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Artigos

Renato Tourinho
O fenômeno que só a Bahia é capaz de fazer!
Foto: Acervo pessoal

O fenômeno que só a Bahia é capaz de fazer!

Poucos acontecimentos no mundo conseguem reunir 2 milhões de pessoas em torno de uma música, de um cantor ou de um trio elétrico. Menos ainda fazem isso de forma contínua, por horas, em movimento, com alegria coletiva e um nível mínimo de violência ou acidentes. É exatamente aí que o Carnaval da Bahia deixa de ser apenas uma festa e se torna um fenômeno social, cultural e comportamental.

Multimídia

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O secretário municipal de Desenvolvimento e Urbanismo, Sosthenes Macedo, afirmou, nesta segunda-feira (26) durante o Projeto prisma, Podcast do Bahia Notícias, que a Sedur vai priorizar eficiência, atração de investimentos e desenvolvimento urbano com impacto social, mesmo diante das críticas da oposição sobre espigões e áreas verdes em Salvador.

Entrevistas

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Florence foi eleito a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2010, tendo assumido quatro legislaturas em Brasília, desde então.

nomes curiosos

Do "Bate-Quente" à "Rua da Rola", Bahia abriga localidades com denominações curiosas que preservam a identidade local no interior
Fotos: Reprodução / Google Street View

A Bahia abriga ruas, bairros e localidades com nomes inusitados que chamam a atenção não apenas pela sonoridade, mas também pelas histórias e referências culturais que carregam. Espalhados por diferentes regiões do estado, seja a "Rua da Rola" em Feira de Santana ou o bairro "Bate-quente" em Valença, esses nomes fazem parte do cotidiano dos moradores e ajudam a contar a trajetória urbana e social dos municípios.

 

Em Guanambi, no sudoeste baiano, a localidade conhecida como o bairro "Vomitamel" com uma praça principal é um dos exemplos mais curiosos do estado. O nome, que frequentemente desperta surpresa em quem não é da região, já se tornou parte da identidade local e é amplamente utilizado pelos moradores.

 

Para a professora Juliana Soledade, doutora em Letras e Linguística pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), especialista no campo do Onomástica (Campo de estudo que analisa a origem dos nomes próprios), o próprio ato de nomear os lugares é atravessado por valores culturais e sociais.

 

"Todo ato de nomeação é atravessado por valores de uma sociedade da época. Nomes imputados muitas vezes surgem e não sabemos o que motivou esses nomes. Fui pesquisar a origem desse 'Vomitamel' e era uma fazenda chamada 'Fazenda Vomita-mel', com práticas de criação de abelhas e por ser falado acabou virando o bairro 'Vomitamel' tudo junto, quase uma leitura lírica", esclarece.

 

No município de Ipirá, no território da Bacia do Jacuípe, há mais de um caso que chama atenção. A cidade abriga um local conhecido como “Rua do Brega”, nome associado ao comércio e à vida noturna. Já na região rural possui “Cágados de Dentro” e “Cágados de Fora”, referências ao animal, também batizando um local em Pindobaçu.

 

Confira no mapa a localização de alguns casos:

 

Outro caso curioso é o do município de Érico Cardoso, no sudoeste do estado. A cidade se chamava originalmente de 'Arraial da Água Quente', nome atribuído devido às águas termais presentes na região que, juntamente com o comércio e a agropecuária, impulsionaram o rápido desenvolvimento do povoado.

 

"Nós selecionamos certos aspectos da sociedade, seja uma pessoa ou um lugar. Uma mudança cultural afeta a designação cultural. Quando nomeamos, estamos fazendo um recorte da realidade. A gente observa para o interior Bahia, pensamos 'Porque nomes indígenas são frequentes em cidades e bairros?' Isso é por conta da natureza descritiva desses povos em nomear", explica a professora.

 

De modo simples, Soledade explica essas nomeações de Topônimos (nomes próprios dados a lugares geográficos) é justamente devido à riqueza do português brasileiro, miscigenado com as línguas nativas, dos povos africanos e daquele arcaico português vindo da Europa.

 

"Por exemplo, nomes indígenas são conhecidos por descrever ações da natureza, um lugar com rio tem traduções como 'Água Corrente', [casos como esse] é um padrão em diferentes partes do Brasil. Tudo isso é atravessado pela forma que nós nos relacionamos com a cultura", explica.

 

A professora foi assertiva. Originalmente habitada por indígenas Tapuias na região do "Morro do Fogo", a localidade de Érico Cardoso ganhou relevância política em 23 de março de 1875, quando a sede da "Freguesia do Morro do Fogo" foi transferida para o "Arraial de Água Quente" por meio da Resolução Provincial n.º 1460, adaptações do nome dos Tapuias.

 

Vale explica que esses nomes não são somente etiquetas nos mapas municipais. Para o geógrafo baiano Milton Santos, o espaço urbano vai muito além de um espaço, sendo definido como um "conjunto indissociável, solidário e também contraditório, de sistemas de objetos e sistemas de ações", explica o acadêmico na obra "A Natureza do Espaço", publicada em 1996.

