a situação à responsável legal. A polícia também declarou que o investigado já tinha sido denunciado em 2020, por suspeita de crime de natureza sexual contra uma criança.
Após a prisão, o homem deve ser encaminhado à unidade prisional de Vitória da Conquista, onde permanecerá custodiado à disposição da Justiça.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.