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operacao fauna livre
Um homem de 46 anos foi preso em Juazeiro, região do Sertão do São Francisco, por suspeita de integrar uma associação criminosa envolvida no tráfico interestadual e internacional de animais silvestres. Segundo a Polícia Civil, o suspeito era responsável pelo envio de macacos e micos-leões-dourados para os portos do Rio de Janeiro (RJ).
A prisão foi resultado da Operação Fauna Livre e uma ação conjunta da Polícia Civil da Bahia e do Ceará, com o apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Além do homem em Juazeiro, mais duas pessoas foram presas suspeitas de integrarem o grupo criminoso.
Conforme as investigações, depois dos animais serem levamos ao RJ, eles eram transportados para outros países. Para ocultar os valores recebidos pela venda dos animais, os suspeitos "lavavam" o dinheiro por meio de contas bancárias em nome de terceiros.
De acordo com a TV São Francisco, o homem já tinha passagens pela polícia pelos crimes de tráfico de animais e lavagem de dinheiro, mas havia sido liberado em março deste ano. Na ocasião, o Ibama resgatou cerca de 40 animais, entre eles macacos, jabutis e emas.
Com o suspeito, foram apreendidos dois aparelhos celulares, que serão analisados como parte das investigações. Ele já passou por audiência de custódia e deve permanecer no Conjunto Penal de Juazeiro.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.