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operacao fauna protegida
Sete integrantes de uma organização criminosa especializada no tráfico interestadual de animais foram condenados pela Justiça na última quinta-feira (22). A sentença atende a uma denúncia do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), via Gaeco e Promotorias de Justiça Ambientais de Itabuna e Ilhéus, no sul do estado, baseada nas investigações da Operação Fauna Protegida.
Os réus foram condenados por organização criminosa, tráfico de fauna, maus-tratos, receptação qualificada e lavagem de dinheiro. Weber Sena Oliveira, apontado como líder do esquema, recebeu pena de 18 anos e 25 dias de reclusão, além de detenção. Sua esposa, Ivonice Silva, foi condenada a 6 anos e 2 meses de reclusão.
Os demais envolvidos, os acusados Josevaldo Moreira Almeida, Uallace Batista Santos, Ademar de Jesus Viana, Gilmar José dos Santos e Messias Bispo dos Santos — receberam penas que variam entre 5 e 8 anos de reclusão, além de períodos de detenção.
As investigações revelaram que o grupo mantinha uma estrutura de tráfico entre a Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com divisão de tarefas e movimentação financeira contínua. Weber Oliveira coordenava a captura e distribuição das aves, enquanto Ivonice Silva gerenciava o núcleo financeiro.
Os outros condenados atuavam na captura, manutenção e redistribuição dos animais em centros como Salvador, garantindo o escoamento para o comércio clandestino.
Quatro pessoas foram presas e no cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (29). A ofensiva da Operação Fauna Protegida, de caráter nacional, visa desarticular a maior organização criminosa especializada no tráfico de aves silvestres do país. Na Bahia, a ação alcançou os municípios de Monte Santo e Valente, localizados no território do Sisal.
A ocorrência baiana foi registrada por volta das 6h, em uma fazenda às margens da BA-120, na zona rural de Valente. No local, um homem de 72 anos foi detido após os policiais encontrarem uma espingarda calibre .32, além de uma grande quantidade de animais aprisionados ilegalmente.
Entre os animais resgatados estavam: 15 canários-da-terra, 14 cardeais, 3 coleiros, 2 papa-capim, 2 sabiás-laranjeira, 1 tico-tico-rei, 1 tico-tico, 1 xexéu, 29 jabutis adultos, 26 filhotes de jabuti e 9 cutias.
O detido e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia de Valente para a adoção das medidas legais cabíveis. As informações foram confirmadas pelo parceiro local do Bahia Notícias, o Calila Notícias.
Segundo as investigações conduzidas pelo Ministério Público (MP), a quadrilha possuía uma estrutura altamente organizada e era dividida em núcleos específicos, atuando como fornecedores, transportadores, financiadores e receptadores.
As aves, com ênfase em espécies de canto, eram capturadas em áreas rurais da Bahia e de Minas Gerais, mantidas em cativeiros precários e, posteriormente, remetidas para receptadores no estado do Rio de Janeiro.
A primeira fase da operação havia sido deflagrada em setembro deste ano, culminando na prisão do líder do esquema criminoso. Esta segunda etapa concentrou-se nos núcleos operacionais e logísticos, que eram responsáveis por manter o fluxo de captura e transporte dos animais.
A Operação Fauna Protegida faz parte do Projeto Libertas, coordenado pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), cujo objetivo é fortalecer o combate ao tráfico de animais silvestres em todo o território nacional.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no município de Valente, equipes da Companhia de Emprego Tático Operacional (CETO) e do 2º Pelotão da Polícia Militar local, em conjunto com o GAECO/MP-BA e a Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (COPPA), realizaram uma apreensão significativa.
O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) deflagrou nesta quarta-feira (29) a segunda fase da "Operação Fauna Protegida", com o objetivo de cumprir 21 mandados judiciais, sendo 17 de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva. A ação visa combater a maior organização criminosa de tráfico de aves silvestres do país, com operações nos estados da Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-BA, em conjunto com as Promotorias de Justiça Regional Ambiental de Itabuna e Ilhéus. Conforme as investigações, a organização criminosa é especializada na captura, transporte, receptação e comercialização ilegal de animais silvestres, com foco em aves de canto.
Segundo o MP-BA, a rede possuía uma estrutura complexa e ramificada, com núcleos bem definidos de fornecedores, transportadores, financiadores e receptadores, operando em larga escala e com divisão de tarefas. As investigações apuraram que os animais eram "encomendados" por espécie e quantidade, capturados em áreas rurais da Bahia e de Minas Gerais, mantidos em cativeiros precários e depois transportados para receptadores localizados principalmente no estado do Rio de Janeiro.
A operação conta com apoio do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por meio do Núcleo de Defesa do Meio Ambiente (Nudema), do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do MP baiano (Ceama), da Polícia Militar da Bahia e dos Ministérios Públicos de Minas Gerais (MPMG) e do Rio de Janeiro (MPRJ). A "Operação Fauna Protegida" integra os esforços nacionais de enfrentamento a crimes contra a fauna silvestre promovidos pelo projeto Libertas, da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Difícil".
Disse o senador Jaques Wagner (PT), um dos nomes que deve integrar a chapa majoritária ao avaliar o cenário atual em que existe a possibilidade do grupo ligado ao governo Jerônimo Rodrigues (PT) aceitar uma candidatura independente de um partido aliado à gestão estadual, no caso do senador Angelo Coronel (PSD).