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novo nordisk
O Ministério Público da Bahia ajuizou uma ação civil pública na Justiça contra a empresa farmacêutica Novo Nordisk. A ação serve para que a empresa volte a restabelecer a fabricação, distribuição e venda unitária da insulina Tresiba. A iniciativa chega após estados relatarem ao Ministério da Saúde sobre o “risco iminente” de desabastecimento no fornecimento do produto.
Segundo o promotor Saulo Mattos, da 4ª Promotoria de Justiça do Consumidor, a empresa deixou de ofertar o medicamento em embalagem individual e passou a comercializá-lo apenas em caixas com cinco unidades, o que aumentou o custo do tratamento e dificultou o acesso ao produto por consumidores em situação de vulnerabilidade.
De acordo com a investigação, a mudança na forma de venda causou falta do medicamento em vários locais do estado e gerou muitas reclamações registradas em órgãos de defesa do consumidor e em plataformas digitais. No documento, o MPBA também solicita que a empresa seja proibida de impor a compra casada ou qualquer limitação quantitativa sem justificativa técnica, assegurando que o consumidor possa adquirir o medicamento de forma individual, como ocorria anteriormente.
A ação requer ainda que o preço da unidade seja proporcional ao valor historicamente praticado, evitando majorações indiretas por meio da venda exclusiva em embalagens múltiplas.
O MP-BA pede que a Novo Nordisk apresente um plano nacional de abastecimento, com cronograma de produção, distribuição e estoque mínimo, além de comprovar o cumprimento das normas sanitárias da Anvisa, especialmente da RDC nº 18/2014.
O MP solicita ainda a criação de um canal emergencial para atender pacientes insulinodependentes e garantir o fornecimento da apresentação unitária, bem como a divulgação, em seus canais oficiais e às farmácias, de informações claras sobre a retomada da venda individual, as vedações a práticas abusivas e o funcionamento do canal de atendimento.
Em nota enviada ao Bahia Notícias, a Novo Nordisk, comunicou que tem conhecimento do fato de que o Ministério Público da Bahia ajuizou, no dia 6 de março de 2026, uma ação civil pública e que responderá formalmente nos autos dentro do prazo legal.
A empresa afirmou que desde março de 2024, o medicamento Tresiba Flextouch passou a ser comercializado em embalagem com cinco canetas, e não mais uma unidade por embalagem.
Veja a nota na íntegra:
A Novo Nordisk, empresa líder global em saúde, informa que tem conhecimento do fato de que o Ministério Público da Bahia ajuizou, no dia 6 de março de 2026, uma ação civil pública e que responderá formalmente nos autos dentro do prazo legal.
Desde março de 2024, o medicamento Tresiba Flextouch® passou a ser comercializado em embalagem com cinco canetas, e não mais uma unidade por embalagem. Esta mudança não trouxe impacto no tratamento do diabetes, uma vez que a posologia, instruções de uso e o valor do medicamento por caneta permaneceram os mesmos.
A empresa ressalta que a alteração foi realizada pensando em garantir aos pacientes a continuidade do tratamento com o produto Tresiba®. Priorizou-se garantir o fornecimento sem alterar o preço do produto unitário, visando uma programação do tratamento por um período maior e a redução de potenciais riscos de abastecimento.Tratou-se também de uma decisão operacional tomada com o objetivo de adequar as embalagens do produto ao padrão adotado globalmente pela Novo Nordisk, além de ser uma solução de menor impacto ambiental devido à redução significativa de papel, considerando a menor produção de embalagens e bulas.
Assim, a companhia reafirma seu compromisso com a segurança e a qualidade de seus medicamentos, bem como o bem-estar dos pacientes.
Atualizada às 13h15 com a manifestação da empresa
A empresa Novo Nordisk, fabricante da Ozempic no Brasil, tenta ampliar o prazo da propriedade intelectual da Ozempic, para continuar tendo produção exclusiva no país. A iniciativa acontece cerca de um ano antes da queda da patente do medicamento.
Segundo O GLOBO, a queda desta patente gera um novo espaço para que outras empresas vendam medicamentos com o mesmo princípio ativo. Conforme a reportagem, farmacêuticas brasileiras correm para estruturar laboratórios parar vender produtos similares.
A concorrência deve fazer com que o custo do tratamento diminua, já que outras empresas poderiam vender a medicação. Na última semana, a organização dinamarquesa, dona dos diretos sobre o medicamento, alegou, em nota, que a aplicação da legislação brasileira não foi razoável no caso do Ozempic, bem como na autorização de outros remédios, de acordo com o GLOBO.
Na legislação brasileira, a patente de um fármaco possui validade de 20 anos após o registro no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). Porém, no caso da Ozempic, a Novo Nordisk só teve a liberação da patente pelo órgão 13 anos após a solicitação.
A empresa levou a demanda para o governo em dezembro, durante reunião com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.
“A Novo Nordisk apoia totalmente os esforços do governo para acelerar os tempos de processamento de patentes e reconhece o progresso feito em outros setores. No entanto, a duração do processamento de patentes nos setores de saúde no Brasil ainda está muito abaixo da média global. (...) A demora excessiva na tramitação dos processos resulta, na prática, em tempos de patente utilizáveis muito abaixo dos 20 anos previstos na lei”, argumenta a empresa.
À Justiça, a empresa pediu para manter a patente até 2036, no entanto, a demanda foi negada em 2021. Vale lembrar que a patente do Ozempic está prevista para cair em julho de 2026.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.