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O técnico José Roberto Guimarães está usando a disputa da Liga das Nações Feminina de Vôlei para definir o elenco da seleção brasileira que vai brigar por medalha nos Jogos Olímpicos de Paris-2024. Faltando pouco mais de dois meses para o principal evento esportivo do ano, o treinador admitiu indecisão sobre qual líbero levará para a capital francesa: Nyeme e Natinha.
"Nyeme e Natinha são iguais em vários aspectos. Eu gostaria de levar as duas. É um pecado, porque você treina todos os anos do ciclo com 14 jogadoras e, quando chegam as Olimpíadas, é obrigado a levar 12. Você fica em uma saia justa muito grande. Não podem judiar da gente assim", afirmou em entrevista ao site ge.globo.
A lista de convocadas para as Olimpíadas tem apenas 12 atletas. Com um elenco enxuto, Zé Roberto precisa definir quantas jogadoras serão chamadas para cada posição, considerando o risco de lesões antes e durante os Jogos em Paris. Para levar Natinha e Nyeme, o treinador precisará abrir mão de uma ponteira.
"As líberos têm revezado muito em todas as atividades. Treinam a parte técnica, de passe, defesa e levantamento, e depois entram na tática. Elas ficam trocando o tempo inteiro, passando ao lado de jogadoras diferentes. Não tem ninguém escolhida, de verdade. Com as partidas da Liga das Nações, vamos ver como o time se encaixa com cada uma. Tem todo um processo para perceber quem está melhor e pode ajudar mais a equipe. Sempre peso muito isso. Não é só o que eu acho, é o que o time sente", falou.

Natinha | Foto: Divulgação / FIVB
Apesar de disputarem apenas uma vaga na seleção brasileira em Paris, Nyeme e Natinha tentam impressionar Zé Roberto, mas mantendo a cordialidade dentro do grupo. As duas estão acostumadas a se enfrentarem em quadra. Na última edição da Superliga feminina, o Minas de Nyeme conquistou o título ao vencer o Praia Clube, de Natinha.
"Lutamos pelo mesmo objetivo: ajudar a seleção. Não há rivalidade. Quem estiver melhor tem que jogar, porque todo mundo treina e quer ir lá para dentro da quadra", disse Nyeme. "É um sentimento de ter que lutar todos os dias (pela convocação para as Olimpíadas). Acho que vai ser difícil para o técnico escolher, e isso já é muito gratificante, porque quer dizer que nós duas estamos fazendo um trabalho bom, suando todo dia, dando nosso melhor. Acredito que quem ele escolher vai representar muito bem o Brasil em Paris", comentou Natinha.
Após estrear na Liga das Nações com vitória sobre o Canadá, o Brasil encara a Coreia do Sul, nesta quinta-feira (16), no Maracanãzinho.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.