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A 2° etapa da Operação Falso Consórcio, deflagrada nesta sexta-feira (25), pela Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), conduziu um total de 42 pessoas à delegacia e apreendeu diversos materiais utilizados em um esquema fraudulento de consórcios. Entre os suspeitos, estão oito pessoas presas condomínio Empresarial WN, na Avenida Antônio Carlos Magalhães.
A Operação tem foco no combate a atuação de empresas de fachada na capital baiana. Conforme a investigação, o grupo atraía vítimas por meio de anúncios enganosos em plataformas digitais, oferecendo produtos inexistentes com condições supostamente vantajosas.
Dessa forma, a organização criminosa estruturada e hierarquizada, dedicada à aplicação de golpes com falsos consórcios de imóveis, veículos e outros bens. Os consumidores eram convidados a comparecer às sedes das empresas, onde os suspeitos orientavam as vítimas sobre o funcionamento dos consórcios e, em alguns casos, promoviam visitas a bens que não existiam. As negociações seguiam até que as vítimas realizassem os repasses financeiros, sem nunca receber qualquer documentação que comprovasse a legalidade da transação.
Durante a ação, policiais apreenderam contratos, notebooks, celulares, máquinas de cartão e outros materiais usados para operacionalizar os golpes. O prejuízo estimado das vítimas, somando as duas fases da operação, é de aproximadamente R$ 3 milhões.
Além de estelionato, os investigados podem responder também por propaganda enganosa, exercício ilegal da profissão de corretor de imóveis, lavagem de dinheiro e constituição de organização criminosa.
A Polícia Civil da Bahia, por intermédio do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), deflagra, nesta terça-feira (23), a segunda fase da Operação Falso Consórcio. Mandados de prisão e de busca e apreensão estão sendo cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro e Tocantins.
As determinações judiciais a serem cumpridas são resultado da análise da documentação apreendida na primeira etapa da operação, ocorrida em agosto de 2022. O mote desta fase são golpes aplicados em plataformas de compra e venda online, com o uso de bens móveis e imóveis para atrair clientes de baixa instrução para a fraude.
As investigações, presididas pela delegada Gabriela Macedo, contam com o apoio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), do Ministério Público da Bahia. As solicitações de mandados foram apreciadas pela Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa, do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Léo Kret
"Estou aqui ó, com meu pai, com minha mãe, na minha casa. Dizendo que eu estou presa. Meu nome apenas foi mencionado numa investigação com um contrato que eu nem assino".
Disse a ex-vereadora de Salvador e cantora Léo Kret ao se pronunciar após ter se tornado alvo de busca e apreensão durante uma operação do Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).