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operacao fauna livre
Um homem de 46 anos foi preso em Juazeiro, região do Sertão do São Francisco, por suspeita de integrar uma associação criminosa envolvida no tráfico interestadual e internacional de animais silvestres. Segundo a Polícia Civil, o suspeito era responsável pelo envio de macacos e micos-leões-dourados para os portos do Rio de Janeiro (RJ).
A prisão foi resultado da Operação Fauna Livre e uma ação conjunta da Polícia Civil da Bahia e do Ceará, com o apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Além do homem em Juazeiro, mais duas pessoas foram presas suspeitas de integrarem o grupo criminoso.
Conforme as investigações, depois dos animais serem levamos ao RJ, eles eram transportados para outros países. Para ocultar os valores recebidos pela venda dos animais, os suspeitos "lavavam" o dinheiro por meio de contas bancárias em nome de terceiros.
De acordo com a TV São Francisco, o homem já tinha passagens pela polícia pelos crimes de tráfico de animais e lavagem de dinheiro, mas havia sido liberado em março deste ano. Na ocasião, o Ibama resgatou cerca de 40 animais, entre eles macacos, jabutis e emas.
Com o suspeito, foram apreendidos dois aparelhos celulares, que serão analisados como parte das investigações. Ele já passou por audiência de custódia e deve permanecer no Conjunto Penal de Juazeiro.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.