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operacao capitaes de areia
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta sexta-feira (13), a Megaoperação Capitães de Areia, com foco na desarticulação de núcleos criminosos ligados a um grupo com atuação estruturada e violenta na área litorânea da Região Metropolitana de Salvador (RMS).
Ações para o cumprimento de mandados judiciais são coordenadas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pela 4ª Delegacia de Homicídios de Camaçari.
A Megaoperação tem como base um inquérito policial que identificou a utilização de uma comunidade como ponto estratégico para apoio logístico, refúgio e armazenamento de armas e entorpecentes, em razão das características territoriais da área, como mata densa, acessos restritos e o grande fluxo de moradores e turistas.
Entre os crimes investigados estão os homicídios dos irmãos percussionistas do grupo Malê Debalê, Gustavo Natividade, de 15 anos, e Daniel Natividade dos Santos, de 21, assassinados em outubro de 2024, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), e Victor Guilherme Pereira de Souza, ocorrido na madrugada de 17 de abril, na região de Galo Assanhado, em Areias. A vítima foi executada em uma ação coordenada por cerca de vinte homens armados. O caso está relacionado à disputa entre grupos criminosos pelo domínio do tráfico de drogas na região.
As investigações apontam ainda que os envolvidos contam com apoio de integrantes de outras localidades, o que reforça a estrutura bélica do grupo e a tentativa de consolidação territorial. Armas, munições e drogas serão alvos das buscas realizadas em imóveis na área.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.