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Ao fazer sua primeira declaração pública após ser anunciada como a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay brincou com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.
Confira momento em vídeo:
?? Nobel da Paz, Navi Pillay brinca ao receber prêmio: "Talvez dividiria com Trump" ???? X @/AgnesCallamard Confira ?? https://t.co/ujaHafDEDW
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) October 9, 2026
A menção bem-humorada ao presidente dos Estados Unidos ocorre dois dias após Donald Trump declarar, na quarta-feira (7), que merecia receber a honraria por ter impedido uma "destruição total do mundo", citando a atuação de seu governo em conflitos internacionais.
Durante seu discurso, Pillay relembrou trabalhos recentes de sua carreira, como o relatório da comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os territórios palestinos ocupados, publicado em 2025, que apontou a ocorrência de genocídio na Faixa de Gaza — conclusão rejeitada pelo governo de Israel.
"Acho muito apropriado estar aqui com amigos e colegas, pessoas que apoiam os direitos humanos. A última coisa que fiz foi apresentar o relatório sobre Gaza, no qual afirmamos que o que está acontecendo lá é genocídio. Uma das principais reações a esse trabalho foi o reconhecimento da minha coragem. E vocês podem imaginar o quanto fiquei surpresa. Por que seria preciso coragem para dizer a verdade? Você interpreta a lei, analisa todos os fatos. É uma tomada de decisão imparcial", disse.
Aos 85 anos, completados no mês passado, a jurista reforçou que pretende continuar em atividade. "Neste momento, continuo atuando como juíza ad hoc no caso movido pela Gâmbia contra Mianmar. Todo mundo me pergunta quando vou parar, quando vou encerrar meu trabalho. É claro que não posso simplesmente interromper meu trabalho em apoio à Academia dos Princípios de Nuremberg, enquanto ainda tiver condições de contribuir", acrescenta.
Nascida em 1941 na província sul-africana de Natal e integrante da comunidade tâmil (de origem indiana), Navi Pillay tornou-se, em 1967, a primeira mulher a abrir um escritório de advocacia em sua província. Durante o regime do apartheid, atuou na defesa jurídica de ativistas contrários à segregação racial e denunciou casos de tortura e violações de direitos cometidos pelo Estado.
Com o fim do apartheid, Pillay projetou-se no cenário internacional. Em 1995, foi nomeada juíza do Tribunal Penal Internacional para Ruanda (onde atuou até 2003 e presidiu a corte entre 1999 e 2003), participando de decisões históricas sobre crimes de violência sexual em conflitos armados. Em 2003, passou a integrar o Tribunal Penal Internacional (TPI) e, entre 2008 e 2014, exerceu o cargo de Alta-Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
Ao anunciar a concessão do prêmio, o Comitê Norueguês do Nobel destacou a contribuição histórica de Pillay para o direito internacional, a promoção da paz, a responsabilização de autoridades e a proteção a vítimas de violência ao longo de sua carreira.
O médico Geraldo Leite, primeiro reitor da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz 2027. A proposta partiu do presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), Joaci Góes, e recebeu uma Moção de Apoio da Câmara Municipal de Feira de Santana, por iniciativa do vereador Jorge Oliveira (PRD).
Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, com 100 anos de idade, Leite nasceu em Aracaju (SE) em 1926 se formou em medicina pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) na turma de 1950.
Além de ter sido o primeiro reitor da Uefs, ele também foi presidente da Associação Bahiana de Medicina (ABM); diretor Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública por dois mandatos consecutivos, em 1993 e 1997; entre outras funções de destaque.
Em 2022, quando tinha 96 anos, lançou o primeiro volume de uma trilogia sobre o amigo e médico José Silveira (1904-2001), fundador, em 1937, do Instituto Brasileiro para Investigação da Tuberculose (Ibit), em Salvador. Ao justificar a indicação, o vereador Jorge Oliveira classificou o sergipano, hoje cidadão feirense, como "um homem além do seu tempo".
Segundo o parlamentar, a vida e a obra de Geraldo Leite estão "imortalizadas nos corações e mentes de todos que o conheceram e o conhecem".
Membro Honorário da Academia Feirense de Letras, o médico tem, na avaliação do vereador, uma indicação "mais do que justa". Ele acrescentou: "Essa deve ser uma bandeira que as entidades científicas, culturais e literárias de todo o Brasil devem defender".
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na última quinta-feira (8) que deve se reunir com a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, na próxima semana, em Washington. A declaração ocorre após o republicano tê-la deixado de lado no processo de transição de poder após a prisão de Nicolás Maduro.
“Entendo que ela virá na próxima semana e estou ansioso para cumprimentá-la”, disse Trump em entrevista à Fox News, concedida na Casa Branca.
María Corina tentou se aproximar do presidente americano e, no início desta semana, ofereceu a Trump o Prêmio Nobel da Paz que recebeu no ano passado — honraria que o republicano ambiciona publicamente há anos. Ela já havia dedicado o prêmio ao presidente dos EUA.
Apesar disso, Trump afirmou que a opositora, embora tenha liderado uma campanha eleitoral bem-sucedida em 2024 contra Maduro, não teria apoio nem respeito suficientes dentro da Venezuela para governar o país.
Na última segunda-feira (5), María Corina disse à Fox News que a entrega do prêmio seria um gesto de gratidão do povo venezuelano pela destituição de Maduro. Mesmo afastada do processo de transição, ela afirmou que “planeja voltar para casa o mais rápido possível”.
Segundo informações do jornal O Globo, Trump já havia decidido, antes mesmo da entrada em Caracas, que não apoiaria María Corina no cenário pós-Maduro. A decisão teria sido baseada em avaliações da inteligência americana, no desgaste da relação da opositora com autoridades em Washington e, segundo fontes próximas à Casa Branca, até mesmo na aceitação do Prêmio Nobel da Paz, título cobiçado pelo presidente dos EUA.
Jornal aponta exigências da Casa Branca à Fifa para entrega do Prêmio da Paz a Donald Trump; entenda
Pessoas próximas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fizeram exigências à Fifa relacionadas ao Prêmio da Paz entregue ao chefe de Estado durante o sorteio da Copa do Mundo de 2026. A informação foi publicada pelo jornal britânico The Times, neste fim de semana.
Segundo a reportagem, representantes da Casa Branca repassaram orientações específicas à entidade máxima do futebol sobre o tamanho e a apresentação do prêmio concedido a Trump. A premiação foi entregue pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, durante o evento realizado no dia 5 de dezembro, em Washington.
De acordo com o jornal, assessores do presidente norte-americano solicitaram que o troféu tivesse, no mínimo, o mesmo porte daquele erguido pela seleção campeã da Copa do Mundo. A intenção, conforme a publicação, seria conferir maior destaque à honraria, sobretudo em comparação ao Prêmio Nobel da Paz, que concede aos vencedores apenas uma medalha.
No caso de Donald Trump, além do troféu, a Fifa também entregou uma medalha e um certificado. O The Times afirma ainda que o Prêmio da Paz foi criado neste ano especificamente com o objetivo de ser concedido ao presidente dos Estados Unidos.
A reportagem informa que, inicialmente, a Casa Branca sugeriu que dois fuzileiros navais norte-americanos carregassem o troféu e permanecessem ao lado de Trump no momento da entrega. A Fifa, no entanto, não teria concordado com a proposta.
Por fim, o jornal britânico relata que o local do sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026 teve seu nome alterado poucos dias antes do evento. O espaço, anteriormente chamado de John F. Kennedy Center, passou a ser denominado Trump Kennedy Cultural Center.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.