 

Santos explica que nomes como "Pau Miúdo" ou "Bate-quente" servem como o palco único onde a história humana se desenrola, onde os baianos se comunicam. Segundo essa teoria de Santos, a dinâmica das cidades é sustentada pela interação entre os "fixos" (os elementos físicos e técnicos, como ruas e prédios) e os "fluxos" (as ações, movimentos e informações que circulam por esses objetos).

 

Posteriormente, o município teve seu nome alterado oficialmente para Érico Cardoso, mas a coincidência toponímica ainda chama atenção pelo fato de a cidade fazer fronteira com Água Fria, criando uma curiosa combinação geográfica.

 

Já em Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá, a localidade chamada "Os Patetas" se destaca entre os nomes mais incomuns do interior baiano, despertando curiosidade tanto de visitantes quanto de moradores de cidades vizinhas.

 

Em Feira de Santana, maior entroncamento rodoviário do interior da Bahia, os nomes de ruas também refletem aspectos da cultura popular brasileira. Além de denominações ligadas à tradição agropecuária, como a "Rua Rei do Gado", o município abriga vias que fazem homenagem a grandes novelas exibidas na televisão, especialmente produções de forte apelo nacional. 

 

Na capital baiana, Salvador, um dos exemplos mais conhecidos é o "Beco da Gasosa" e o bairro "Pau Miúdo", nomes tradicionais utilizados por moradores e visitantes que integram o conjunto de vias com denominações populares marcantes da cidade.

 

Entre os territórios do semiárido, a localidade de “Pau de Colher”, situada entre os municípios de São José do Jacuípe e Várzea da Roça, também se destaca. A região é conhecida historicamente por conflitos sociais ocorridos no século XX, o que contribui para a relevância histórica da denominação. 

 

E, justamente nesses conflitos ao longo da história, surgem nomes curiosos. Para Soledade, é necessário um aviso: mesmo que o Brasil tenha uma espantosa liberdade na criação de nomes quando comparado ao português de Portugal, nunca se deve esquecer de onde surgiu essa liberdade em um processo colonizador. 

 

"Temos essa liberdade por conta do contato com os povos originários e pelos povos africanos trazidos para o Brasil, com o léxico indígena que foi mais aproveitado. [...] Justamente nos lugares de povos que já viviam ali. A toponímia é muito significativa, afinal esses povos entenderam aquele local antes dos europeus", explica.

 

No agreste baiano, o município de Itabaiana abriga a Rua "O Xote das Meninas", denominação que faz referência à música nordestina e à cultura popular. Bem como a Rua "Flor de Lis" no Oeste da Bahia, em Barreiras

 

No norte do estado, em Juazeiro, a "Rua do Riso" integra a lista de vias com nomes curiosos, assim como a "Rua Canta Galo". Também nomes mais "fofos" enviados pelos leitores do BN, como o distrito de "Cantinho", antiga sede de fazendas em Xique-Xique e a "Rua Charmosinha" de Conquista. Todos esses elementos são frutos de um léxico com muito aceitabilidade de influências. É o que explica a professora da Ufba.

 

"O léxico brasileiro tem um abertura com esses elementos [de diferentes povos], isso se repete no final do Século XIX e XX quando mais europeus chegam aqui. Nosso léxico nunca teve aquela percepção xenofóbica, nacionalista e conservadora como a dos países europeus. Nossa população é por natureza a que aceita inovação na língua, prova disso é nossos nomes. Onde existe uma Ludquellen ou Marivaldos", brinca a professora Soledade.

 

Os nomes curiosos fazem parte da paisagem do país, seja a urbana, rural e até nos nomes ao redor as identidades dos baianos. Sempre refletem aspectos culturais, históricos e sociais que ajudam a explicar a Bahia ao longo do tempo.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Resgataram o nome de Harry Potter Envelhecido só pra ele poder desagradar todo mundo. Não teve graça pros vermelhos, pros azuis e nem pro centrão. Mas o clima de traição está mesmo no ar. É briga por candidatura de deputado, é amizade destruída pela cadeira do Senado... Como disse o Molusco, esse ano é guerra. E só a vinda do Molusco já resgatou outros nomes que estavam de pijama por aí. Mas uma outra coisa me preocupa: de onde os políticos tiraram que dançar traz voto? Porque o Carnaval nem chegou e eu já não aguento mais. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Jaques Wagner

Jaques Wagner
Foto: Geraldo Magela / Agência Senado

"Quem bate o martelo é o governador". 

 

Disse senador Jaques Wagner (PT) ao recuar do discurso após ter cravado a chapa governista para as eleições deste ano. Em entrevista nesta segunda-feira (23), durante agenda em Feira de Santana, o congressista adotou um tom mais cauteloso e afirmou que a palavra final para a formação é do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que está em viagem na Ásia.
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista presidente da Bahiagás, Luiz Gavazza, nesta segunda-feira

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O presidente da Bahiagás Luiz Gavazza é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (23). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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