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Uma casa de apostas clandestina foi fechada nesta segunda-feira (22) em Guanambi, no Sertão Produtivo, Sudoeste baiano. Na ação foram apreendidos mais de R$ 10 mil. Segundo o Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, o fato ocorreu durante a Operação Cartela Marcada deflagrada pela 22ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (22ª Coorpin).
O espaço, situado no bairro Lagoinha, oferecia um prêmio principal de R$ 10 mil. No local, os policiais apreenderam R$ 10,3 mil em espécie, além de mais de 1,5 mil cartelas de bingo, pedras de sorteio e diversos materiais utilizados na organização e manutenção da atividade ilegal.
As investigações apontam que o espaço operava de forma estruturada, com rodadas semanais e diferentes premiações. Frequentadores informaram aos investigadores que o estabelecimento funcionava há um longo período. Conforme a Polícia Civil, o responsável pelo imóvel admitiu explorar a atividade há cerca de dois anos e revelou que recebia um percentual dos valores arrecadados em cada evento realizado.
A corporação informou também que o homem já havia sido autuado antes pela mesma contravenção penal no mesmo endereço, circunstância que reforçou a caracterização da prática reiterada da atividade ilícita. O suspeito vai responder ao procedimento em liberdade.
Um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) foi lavrado. O material apreendido durante a operação foi encaminhado à Justiça para a adoção das medidas legais.
Um secretário de Itagibá, no Médio Rio de Contas, Sudoeste baiano, e uma servidora da controladoria do município, foram afastados durante a deflagração, na manhã desta terça-feira (27), da Operação Carta Marcada. A ação apura um suposto esquema de corrupção envolvendo contratos públicos em Itagibá e empresas privadas.
Operação afasta secretário e funcionária da prefeitura de Itagibá suspeitos em esquema de corrupção em contratos públicos pic.twitter.com/7jXvDMX3sY
— BN Municípios (@BNMunicipios) January 27, 2026
Ao todo, são cumpridos 15 mandados de busca e apreensão: Itagibá (7), Dário Meira (4), Ipiaú (3) e Jequié (1). A Justiça ainda ordenou o bloqueio de quase R$ 2 milhões em bens e valores atribuídos a cada investigado.

Foto: Divulgação / Polícia Civil
Segundo a Polícia Civil, as apurações apontam indícios de direcionamento contratual e de contratações reiteradas por meio de inexigibilidade de licitação, em possível desacordo com a legislação vigente. O esquema investigado teria como objetivo beneficiar empresas específicas na celebração e execução dos contratos.
Ainda segundo a polícia, as investigações indicam a atuação coordenada entre agentes públicos e representantes de duas empresas privadas de consultoria, diretamente ligadas aos contratos sob apuração. O grupo apresentaria divisão de tarefas, estabilidade e mecanismos voltados à ocultação e ao desvio de recursos públicos, supostamente provenientes de contratos superfaturados.
Conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), por meio da Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor), a operação conta com a participação de 60 policiais civis.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos aparelhos celulares, documentos, computadores e cerca de R$ 70 mil em dinheiro.
O material recolhido será submetido à perícia para auxiliar as investigações, que seguem em andamento para identificar outros valores possivelmente desviados e eventuais novos integrantes do grupo investigado.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.