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Um dos líderes de uma organização criminosa investigada por coordenar o envio de armas de fogo do Rio de Janeiro para a Bahia é um dos principais alvos da Operação Exarmatio, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia (PC-BA) nesta terça-feira (11). A força-tarefa cumpriu 16 mandados de busca e apreensão nos municípios de Feira de Santana, Santo Estêvão e Aracaju, em Sergipe.
Entre os alvos das medidas judiciais estão a esposa e um cunhado do homem investigado. De acordo com as investigações, o suspeito, que atua a partir do Rio de Janeiro, é responsável por coordenar as remessas de armamento ilícito e pela movimentação financeira da organização criminosa.
Em Feira de Santana, as medidas judiciais foram cumpridas nos bairros Parque Ipê, Renascer, Campo Limpo e Novo Horizonte. Durante as diligências, foram apreendidos quatro veículos, sendo dois Toyota Corolla e duas motocicletas, além de oito aparelhos celulares, um notebook, um tablet, cerca de 150 cartões bancários e documentos relacionados à movimentação financeira dos investigados.
A Justiça também determinou o bloqueio de R$38 milhões em bens e valores vinculados ao grupo.
O material será analisado pelas equipes responsáveis pela investigação e poderá contribuir para identificar outros integrantes e esclarecer a dinâmica de aquisição, transporte e distribuição das armas, além do fluxo financeiro utilizado pela organização.
Para o delegado Deivid Lopes, do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), em Feira de Santana, a operação busca atingir não apenas os envolvidos na comercialização ilegal de armas, mas também a estrutura financeira utilizada pelo grupo.
“Nosso objetivo é interromper o fluxo de armas e recursos da organização criminosa, identificar os envolvidos e enfraquecer a estrutura que permite a atuação desse grupo, com o bloqueio de bens”, destacou.
A Operação Exarmatio integra a Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Armas (RENARM), iniciativa voltada ao combate ao comércio e à circulação ilegal de armamentos. As investigações apontam que o grupo possui atuação interestadual e utiliza uma estrutura organizada para a movimentação de armas e recursos financeiros.
A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para aprofundar a apuração sobre a estrutura da organização criminosa, identificar outros envolvidos e esclarecer a movimentação de armas e recursos financeiros vinculados ao grupo.
A Operação Exarmatio, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (11), investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de abastecer o mercado ilegal de armas de fogo na Bahia. A força-tarefa cumpre 16 mandados de busca e apreensão nos municípios de Feira de Santana, Santo Estêvão e Aracaju (SE), além de bloquear judicialmente R$38 milhões em bens e valores vinculados aos investigados.
As investigações apontam que o grupo atua de forma estruturada na comercialização clandestina de armas de fogo, com atuação interestadual e divisão de funções entre seus integrantes. A operação busca desarticular a organização criminosa, interromper o fluxo financeiro do grupo e reunir novos elementos de prova para o avanço das investigações.
Coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), a operação mobiliza cerca de 80 policiais civis, distribuídos em 20 equipes, responsáveis pelo cumprimento das medidas judiciais e pelo prosseguimento das investigações.
A Operação Exarmatio conta com o apoio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), por meio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Feira de Santana (DRFR/Feira de Santana), da Diretoria Regional de Polícia do Interior Leste (DIRPIN/Leste), por meio da 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (1ª COORPIN/Feira de Santana), além da Polícia Civil de Sergipe.
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Edson Fachin
"A moralização dos gatos públicos, a corrupção e a regulamentação do pagamento de juízes devem ser enfrentados com seriedade".
Disse o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) durante abertura do “Judiciário em Debate", seminário promovido pela Folha de S. Paulo para discutir integridade e eficiência da Justiça.