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O Censo Demográfico 2022 confirmou que os nomes Maria e José continuam liderando o ranking dos mais populares na Bahia, repetindo o padrão observado em 2010. Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 1 em cada 10 mulheres baianas (10,7%) se chama Maria, o que corresponde a 783.021 pessoas — o equivalente a 5,5% da população do estado. Entre os homens, José segue na dianteira, com 361.017 registros (5,3%).
O nome Maria se manteve no topo entre as mulheres e registrou crescimento de 2,5% em 12 anos — eram 763.662 em 2010. O segundo nome feminino mais comum é Ana, com 273.416 mulheres, um aumento de 26,7% desde o último Censo.
A novidade no ranking feminino foi a ascensão de Júlia, que subiu da 28ª para a 3ª posição entre 2010 e 2022, totalizando 36.337 mulheres. O nome registrou alta de 60,1%, ganhando 13.725 novos registros no período.
Fecham o top-5 os nomes Adriana (33.139 mulheres) e Rita (31.887), ambos com queda em relação a 2010. Já Josefa, que ocupava o 5º lugar em 2010, saiu do ranking principal e passou a ser o 12º nome mais frequente.
Entre as crianças nascidas entre 2020 e 2022, os nomes mais populares na Bahia foram Maria (40.082), Ana (20.998), Laura (8.309), Alice (6.913) e Luna (5.258), indicando uma tendência de renovação nos registros femininos.
Embora José continue sendo o nome masculino mais popular, o número de registros caiu 13,6% entre 2010 e 2022 — de 417.671 para 361.017 homens. Em contrapartida, João se consolidou como o nome preferido entre os nascidos a partir dos anos 2000, com 219.615 registros, alta de 13,7%.
O nome Antônio, que ocupava a segunda posição, caiu para terceiro lugar, com 168.589 registros, uma redução de 16,7%. A principal novidade foi a entrada de Pedro no top-5, com 96.901 registros, crescimento de 35,7% desde 2010. O nome Carlos completa o ranking, enquanto Paulo deixou a lista principal.
Entre os nascidos entre 2020 e 2022, os nomes masculinos mais comuns foram João (16.693), Davi (10.352), Enzo (10.063), Arthur (9.610) e Miguel (9.457), evidenciando uma mudança nas preferências das famílias baianas.
Na capital, Maria também se mantém como o nome mais popular, com 116.625 registros, embora tenha apresentado leve queda de 2,1% desde 2010. Em seguida vêm Ana (50.689), Rita (8.525), Júlia (7.806) e Patrícia (7.369).
Entre os homens soteropolitanos, José segue em primeiro, com 38.359 registros, mas apresentou queda de 23,3% frente a 2010. Completam o top-5: Antônio (27.977), João (27.867), Carlos (19.607) e Paulo (15.931).
O levantamento também revelou que a Bahia é um dos dois únicos estados brasileiros, ao lado de Sergipe, em que o sobrenome Santos é o mais comum. Ele aparece em 1 a cada 4 moradores (26,3%), totalizando 3,7 milhões de pessoas.
O segundo sobrenome mais popular é Silva, presente em 17,6% da população (2,48 milhões), seguido por Souza (8,4%), Oliveira (8,1%) e Jesus (7,6%).
O caso de Jesus chama atenção: das 2,8 milhões de pessoas com esse sobrenome no país, 37,7% vivem na Bahia — cerca de 1,07 milhão. Todos os dez municípios com maior concentração de pessoas com sobrenome Jesus estão no estado, liderados por Presidente Tancredo Neves (29,2%), Teolândia (29,0%) e Piraí do Norte (26,0%).
Em Salvador, os cinco sobrenomes mais frequentes em 2022 foram Santos (605.141 pessoas), Silva (322.839), Souza (150.350), Jesus (149.985) e Oliveira (148.223).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.